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Conheça o perfil dos novos gestores municipais de cultura da Baixada Santista

Por Lincoln Spada

Além dos nove prefeitos da Baixada Santista, as cerimônias também empossaram as novas equipes de governo no último domingo (dia 1º). As mudanças administrativas afetaram os gestores da Cultura de seis municípios, e a crise financeira reduziu ou igualou a maioria dos orçamentos do setor, além de ser justificativa para a pasta ser atrelada a outros segmentos que exigem prioridade igual (Turismo) ou maior (Educação) em relação às demandas.

> Acesse: Promessas dos novos prefeitos para a cultura

Na Baixada Santista, não foram considerados perfis técnicos para a pasta de cultura. Das nove cidades, os três que seguem em seus papéis são ex-vereadores ou candidatos à Câmara. Já onde haverá novos quadros, apenas um já tem trajetória em políticas culturais. Se um gestor de Saúde ou Finanças geralmente é técnico, comandará a Cultura quem teve carreira como empresário ou advogado. Aliás, dos nomes já anunciados, apenas um não tem filiação partidária – é presidente municipal da OAB.

Enquanto o PSDB tem a hegemonia regional (sete prefeitos e uma vice), o campo cultural será conduzido também por PMDB, PPS, PSB e PSD. A transição com novos nomes partidários e de atuação inexpressiva no setor obriga que se reinicie a sensibilização pelas políticas culturais das cidades. E se nos municípios, o segmento tem que dividir a atenção do gestor com outros temas, no plano regional, o Governo Estadual reduziu o investimento, cortando programas formativos (Oficina Cultural Pagu e unidades do Projeto Guri) e verbas de editais para grupos artísticos.

Secretarias exclusivas

Desfeita a hipótese de fusão da pasta da Cultura com Turismo em Santos, Fábio Alexandre Nunes (PSB) se mantém como titular da secretaria. Ex-vereador e ex-secretário de Meio Ambiente, o educador está na função desde 2015. Em sua gestão, o Conselho Municipal de Cultura foi presidido pela sociedade civil, efetivou a Lei do Sistema Municipal de Cultura e levou à Câmara o Plano Decenal de Cultura.

Em São Vicente, a Secult será dirigida por Fabio Lopez (PPS). O advogado não tem experiência na área cultural, mas na vertente política. Mais recentemente, foi secretário de Governo e de Esportes de São Sebastião. Já em Guarujá, o presidente da OAB Guarujá, Paulo Roberto Fiorotto, assume a Secult. A sua breve atuação no setor cultural foi durante enquanto OAB apoiando o Acervo Histórico e Cultural de Guarujá.

Anexo a Turismo ou Educação

Quem se mantém na função de secretário de Cultura e Turismo de Praia Grande é Esmeraldo Vicente dos Santos (PMDB), que está à frente da pasta desde 2015. O administrador de empresas já foi secretário de Administração, de Educação, atuou no gabinete do prefeito, e vice-presidente da Câmara de Vereadores. Em sua gestão, ainda não efetivou as leis que aderem a cidade ao Sistema Nacional de Cultura.

Argumentando sobre a crise econômica, em Cubatão, a pasta da cultura estará sendo atrelada à secretaria da Educação. O titular é Raul Christiano (PSDB), jornalista que já foi professor universitário, pró-reitor comunitário da Unimes e assessor especial do MEC, entre outras funções. Desde 2014, foi secretário de Cultura de Santos e diretor das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo.

Atenção tripla

Em Itanhaém, a situação é semelhante, mas o novo titular não tem experiência na área cultural. O atual vice-prefeito, o advogado Tiago Cervantes (PSD) deixou a presidência da Câmara de Vereadores e assume a secretaria de Educação, Cultura e Esportes. Por sua vez, em Bertioga, pasta da cultura deve continuar junta de outras áreas, na Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura. Ali, o titular é o empresário e jornalista Ney Rocha (PMDB). Em suas entrevistas, atentou-se ao turismo da cidade.

