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‘Capítulo 1… Somos Feitos de História’ leva aventura no Braz Cubas nesta quarta

Por Secult Santos
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Produzida pelo Colégio Anglo Santos, a peça ‘Capítulo 1… Somos Feitos de História’ ressalta a importância da escrita da nossa história. A montagem aborda a obra dos Irmãos Grimm, que levam a plateia a um universo mágico, onde existe o chamado ‘Livro de Todas as Histórias’.
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Cansados de tanto trabalhar na Sociedade de Autores Mundialmente Brilhantes e Aclamados (Samba), Jacob e Wilhelm decidem tirar umas férias. Convidam alguns dos mais famosos escritores para assumirem seus lugares e cuidar do grande livro, porém, todos os convites são recusados. Eis que, por um fato inusitado, surgem seis adolescentes comuns, que vão disputar esses cargos.
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A sessão será na quarta-feira (25/out), às 20h, no Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). O ingresso será trocado por 1 lata ou pacote de leite em pó, a ser destinado ao Fundo Social de Solidariedade de Santos (FSS)

Dança, fantoches e oficinas compõem Semana da Criança em SV

Por Prefeitura de São Vicente
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A Semana da Criança será cheia de atividades para os pequenos em São Vicente. As atividades serão realizadas de terça a domingo (10 a 15), das 9 às 17 horas, no Parque Ecológico Voturuá (Avenida Dona Anita Costa, s/n – Vila Voturuá). Os ingressos custam R$ 2. Crianças com até 5 anos de idade e pessoas acima de 60 anos não pagam ingresso.
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Dentre as atividades desenvolvidas estão: monitoria com estagiários de veterinária/biologia que orientarão sobre a vida dos animais do Parque; visitação aos recintos; recreações lúdicas; pintura facial; argola; dança das cadeiras; fantoches; oficinas de desenho e de dança, além de demais atividades.
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Programação
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Dia 10/out
>> Das 9 às 17h: Dominó Gigante sobre legislação de trânsito; Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Recreação infantil, brincadeiras e jogos; Ações culturais diversas.
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Dia 11/out
>> Das 9h às 17h: Circuito Cidadania com carros, caminhões e motos em miniatura em um circuito com semáforo, posto de gasolina e agentes de trânsito (passeios com as crianças e distribuição de materiais didáticos); Dança, ginástica, zumba, fit dance; Recreação Esportiva; Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Recreação infantil.
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Dia 12/out
>> Das 9h às 17h: Circuito Cidadania com carros, caminhões e motos em miniatura em um circuito com semáforo, posto de gasolina e agentes de trânsito;  Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Recreação infantil.
>> Das 14 às 17h: Concurso de fantasias “Super Heróis Kids”; Cine Truck; Musical e Peça Teatral Infantil Vanessa Freire; Corpo de Bombeiros – demonstração dos carros de incêndio;
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Dia 13/out
>> Das 9 às 17h: Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Cine Truck; Recreação infantil.
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Dia 14/out
>> Das 9 às 17h: Exposição de veículos e equipamentos militares do 2º BIL; Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Cine Truck; Recreação infantil.
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Dia 15/out 
>> Das 9 às 17h: Exposição de veículos e equipamentos militares do 2º BIL; Passeios monitorados aos recintos dos animais com Biólogos; Recreação infantil; Cine Truck.
>> Das 14 às 17h: Musical e Peça Teatral Infantil Vanessa Freire; Corpo de Bombeiros – demonstração dos carros de incêndio; Pista de skate Aulas com professores da Associação Vicentina de Esportes Radicais.

No Kaos, núcleo teatral de PG apresenta clássico de Plínio Marcos

Por Lincoln Spada | Foto: José Muniz

Clássico de Plínio Marcos, ‘Querô – Uma Reportagem Maldita’ ganha uma nova montagem nos palcos e circula em sessão gratuita em Cubatão. É que os alunos de teatro do Palácio das Artes farão uma apresentação neste sábado (dia 6), às 20 horas, no Teatro do Kaos (Praça Joaquim Coronel Montenegro, 34). A iniciativa é uma realização da Prefeitura de Praia Grande via Secretaria de Cultura e Turismo.

Ambientado na zona poruária santista, ‘Querô’ é um romance publicado há 40 anos, que retrata e denuncia o que permeava as ‘quebradas’ daquela época, ambiente onde o menino Querô e sua trágica vida saltam do mundo para as páginas, e das páginas ganham o mundo novamente. Um adolescente abandonado que luta, a seu modo, para se livrar de um destino de miséria e de injustiças.

