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Tributo a Vicente de Carvalho, antologia ‘Mar Selvagem’ é lançada dia 6

Por Márcio Barreto

‘Mar Selvagem’ é uma antologia em homenagem ao poeta Vicente de Carvalho. Reconhecido por nomes como Euclides da Cunha, Fernando Pessoa e José Lino Grunewald, seus sonetos permanecem entre os mais perfeitos da lírica em língua portuguesa. O lançamento será neste sábado, a partir das 19h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). Publicado pela Imaginário Coletivo e Secult de Santos via Facult 2016, o livro tem o valor de R$ 30.

O livro reúne escritores, editores, músicos, compositores, bailarinos, atores e artistas visuais inspirados na obra do Poeta do Mar. Desde poemas inéditos de Walter Smetak(1913 – 1984), compositor suíço-baiano, à poesia de atores consagrados como Anselmo Vasconcelos (Globo) e à poética de escritores como Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Ariel, entre outros que participam pela primeira vez de uma antologia nacional, Mar Selvagem traça um panorama da poesia de todos os tempos, uma ligação importante entre nosso passado, o presente e o imaginário caiçara alimentado pelo mar.

Segundo comenta Regina Carvalho (bisneta de Vicente) no prefácio, “Mar Selvagem oferece ao leitor a oportunidade de viajar pelos poemas de Vicente de Carvalho e de embarcar em várias canoas por mares poéticos e nos deslumbrar com a modernidade, contemporaneidade de estilos e por amantes das palavras. Os poemas revelam a nós mesmos, não nos matam a fome, mas alimentam nossa alma! Este livro é instigante e reacende a chama da versificação, abre caminhos para a valorização da nossa história e da poesia”.

Vicente Augusto de Carvalho nasceu e morreu em Santos (5/04/1866 – 22/04/1922). Publicou diversos livros, entre eles Ardentias (1885), Rosa, Rosa de Amor (1902) e Poemas e Canções (1908). Além de escritor, foi jornalista, político, jurista e abolicionista, tendo ajudado escravos fugitivos a se esconderem no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A presente obra, organizada por Márcio Barreto, une poetas de diferentes regiões do Brasil em torno do principal tema de sua obra: o mar! Assim, poetas de Santos, São Vicente, Cubatão, Jundiaí, Itararé, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DF) e Maringá (PR) navegam em sua poética. Todos marujos e argonautas resistindo pelo encanto da linguagem solta, úmida, verbo de brisa, bruma e maresia!

São eles: Ademir Demarchi, Alessio Forté, Anselmo Vasconcelos, Antonio Eduardo Santos, Barbara Muglia-Rodrigues, Barney Days, Caio Cardoso Tardelli, Carlos Emilio C. Lima, Carlos Pessoa Rosa, Christina Amorim, Clara Sznifer, Claudia Brino, Claudia Marczak, Ernani Fraga, Flavio Meyer, Flávio Viegas Amoreira, Joceani Stein, José Geraldo Neres, Laert Falci, Luís Sansevero, Luis Serguilha, Madeleine Alves, Madô Martins, Marcelo Ariel, Marcelo Ignacio, Márcio Barreto, Maria José F. Goldschimidt, Mauricio Adinolfi, Natalia Barros, Orleyd Faya, Plinio Augusto Soares, Raul Christiano, Regina Alonso, Reynaldo Damazio, Rodrigo Savazoni, Roberta Tostes Daniel, Silas Correa Leite, Tamara Castro, Valerio Oliveira, Vieira Vivo, Walter Smetak (1913 – 1984), Vinicius Faria Zinn e Yuri Pospichil.

O prefácio é assinado por Regina Carvalho, bisneta de Vicente. Desde Homero, imemorial, o Mar é o elemento literário por natureza: todo homem que nasce a beira mar tem tendência a ser um sábio. Esse telurismo diante do infindo contamina virtuosisticamente nossa linguagem, fortalece mirada ampla ao horizonte e aprofunda por contiguidade nosso sentimento atlântico do mundo! Walt Whitman, Fernando Pessoa, Kaváfis! Ao lado desses mestres oceânicos o Brasil tem em Vicente de Carvalho o seu avatar literário marítimo maior!

O mar vai além do cais, localidade, baía, golfo. É atmosfera do espírito: poetas, somos faróis da humanidade ao longo e ao largo do mistério… É sabido que 90% da população humana vive até 100km dos mares: mar é útero, espelho, aconchego com o divino estelar que reflete. A Editora Imaginário Coletivo, com este livro, ergue uma ponte entre o passado e o presente, ponte que precisa ser mantida, pois sem ela, jamais alcançaremos o rio que desemboca no grande mar do Poema.