Em Mongaguá, não há secretarias, mas diretorias. No site oficial, mantém-se na função José Ricardo Pettine (PSDB), que dirige a pasta desde 2013. Por sua vez, a nova administração de Peruíbe indicava tornar a diretoria cultural numa secretaria exclusiva, mas nem o site oficial da Prefeitura, nem assessoria do novo prefeito confirmam o nome do cargo.

Cadeia Velha: Prefeitura admite não ter orçamento para gerir prédio estadual

Por Lincoln Spada | Foto: Sander Newton

Em relação ao anúncio do Governo Estadual em fazer convênios com as prefeituras para que as oficinas culturais ocorram no próximo ano em prédios municipais, a Prefeitura de Santos nega ter sido consultada, e também evita assumir a gestão do Centro Cultural Cadeia Velha, prédio previsto para encerrar as atividades no próximo dia 16.

>> Prédio estadual fechará dia 16 de dezembro
>> Veja histórico de ações no centro cultural este ano

Em nota, a Prefeitura afirma que “qualquer ação referente aos cursos realizados pela Oficina Cultural Pagu é uma decisão da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Sobre o cancelamento das atividades, a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), não foi comunicada formalmente sobre o assunto. No que diz respeito à absorção pela Secult das atividades realizadas na Cadeia Velha, no caso de um suposto cancelamento dos cursos lá oferecidos, não há previsão orçamentária em 2017 para tal demanda”.

A posição é mais do que as oficinas, mas também da gestão do prédio estadual. O orçamento geral do município entre 2016 e 2017 oscilou de R$ 2,5 bi para R$ 2,6 bilhões, mas a Secretaria da Cultura terá redução de R$ 33,1 mi para R$ 31,6 milhões. Outra pasta que até poderia manter a Cadeia Velha seria a Secretaria de Turismo, mas também apresenta verba menor: de R$ 8,9 mi para R$ 8,4 milhões.

Mais uma razão para a Prefeitura não assumir o edifício e sua programação é o seu carro-forte na formação artística. “Vale destacar que a Secult mantém o programa Fábrica Cultural, que oferece 33 modalidades de cursos artísticos gratuitos, com cerca de 3700 alunos. As atividades ocorrem em espaços como o Centro Cultural da Zona Noroeste, Centro de Atividades Integradas (Cais) Milton Teixeira, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Biblioteca Plínio Marcos (Caruara) e Centro Turístico, Esportivo e Cultural do Morro São Bento”.

Rumos do prédio estadual

Atualmente, a Cadeia Velha é um edifício mantido pelo Governo Estadual gerido em convênio pela OS que mantém a Oficina Cultural Pagu (OC Pagu). Noutra dezena de oficinas culturais pelo interior paulista a serem desativadas este ano, as unidades já pertencem às prefeituras ou poderão ser municipalizadas, conforme anúncio do Governo às mídias de de Limeira, São José do Rio Preto, São Carlos e Araraquara.

Já em Ribeirão Preto, a própria secretária de Cultura, Dulce Neves, aceitou a decisão do convênio. “Fui informada que as oficinas no estado de SP não serão fechadas e sim, haverá negociação para uma parceria entre Estado e Município, como convênio para que a Secretaria de Cultura faça a gestão da oficina cultural, a fim de garantir sua permanência, abrangência e democratização do acesso”.

Também serão desativadas as sedes de Presidente Prudente, Marília, Sorocaba, São José dos Campos e Iguape. Questionada a possibilidade de alguma outro modelo ou parceria de gestão para a Cadeia Velha de Santos (sede da OC Pagu), o Governo de SP por meio da Secretaria de Cultura do Estado não respondeu à revista desde o último dia 29.

Garantia de quatro meses

Fechada por quase cinco anos, a Cadeia Velha de Santos foi restaurada com verbas estaduais de R$ 10,6 milhões. Desde 2015, o Governo Estadual garantia que atenderia a demanda de audiências e campanhas públicas por um centro de artes integradas. Mas após reabrir o edifício em agosto, o governo anunciou o fechamento da oficina cultural e o rumo incerto do patrimônio nacional. Segundo estimativas, uma oficina cultural custa, em média, menos de R$ 1 milhão. Desde sua reabertura, o local recebeu cerca de 15 mil visitantes.