Neste espetáculo, morte e vida, desespero e esperança, agressividade e delicadeza caminham lado a lado, demonstrando que, por mais que a alma humana, uma e outra vez, tangencie um desses sentimentos, o ser humano é complexo, dono de desejos puros e imundos, às vezes, incompreensíveis. Além do grito de justiça social que se eleva das personagens, há o grito íntimo, secreto, que identifica cada alma no processo de busca de si mesma.

Com adaptação e direção do professor Alan Queiroz, ele também assina preparação vocal e cenografia. No elenco, Adelício, Alaff, Aline, Amanda, Debora, Doralice, Eliandra, Jaqueline, Kauan, Larissa, Leandro, Leandro Gomes, Lizandra, Luciana, Maurício, Newton e Samira. Coreografia e maquiagem de Leandro Gomes, visagismo de Osmario, Filomena e Fernanda, figurinos são uma criação coletiva.

 

‘Doadores de Memórias’ entra em cartaz no Teatro do Kaos nesta quinta

Por Diego Saraiva

Nesta quinta-feira, com sessões gratuitas às 15h, 17h e 19h30, acontecem apresentações de ‘Doadores de Memórias’, dentro da mostra do Teatro do Kaos (Praça Coronel Joaquim Montenegro/Cubatão). A direção e a dramaturgia são assinadas por Diego Saraiva. O trabalho dos alunos prevê um percurso que será feito individualmente por 40 pessoas, que prevê uma limitação de luz e passagens estreitas. Não é recomendado, para pessoas com problemas de locomoção, claustrofobia, síndrome do pânico, vertigem e gravidez.

Sinopse

Como a informação entra na memória? Como é mantida na memória? Como é resgatada da memória? Foram essas três perguntas que provocou o elenco do núcleo vespertino, para a construção da peça, Doadores De Memórias, um espetáculo que simula o funcionamento do cérebro humano em uma experiência sensorial.

O espectador fará um trajeto que será realizado individualmente, junto com musica ao vivo, e será estimulado a mergulhar nesse universo que, mesmo sofrendo traumatismos, tem condições de reconstitui-se na busca das lembranças. O que se vê e se ouve, e documentos que estão afixados num pequeno altar, são reais. pois a memória não existe sozinha. O que existe é uma pessoa, pensamentos, sentimentos e ações, portando a memória, tanto influencia o estado geral da pessoa como sofre influencia desse estado.

 

Alunos da EAC Wilson Geraldo encenam ‘O Balcão’ nesta semana no Guarany

Com informações de Tales Ordakji

Com entrada franca, o Teatro Guarany recebe o espetáculo dos alunos do 2º ano da turma vespertina da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo. ‘O Balcão’, de Jean Genet, será encenado em sessões nesta segunda e terça-feira (dias 21 e 22/nov), às 19h30, no teatro da Praça dos Andradas. A direção é de Cibelle Piacentini.

Sinopse

Brincar com a realidade é uma ilusão, mas pode ser também uma experiência fantástica de análise lúcida da sociedade apodrecida, e desta crítica não escapa ninguém. Como diz Genet, “É a realidade que vocês têm diante de si que é uma ilusão e o que vocês captam em minha ficção teatral é a análise lúcida da sociedade apodrecida… Que o mal venha a explodir sobre o palco… Reajam e encontrem as soluções”.

Crítica: Em ‘Blitz’, teatro de rua provoca o senso crítico em tempos sombrios

Por Revista Relevo e Simone Carleto | Fotos de Dino Menezes (capa) e Rodrigo Montaldi

Simone Carleto á artista pedagoga, pesquisadora teatral e coordenadora da Escola Viva de Artes Cênicas de Guarulhos; doutoranda no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Em setembro de 2015, ela assistiu ao espetáculo ‘Blitz – O império que nunca dorme’, peça recentemente censurada pela PM na mesma Praça dos Andradas. Segue a crítica teatral na íntegra.

a9O espetáculo Blitz, da Trupe Olho da Rua, uma das companhias que fazem parte do Movimento Teatral da Baixada Santista, organizador do Festa 57, foi apresentado em 5 de setembro, sábado, já que no dia anterior, para o qual estava previsto na programação, houve chuva que impossibilitou a montagem. Em espaço aberto, desta vez na Praça dos Andradas, entre o Teatro Guarany e a Vila do Teatro, espaço de ocupação de grupos do Movimento, foram colocados os elementos que seriam utilizados em cena.