 

Neste dia 27, última sessão de ‘Janelas Solitárias’ no Teatro do Kaos

Por Teatro do Kaos e Prefeitura de Cubatão

Chegou a hora dos participantes do Projeto Ação Cênica mostrarem resultados. A peça ‘Janelas Solitárias’ será apresentada gratuitamente (classificação: 16 anos) neste domingo (dia 27), no Teatro do Kaos, às 20 horas, e no próximo ano será levada a outras quatro cidades (Santos, Guarujá, Praia Grande e Mongaguá). O Teatro do Kaos fica na Praça Coronel Joaquim Montenegro, 34 (Largo do Sapo).

Durante todo o ano de 2016, 230 alunos participaram do Projeto Ação Cênica. Agora, a turma da Qualificação Profissional (que recebe a Certificação Profissional do Sated/SP, comdireito a DRT), apresentará a peça Janelas solitárias, texto de João Fábio Cabral e direção de Níveo Diegues. “Antes de subir ao palco, eles ralaram muito”, afirma Lourimar Vieira, idealizador e gestor do projeto, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

A peça tem no elenco: Aline Pinheiro, Beatriz Maria, Bianca Souza, Caio Werneck, Carolina Martins, Cristiane Ramos, Fabio Faustino, JP de Castro, João Vítor, Júlia Alves, Layla Lauane, Luciana Adrielle, Luiz Guilherme, Maíra Alves, Nicca Oliveira, Rafael Almeida, Rayane Santana, Udson Santos, Vanessa Ramos e William Gois. Mostra a ealidade de jovens numa metrópole, que buscam sua identidade e seu espaço na sociedade e têm necessidade e urgência de expressão num mundo cada vez mais imediatista e consumista.

O espetáculo critica a cegueira da sociedade moderna aos anseios destas “tribos”, colocando em foco as separações, medos, sexualidade exacerbada, uso de drogas, desespero. E desafia o público a assistir sem julgar, abrindo sua mente para uma reflexão sobre a real situação dos jovens que vivem nas janelas solitárias da cidade. Os alunos tiveram aulas de: História do Teatro (Orleyd Faya); Interpretação (Marcos Felipe e Níveo Diegues); Expressão Corporal (Fabiano di Melo); Expressão Vocal (Douglas Lima); Jogos Teatrais (Sander Newton); Maquiagem (Levi Tavares) e Produção (Lourimar Vieira).

 

Dramatúrgica Oficina estreia ‘Isadora’ neste final de semana no Tescom

Por Denise Braga

O sinal estava verde, esperou para
atravessar a rua e em poucos
minutos, voltou ao passado…

Com texto de Orleyd Faya e direção de Denise Braga, nos dias 22 e 23 de outubro, às 20 horas, acontece a primeira temporada do espetáculo ‘Isadora’, no Tescom (Av. Rodrigues Alves, 195). Do grupo Dramatúrgica Oficina, a peça é protagonizada por Bárbara Verona e Jô Lima Alves. Informações sobre ingressos aqui.

Um dos contos dramatúrgicos do livro ‘4 Mulheres’, o teatro narra o encontro casual de um par no meio da rua – Isadora e simplesmente ele. Memórias de cada personagem, além de seus pensamentos, medos e impulsos envolve em diferentes vozes as cenas do espetáculo.

Ficha Técnica

Texto: Orleyd Faya | Direção: Denise Braga | Elenco: Bárbara Verona e Jô Lima Alves | Iluminação: Ronaldo Fernandes e Marcus Di Bello | Sonoplastia: Marcelo Marinho e Denise Braga | Coreografia: Jô Lima Alves, Bárbara Verona agradecimentos: Maria Inês Adad e Maristela Sild | Designer gráfico e marketing: Rafael Branco | Cenário: Erico Bomfim | Figurino: Celina Julianelli | Produção: Dramatúrgica Oficina e Tescom | Agradecimentos: Ronaldo Fernandes e Karla Lacerda.

Palácio das Artes recebe workshop e teatro ‘O Abajur Lilás’ nesta sexta

O Palácio das Artes (Avenida Presidente Costa e Silva, 1600/Praia Grande) recebe programação gratuita em tributo a Plínio Marcos nesta sexta-feira (dia 12), desenvolvida em parceria pela Secretaria de Estado da Cultura (workshop via Oficinas Culturais – Poiesis e apresentação teatral através do Circuito Cultural Paulista – Associação Paulista dos Amigos da Arte) e apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Ambas as atividades percorrerão outros municípios de São Paulo.

Workshop: A dramaturgia de Plínio Marcos – Concepção de Direção
Sexta-feira | 12/ago | 14h às 16h40 | Inscrições até dia 11 no Palácio das Artes

As Oficinas Culturais escolheram a dramaturgia de Plínio Marcos como tema de workshop itinerante com a oficina A dramaturgia de Plínio Marcos – Concepção de Direção. Os cursos serão coordenados pelo diretor Tanah Corrêa em sete cidades paulistas. As aulas serão divididas em três etapas: introdução sobre a importância de Plínio Marcos no teatro brasileiro; leitura da peça “Quando as Máquinas Param” e exercícios práticos de encenação do texto; e apresentação das cenas desenvolvidas no processo.