Cadeia Velha: Governo de SP anuncia municipalizar espaços das oficinas culturais

Por Lincoln Spada | Foto: Sander Newton

Bem verdade que a Prefeitura de Santos ainda não foi notificada oficialmente sobre uma possível parceria para gerir o Centro Cultural Cadeia Velha. Assim, enquanto a Prefeitura não se posiciona sobre o caso, o Governo Estadual já oficializou aos veículos de comunicação sobre o destino das oficinas culturais do interior e litoral paulista, entre elas, a Oficina Cultural Pagu. A proposta é que os prédios sejam municipalizados em troca de atividades estaduais eventuais e itinerantes.

>> Prefeitura não pretendia municipalizar o prédio
>> Prédio estadual fechará dia 16 de dezembro

Neste dia 28, a Secretaria de Cultura do Estado anunciou à TV Santa Cecília: “O programa passa apenas por uma mudança administrativa, que tem justamente o objetivo de gerar economia de recursos sem prejudicar o atendimento à população. Em vez de gerido por uma Organização Social [Poiesis], o programa passará a ser realizado em espaços municipais e em convênio com as prefeituras, que conhecem melhor do que ninguém cultura e necessidades locais”.

A mesma nota foi publicada em jornais de Limeira, São José do Rio Preto, São Carlos e Araraquara. Já em Ribeirão Preto, a própria secretária de Cultura, Dulce Neves, aceitou a decisão do convênio. “Fui informada que as oficinas no estado de SP não serão fechadas e sim, haverá negociação para uma parceria entre Estado e Município, como convênio para que a Secretaria de Cultura faça a gestão da oficina cultural, a fim de garantir sua permanência, abrangência e democratização do acesso”. Também serão desativadas as sedes de Presidente Prudente, Marília, Sorocaba, São José dos Campos e Iguape.

Garantia de quatro meses

Fechada por quase cinco anos, a Cadeia Velha de Santos foi restaurada com verbas estaduais de R$ 10,6 milhões. Desde 2015, o Governo Estadual garantia que atenderia a demanda de audiências e campanhas públicas por um centro de artes integradas. Mas após reabrir o edifício em agosto, o governo anunciou o fechamento da oficina cultural e o rumo incerto do patrimônio nacional. Segundo estimativas, uma oficina cultural custa, em média, menos de R$ 1 milhão. Desde sua reabertura, o local recebeu cerca de 15 mil visitantes.

Único programa metropolizado

Hoje na Baixada Santista, o Governo Estadual centraliza investimentos em Santos: Virada Cultural Paulista, Tocando Santos e o Museu do Café. Cada vez mais reduzido, o Programa de Ação Cultural – ProAC contemplou coletivos de Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá. A itinerância artística do Circuito Cultural Paulista acontece em Bertioga, Cubatão, Itanhaém e Praia Grande. Já a gestora do Centro Cultural Cadeia Velha, a Oficina Cultural Pagu é o único programa estadual que realiza trimestralmente atividades nas nove cidades da Baixada Santista, além de ser a única ação estadual que alcança Mongaguá e Peruíbe.

 

Cadeia Velha: OC Pagu custa menos de um terço que fábrica cultural ou museus

Por Lincoln Spada

O anúncio da Secretaria de Cultura do Estado que confirma o fechamento da maioria das oficinas culturais de São Paulo, entre elas, a OC Pagu, atual gestora da Cadeia Velha de Santos, cria um novo debate público sobre qual é o melhor formato para administrar o patrimônio estadual. Afinal, a economicidade do atual modelo está garantida neste primeiro trimestre de reabertura do espaço.