Bonecos de tecido preto foram colocados como almofadas, formando uma semi-arena, convencionando o espaço de representação com andaime de um lado, instrumentos para a trilha sonora que seria executada ao vido do outro e, ao meio, arquivos e microfones que foram utilizados com funções diversas durante o espetáculo.

A palavra blitz deriva da palavra alemã blitzkrieg, que em português significa relâmpago. Assim, o espetáculo é iniciado com uma intervenção na avenida que ladeia a praça e a Vila, tendo como inspiração crítica formal esse tipo de abordagem repentina de fiscalização realizada pela(s) polícia(s).

a91A temática abordada é a questão da (in)segurança pública, e de como ela é criada, tendo como ponto de vista a busca do estranhamento de procedimentos normatizados socialmente. Atores e atrizes com “roupa de guerra” assumem seu papel de sujeitos históricos na cidade de Santos, estado de São Paulo, Brasil, América Latina. Portanto, em condição periférica, tomam atitude bastante evidente no sentido de lutar por justiça social: ‘Nossos mortos têm voz’.

No que diz respeito à temática, a obra trata da história da segurança pública no País, apresentando evidências de um estado que se configura burocrático, violento, com inúmeras contradições. Assim, é estabelecida narrativa em quadros independentes, que reiteram a ideia da presença do autoritarismo a das formas de coação dos indivíduos.

A estrutura épica e tratamento cômico atribuem ao espetáculo a possibilidade de interlocução com o público e principalmente com jovens, que vivenciam a realidade das cidades (infelizmente, o que o Grupo retrata é bastante comum na maior parte delas). Desse modo, a Trupe utilizou recursos estruturais da linguagem midiática, como é o caso da televisão (programas de auditório, telejornais, programa infantil) e da mídia impressa (jornal, revista, cartazes), deflagrando discursos naturalizados, de modo absolutamente ácido.

Foto: Rodrigo Montaldi

Tomando a crise como elemento constitutivo do processo de decisão a partir da necessidade de transformação, a narrativa coloca em questão e em relação pressupostos ideológicos, como o enfoque da formação escolar e, por exemplo, a presença de atividades “culturais” a serviço da propagação de preconceitos e arbitrariedades. Para elaboração de argumentos coerentes que atribuam sentido para a atuação político-social, diversas situações são sobrepostas para que o público possa refletir.

A frase ‘Quem não vive para servir, não serve para viver’ é proferida pela personagem que apresenta um funcionário público. Este, distante da aquisição de consciência crítica, revela-se vítima do sistema, porém utiliza argumentos inculcados pela formação religiosa. A paz, defendida por Mahatma Gandhi, autor da frase citada, é termo banalizado na boca de muitos líderes governamentais, religiosos e civis da atualidade, como mais um produto de abstração, em que se lança ao vento uma pomba morta esperando que essa possa voar.

a8Expedientes do teatro popular e de outras linguagens artísticas são utilizados pela Trupe Olho da Rua para provocar o senso crítico em tempos sombrios como o que estamos vivendo. Alguns dos exemplos da criatividade do Grupo são: fábula da Chapeuzinho Vermelho adaptada e com a estrutura textual de boletim de ocorrência; comediante da “moda” com “piadas’’ preconceituosas com relação aos trabalhadores; acompanhados de refrigerante de cola, coxinha e sensacionalismo.

Além do grafite sendo feito simultaneamente ao espetáculo, nos tapumes em frente ao prédio histórico, chamando também a atenção para o espaço público que a comunidade espera ser reaberto. A ação cultural do coletivo se complementa com o bate-papo que aconteceu depois da apresentação, e que se caracteriza em parte fundamental do Festival, ligada à oportunidade de julgamento do público, parceiro essencial na busca de atitudes que possam alterar a (des)ordem social.

De Plínio Marcos, ‘Querô – Uma Reportagem Maldita’ é encenado em PG

Por Alan Queiroz

Na próxima sexta-feira (4/nov), às 20 horas, os alunos de teatro do Palácio das Artes apresentam o clássico de Plínio Marcos, ‘Querô – Uma Reportagem Maldita’. Com direção de Alan Queiroz, peça será encenada no próprio palácio, na Avenida Costa e Silva, 1600, Praia Grande. A distribuição de ingressos é a partir as 19 horas do mesmo dia.

Na trama, o personagem principal, Querô (seu apelido pois sua mãe morreu após se embriagar com uma garrafa de querosene), é um menor abandonado, criado pela vida. Sobrevivendo sozinho na região portuária de Santos, em situação de pobreza e abandono. Querô não se dobra à disciplina da Febem, ao jogo fácil do tráfico de drogas e, muito menos aos policiais corruptos que o perseguem.