Plínio Marcos, nascido em Santos, atuou como escritor e jornalista, além de exercer uma sólida atuação nessas áreas, também revolucionou os padrões dramaturgia brasileira. Possuía um senso crítico aguçado para lidar com determinados assuntos, principalmente, os temas que envolviam exclusões sociais. Os participantes do workshop receberão ingressos para assistir “O Abajur Lilás”, espetáculo dirigido também por Tanah Corrêa e que será apresentado após o workshop, à noite. Serão oferecidas 30 vagas.

Teatro: O Abajur Lilás (texto de Plínio Marcos)
Sexta-feira | 12/ago | 19h30 | Entrada franca

Um retrato fiel de uma das peças mais importantes e mais censurada de Plínio Marcos, ‘O Abajur Lilás’, escrita em 1969, conta a história das prostitutas Dilma, Célia e Leninha, exploradas pelo homossexual Giro, dono do mocó em que toda a ação se desenvolve. Um elenco todo santista foi a forma escolhida para homenagear a naturalidade do dramaturgo: Nuno Leal Maia (Giro), Orleyd Faya (Dilma), Rosane Paulo (Célia), Monica Camillo (Leninha) e Renato Fernandes (Osvaldo). A direção geral é de Tanah Corrêa e a produção executiva de Ludmilla Corrêa.

Embora dividam o mesmo quarto e a mesma sórdida realidade, as três mulheres pouco têm em comum na maneira de lidar com a arbitrária dominação de Giro, cafetão que para mantê-las sob controle se vale da violência praticada pelo truculento e impotente guarda-costas Osvaldo. Dilma, – mãe de um filho -, vive torturada em sua mal contida submissão, procurando adaptar-se para não perder o mínimo de que dispõe para seguir em frente.

A reação de Célia é impulsiva e desordenada, lutando incansável e visceralmente por sua independência, em permanente confronto com Giro. Quanto à novata Leninha, profundamente individualista, ela sobrevive às custas das pequenas e ilusórias regalias que busca obter do cafetão. Num ambiente hostil e degradado, um abajur – propositadamente quebrado – deflagra o fatal conflito que, num crescendo contínuo de violência e sadismo, conduz a trama ao implacável final.

*Informações de Oficinas Culturais/O Abajur Lilás

 

Cia Aplauso e ‘Abajur Lilás’ reabrem Teatro Braz Cubas nesta semana

O Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) será reaberto na próxima quinta-feira (dia 12), após estar em reformas desde julho de 2014. Neste período, o equipamento recebeu novo sistema de refrigeração, tubulação em PVC e torres de resfriamento.

Além de revisão geral das varas cênicas e da iluminação e cabine de som e luz, nova iluminação na fachada, reforma das cortinas do palco e da plateia e manutenção dos 589 assentos destinados ao público.

‘Santos de Frente para o Mundo’

A solenidade de abertura gratuita terá início às 19h30 e, na sequência, haverá apresentação do espetáculo “Santos de Frente Para o Mundo”, da Aplauso Cia. de Dança. Com músicas do pianista Tarso Ramos e coreografia de Suka Cherbino e Luciana Raccini, a produção narra em dez cenas, o cotidiano santista em diversas paisagens e a influência do porto em todas elas.

Realizado pela Aplauso Cia. de Dança, traz no elenco bailarinas experientes como Daniela Guasti, Samara Paschoal, Elaine Vasques, Célia Faustino, Rita Nascimento e Sandra Cabral. A coreografia busca a ‘atemporalidade’ artística para promover o resgate da alma caiçara e a vanguarda no cenário mundial.

‘Abajur Lilás’

Na sexta-feira (14) e sábado (15), em sessões às 21h e 19h, estará em cartaz a peça “O Abajur Lilás”, com texto do dramaturgo santista Plínio Marcos, direção de Tanah Corrêa e Nuno Leal Maia no elenco. Os ingressos custam entre R$ 5 e R$ 20.

No elenco, todo de atores santistas, estão: Nuno Leal Maia (Giro), Orleyd Faya (Dilma), Rosane Paulo (Célia), Monica Camillo (Leninha) e Felipe Dias (Osvaldo). A equipe técnica tem como diretor geral o também santista Tanah Corrêa; Karla Lacerda como assistente de direção e Mariana de Castro, na produção.

Escrita em 1969, “O Abajur Lilás” conta a história das prostitutas Dilma, Célia e Leninha, exploradas pelo homossexual Giro, dono do mocó em que toda a ação se desenvolve.

Embora dividam o mesmo quarto e a mesma sórdida realidade, as três mulheres pouco têm em comum na maneira de lidar com a arbitrária dominação de Giro, cafetão que para mantê-las sob controle se vale da violência praticada pelo truculento e impotente guarda-costas Osvaldo.

*Lincoln Spada