Pense no custo mínimo do Governo Estadual. Previsto no projeto de uso, o auditório não foi entregue. Quando reinaugurada, a Cadeia Velha de Santos mal tinha mobiliário – parcerias com festivais permitiram boa parte de contrapartidas e doações. O repasse trimestral dado às ações formativas é mais e mais reduzido. Então a comunidade local ocupa com mostras coletivas de artes visuais, com cineclube, com sarau…

>> Quatro meses após reabertura, oficina será fechada
>> A história da versátil Cadeia Velha desde séc 19 

Em três meses, o edifício já recebeu exposições de artistas locais e internacionais, workshops de fotografia, oficinas de audiovisual, cultura digital, novas mídias e discotecagem, além de eventos de economia criativa e aberturas de festivais. Ainda, obras regionais e internacionais de cinema e de teatro – ambos com programação infantil ou adulta. Tudo gratuitamente à população. A estimativa é que mais de 15 mil pessoas já frequentaram a casa, e a maioria por mais de 3 horas.

Oficina cultural x Fábrica cultural

Mesmo assim, em janeiro, a OC Pagu entrará numa lista de cortes definitivos do convênio estadual em uma crise financeira temporária, já que economistas garantem aumentos de receita e do PIB nacional em 2018. Bem, no contrato de gestão das atuais 16 oficinas culturais, entre 2015 e 2017, o Governo Estadual repassaria respectivamente à organização social Poiesis: R$ 27,5 mi, R$ 30 mi e R$ 33 milhões. De fato, as verbas anuais aplicadas são R$ 19,5 mi, R$ 17,8 mi e R$ 12,5 milhões – este último é citado na lei orçamentária do próximo ano.

Se prever que a diferença da verba aplicada em 2016 para a prevista em 2017 corresponda às 11 oficinas culturais a serem desativadas, a previsão é que uma oficina cultural custe hoje ao Governo Estadual cerca de R$ 500 mil anual. Por ser num patrimônio exclusivo do Governo Estadual, no máximo, as despesas da OC Pagu não alcançariam R$ 1 milhão.

Apesar do Governo afirmar buscar parcerias para garantir o uso do espaço como centro cultural, no momento, não há programas similares para a gestão, além da instalação de uma Fábrica de Cultura: centros que promovem agenda de apresentações artísticas e ações formativas. Na capital, há cinco fábricas que, neste ano, custaram individualmente mais de R$ 9,5 milhões. Portanto, um tanto improvável.

Oficina cultural x Museus ou PPPs

Claro que o Governo pode descumprir o compromisso público e mudar o uso do espaço, tornando-o em um museu. Mas além de contrariar a opinião pública e a vocação do local, o Poder Público teria um ônus quintuplicado. Por exemplo, em 2015, o Museu do Café recebeu repasse de R$ 5 milhões. Responsável pelo museu, o Inci ganhou um valor ainda maior para administrar o Museu da Imigração no mesmo período.

Ora, outro grupo também já planejou a instalação de um museu no equipamento, mas a ideia refutada pela comunidade artística e audiências públicas custaria neste caso cerca de R$ 3 milhões anuais de verbas mediadas pelo Ministério Público. Além disso, com um museu pelo Inci, pelo último grupo ou qualquer outra entidade, a população teria que pagar mais uma vez para o uso do espaço público: por meio de ingressos.

Se em vez de Organização Social fosse uma Parceria Público-Privada, o entrave seria pior, pois independente do uso, ou o setor privado utilizaria de verba pública ou incentivo fiscal, ou efetivaria esses mecanismos de cobranças (ingressos, estacionamentos, souvenirs, etc), além de não garantir nenhum mecanismo de gestão comunitária.

Onda azul

Daí, só resta a possibilidade de municipalizar o prédio, causando uma contradição: cortar o único programa de formação cultural diversificada na Baixada Santista, região que mais foi fiel à base partidária do Governo Estadual, promovendo uma “onda azul” de administrações tucanas nestas eleições. Além disso, lançar o ônus financeiro justamente à Prefeitura que capitaneou o que seria uma boa maré de relações governamentais.

OC Pagu abre inscrições para oficinas gratuitas a partir de novembro

Por Ricardo Vasconcellos

A partir da próxima quinta-feira (dia 3/nov), a Oficina Cultural Pagu abre inscrições para as novas atividades formativas, entre elas, design gráfico, criação de textos para novas mídias, gestão cultural, escrita criativa, televisão, teatro, cinema e hip hop. A OC Pagu está localizada na Cadeia Velha (Praça dos Andradas) e toda a sua programação é gratuita. Os interessados podem ser inscrever no próprio site ou na sede, de terças a sextas-feiras, das 14h às 20h, e aos sábados, das 10h às 16h. Informações; 3219-2036 e 3219-1741.

PALESTRA | ‘A Dramaturgia em Cena’, com Lauro César Muniz
3/dez | Sábado | 15h30 | 30 vagas

a9Encontro com o dramaturgo Lauro César Muniz, que falará sobre o seu processo de criação para teatro e televisão. Um dos principais autores da história da teledramaturgia brasileira, Lauro César Muniz tem uma carreira repleta de peças teatrais e novelas de grande sucesso.

Dentre suas principais obras destacam-se: no teatro, “O Santo Milagroso”, “Este Ovo é um Galo” e “Luar em Preto e Branco”; na televisão, a minissérie “Chiquinha Gonzaga” e as novelas “O Casarão” e “O Salvador da Pátria”, da TV Globo. Recentemente, escreveu as novelas “Poder Paralelo” e “Máscaras” para a TV Record. Seus textos teatrais foram lançados pela Editora Giostri em uma edição de luxo com quatro volumes, intitulada “Obras Completas de Lauro César Muniz”.

CINECLUBE PAGU | Vencedores da Mostra Olhar Caiçara do Curta Santos
25/nov | Sexta-feira | 20h | 50 vagas | Retirada de senha às 19h45

a1Exibição dos vencedores da Mostra Olhar Caiçara, da última edição do Curta Santos. Após a exibição, haverá uma conversa entre os realizadores dos filmes e o público, mediada pelos coordenadores do Cineclube Pagu Carlos Cirna e Marcelo Pestana. Programa: ‘Angmínia’ (de L.M. Morone), ‘Convívio’ (de Bruno Arrivabene), ‘Feliz Ano Novo’ (de Mônica Donatelli), ‘Por trás do Cartão Postal’ (de Júnior Castro), ‘Sangria’ (de Iasmin Alvarez). A projeção acontecerá no pátio central da Oficina Cultural Pagu, com o apoio da Rizzieri Telões e Eventos.
COMUNICAÇÃO | O meio digital é a mensagem – Workshop de criação de textos
18/nov a 25/nov | Sextas-feiras | 14h30 às 15h30 | Com Ivani Cardoso | 20 vagas

a7O jornalismo na comunicação digital e o uso das redes sociais com conteúdo alinhado aos objetivos profissionais ou pessoais. Ivani é formada em Jornalismo e Direito. Trabalhou nos jornais Cidade de Santos, O Estado de S. Paulo, A Tribuna e por 11 anos na Agência Lu Fernandes Comunicação e Imprensa. Coordenou a divulgação de eventos como Flip, Bienal Internacional do Livro de SP, Viradas Culturais, entre outros. É editora do Publishing Perspectives Educação, newsletter da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil, tem a coluna Livros & Mídia no site PublishNews e tem o blog SanSão, Criou e atualiza o site, o blog e o facebook do Ideac e o facebook dos cartunistas Chico e Paulo Caruso.

COMUNICAÇÃO | O meio digital é a mensagem – Workshop de design gráfico
18/nov a 25/nov | Sextas-feiras | 16h às 17h30 | Com Monica Mathias | 20 vagas

a4O design gráfico na comunicação digital e o uso das redes sociais com conteúdo alinhado aos objetivos profissionais ou pessoais. Mônica atua desde 1989 à frente do 3D Design Estúdio & Comunicação. Coordena e produz, desde então, diversos projetos, trabalhos gráficos e eventos para empresas e entidades da região e capital. É também editora do blog SanSão.

OFICINA DE PRODUÇÃO E GESTÃO CULTURAL
26/nov a 27/nov | Sábado e domingo | 10h às 13h e 14h às 17h | Com Maurício Inafre | 10 vagas

a8Abordagem das leis de incentivo cultural, dos editais que contemplam projetos de produção e circulação de espetáculos, bem como os festivais de teatro e as novas ferramentas de financiamento que possibilitam a concretização de um projeto em um espetáculo de teatro. Maurício é formado em economia pela Universidade Brás Cubas e em artes cênicas pela Faculdade Paulista de Artes, ele já administrou teatros e organizou eventos relacionados ao mundo das artes.

Já trabalhou com nomes como Roberto Lage, Kiko Marques, Marat Descartes, João Fonseca e Kleber Montanheiro, Mateus Solano e Marcelo Soler, entre outros. No momento, está à frente da produção Os Dois e Aquele Muro, de Ed Anderson e direção de Francisco Medeiros, em cartaz no Espaço dos Fofos, em São Paulo.

PALESTRA INFINITY CLASS | Redefinindo a história sob a ótica do Hip Hop
18/nov | Sexta-feira | 20h | Com Marcello Gugu | 50 vagas

a5A palestra aborda a cultura oral, as raízes folclóricas nacionais e traz exercícios práticos de construções textuais, sejam elas, relatos , poesias ou música, explorando a capacidade de composição do participante. O nome, Infinity Class, é uma homenagem as aulas que eram ministradas dentro Zulu Nation para a comunidade negra americana.

Gugu conquistou destaque nas batalhas de ruas com sua rimas, vencendo em 2007 a principal delas que a Batalha do Santa Cruz em São Paulo. O músico que também é publicitário com o disco “Até quem enfim Gugu” lançado em 2013, foi eleito um dos melhores no cenário do rap nacional. Esta atividade tem a parceria do projeto Muito Prazer! Meu nome é Hip Hop.

OFICINA | Escrita Criativa nos Tempos Tranzmodernos
22/nov a 1º/dez | Terças e quintas-feiras | 19h às 21h | Com Flávio Viegas Amoreira | 20 vagas

a6Com elementos básicos de poética, semiologia literária e a Literatura linkada ao teatro, cinema, artes plásticas, dança, cibernética. Flavio, nesta atividade, conduzirá o participante ao reencontro com seu potencial e possibilidades da escrita. Flávio é escritor, poeta, contista, romancista, dramaturgo e jornalista. Nascido em Santos em 1965, atua como agitador cultural em São Paulo, Rio de Janeiro e Litoral Paulista, em projetos de discussão de temas ligados a artes de vanguarda, saraus poéticos e oficinas de criação literária.

WORKSHOP | Processo de produção de uma biografia
5/nov | Sábado | 15h30 | Com Gonçalo Júnior | 15 vagas

Processo de produção desse gênero de escrita: como desenvolver pesquisas, localizar pessoas, organizar entrevistas, pesquisar em arquivos de jornais e o lento e intenso processo de elaboração do texto, até chegar à sua finalização. Gonçalo Junior é jornalista com passagem pelos jornais Gazeta Mercantil e Diário de S. Paulo como repórter especial e editor de cultura, respectivamente. É autor de 30 livros, publicados por editoras como Companhia das Letras, Civilização Brasileira, Ediouro, Manole, Conrad etc. Foi vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura em 2011, na categoria Melhor Biografia.

WORKSHOP | Escrita criativa
26/nov | Sábado | 15h30 | Com Reynaldo Damazio | 15 vagas

Workshop sobre o processo de escrita e a importância da criatividade na construção do texto literário, a partir da leitura e discussão de autores renomados, de prosa e poesia. Também será abordado o papel da leitura na formação de escritores e educadores, com exercícios breves de criação e interpretação de textos, além de uma bibliografia básica indicada aos participantes.

Reynaldo Damazio é um poeta, ensaísta e crítico literário brasileiro. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Foi revisor da Editora Brasiliense e redator da Folha de S.Paulo. Publicou em 2001 seu primeiro livro de poesia, Nu entre nuvens, em que buscou uma síntese entre a sonoridade das palavras e as imagens evocadas por elas.

ESPETÁCULO INFANTIL | É Doce ou Salgado?
12/nov e 19/nov | 16h | Com Coletivo Sanatório Geral | 40 vagas | Retirada de senha às 15h30

a3No reino da comida, a Rainha Açúcar e a Rainha Sal estão prestas a entrar em guerra, Pimenta que ainda não se decidiu se é doce ou salgado começa a sentir a pressão de ter que escolher um dos lados, como será que ela vai sair dessa? Direção de Miriam Vieira e Betinho Neto. No elenco, Sandy Andrade, Liliane São Paulo, Amanda Franco e Betinho Neto.

 

Sarau ‘Um Autor na Ciranda Poética’ aborda vida e obra de Pagu em Santos

No sábado (dia 27), as 15h30, no Centro Cultural Cadeia Velha (Praça dos Andradas, sede da Oficina Cultural Pagu), acontece o ‘Sarau na Oficina Cultural Pagu – Um Autor na Ciranda Poética’.

Nesta edição, o evento tem como tema a vida e obra de Patrícia Galvão, a Pagu, com leitura de trechos de poemas e prosa, canções, vídeos, e leitura de poemas autorais dos participantes. A coordenação literária é de Clara Sznifer e a coordenação musical é assinada por Roberto Soares.

*Clara Sznifer

Lançamento do Clube de Leitura ‘Leia Mulheres’ em Santos

No próximo dia 10 de junho, acontecerá o lançamento do Clube de Leitura Leia Mulheres em Santos, com as mediadoras Jam Pawlak e Julia Mikita, na Oficina Cultural Pagu (Rua Espírito Santo, 17), das 19h às 21h, em homenagem a escritora Clarice Lispector, com o intuito de compartilhar as delícias da leitura do livro “Crônicas Para Jovens De Amor E Amizade”, uma obra envolvente de Clarice Lispector, que convida as jovens leitoras a se apaixonar também pela palavra, pelos livros, pelos instantes e pela vida.

Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, chegou ao Brasil em 1922, residindo em Maceió, Recife, Rio de Janeiro e Belém. Por ter sido casada com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem teve dois filhos, Clarice também morou em Nápoles (Itália), Berna (Suíça), Washington (EUA), e Torquay (Inglaterra), antes de retornar ao Rio de Janeiro, onde faleceu em 9 de dezembro de 1977.

O Clube de Leitura Leia Mulheres inspirou-se na ação realizada em 2014, pela escritora britânica Joanna Walsh, responsável pelo lançamento do projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014), que consistiu basicamente em ler mais escritoras. O mercado editorial ainda é muito restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade, por isso a importância primordial desse projeto.

No Brasil, a iniciativa de promover a difusão da leitura de obras escritas por mulheres, coube às entusiastas jovens Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques; “decidimos fazer clubes de leitura, convidar a todos a nos acompanharem nas leituras de obras escritas por mulheres, de clássicas a contemporâneas.” Atualmente, o Clube de Leitura Leia Mulheres está presente nas seguintes cidades São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Itapetininga, Salvador, São Bernardo do Campo –ABC, Campinas, Campina Grande, Sorocaba, Boa Vista, Natal, Goiânia, Florianópolis, Maceió, Juiz de Fora, Niterói.

O Clube de Leitura Leia Mulheres em Santos, tem como mediadoras, a teatróloga e produtora audiovisual, Jam Pawlak, e a escritora e blogueira Julia Mikita, dedicadas ao incentivo da leitura entre as meninas, as mulheres e as suas famílias desde 2011.

Serviço:
Lançamento do Clube de Leitura LEIA MULHERES em Santos
Oficina Cultural Pagu – Dia 10 de junho de 2016 – 19:00 horas
Rua Espírito Santo, nº 17 – Santos – SP – Brasil

*Júlia Mikita/Jam Pawlak