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Ciclo de estudos do TEP conta com oficina de dança meditativa

Por TEP/Unisanta
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No ciclo cítrico de teatro ‘O Corpo de Afrodite’, do Teatro Experimental de Pesquisas (TEP/Unisanta), acontece a oficina de prática corporal ‘Dança Meditativa’, de Samaa Hamraa. A atividade gratuita será neste sábado (21/out), das 10h às 12h, na universidade (Rua Oswaldo Cruz, 255, sala D52/Santos).
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Samaa iniciou seus estudos na dança do ventre em 2005 e em 2008 começou a ministrar aulas. Em 2017 desenvolveu a dança meditativa, método de orientação no processo de autoconhecimento e autocura através dos movimentos da dança do ventre.
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Um mergulho interior, resgatando, resignificando e liberando emoções e sentimentos e traumas, fazendo com que a dança meditativa tenha um resultado terapêutico. A consciência corporal obtida nos exercícios e passos de dança promovem o autoconhecimento, a atenção para o seu mundo interior, a aceitação de si mesma, o discernimento de separar o que vem da sua essência do que vem de fora e assim se libertar.
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Ouvindo os próprios sentimentos, valorizando as próprias experiências e se assumindo como um ser único é possível entender em que parte do processo de liberação está para poder finalizá-lo de uma forma saudável. O grupo orienta que o aluno venha com roupa confortável para a prática corporal.

No Brasil, pesquisas abordam baixa representatividade de negros nas artes e entretenimento

Por Lincoln Spada

No Brasil, o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) sempre vale à uma reflexão da população sobre as formas de desigualdade racial ainda presentes na sociedade. Em um país escravocrata até menos de 130 anos, é comum ainda observar que os negros tenham pouco espaço para apresentar suas narrativas, trajetórias e identidades culturais no universo das artes e do entretenimento.

Se despontam eventualmente negros no mainstream musical, além de toda a contribuição da cultura negra nos ritmos que movem o país, faltam indicadores no segmento e também nas artes cênicas sobre a questão racial. No teatro, o máximo encontrado foi o recente repúdio de artistas à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, que ao divulgar em maio a curadoria do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), não continha sequer um ator negro no elenco das 25 apresentações anunciadas.

Televisão

Ainda em 2001, no livro ‘A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira‘, o cineasta e roteirista Joel Zito Araújo aborda que, na constatação de sociólogos e acadêmicos, a falta de representatividade do negro na TV, maior veículo de comunicação de massa do país, “influencia ativamente na constituição da identidade desta população e na forma como ela é vista pelos demais”.

Assim, pelos entrevistados da pesquisa, a teledramaturgia nacional em relação aos negros observa: o reforço de estereótipos negativos; a cultura negra enquanto folclore, e não como parte da cultura popular e do imaginário brasileiro; o negro como elemento de diversão para os brancos; além do noticiário reforçar o negro como pobre e favelado.

“Ao persistir retratando o negro como subalterno, a telenovela traz, para o mundo da ficção, um aspecto da realidade da situação social da pessoa negra, mas também revela um imaginário, um universo simbólico que não modernizou as relações interétnicas na nossa sociedade”, avaliou a antropóloga da USP, Solange Martins Couceiro de Lima na revista universitária em 2001.

Segundo o economista da USP, o professor Hélio Santos, a TV da Dinamarca e da Europa em geral têm mais negros que a do Brasil. E de acordo com Paulo Rogério Nenes, o publicitário e diretor executivo do Instituto Mídia Étnica, em 2007, pesquisas “mostram que as televisões têm apenas 5,5% de apresentadores e profissionais que aparecem no vídeo que são negros”. Até em TVs públicas, foi constatado que 9,4% dos apresentadores e 6,7% dos jornalistas são negros ou indígenas, em levantamento no mesmo ano organizado por Joel Zito, em relação às TV Cultura, TVE e TV Nacional.

Cinema

Em 2014, ganhou destaque a pesquisa ‘A Cara do Cinema Nacional‘, conduzida pela UERJ. A análise dos lançamentos brasileiros de maior bilheteria entre os anos de 2002 e 2012 concluiu que o cinema nacional tem cor e gênero: é branco e masculino. Com dados da Ancine e critérios do IBGE, apenas 31% dos filmes avaliados tinham atores negros (quase sempre em estereótipos de pobreza ou criminalidade).

Ao todo, 59% dos atores são homens (destes, 14% são negros). As mulheres são 41% (4% são negras). No caso da direção, 84% dos filmes foram dirigidos por homens brancos; 13% por mulheres brancas; 2% por homens negros. Nenhum dos filmes foi dirigido por uma mulher negra. Entre os roteiristas a diferença permanece: 74% deles são homens; destes, 4% são negros. Entre o restante, de mulheres roteiristas, não há sequer uma negra.

“Os dados notabilizam o problema da questão racial no país. Se as mulheres brancas encontram participação desigual em relação à predominância dos homens de cor branca, os negros e as negras são ainda mais atingidos por esse contexto assimétrico”, comenta uma das responsáveis pela pesquisa, a mestre em ciência política, Marcia Rangel Cândido.

Literatura

No universo literário, a acadêmica Regina Dalcastagnè, da UnB, lançou a pesquisa ‘Literatura Brasileira Contemporânea — Um Território Contestado’ sobre 258 romances publicados entre 1990 e 2004 pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco. A pesquisa revelou que os autores, na maioria, são brancos (93,9%), homens (72,7%), moram no Rio de Janeiro e em São Paulo (47,3% e 21,2%, respectivamente).

O perfil médio dos escritores se assemelha à representação dos personagens nos romances brasileiros contemporâneos. Eles são, em sua maioria, homens (62,1%) e heterossexuais (81%). A assimetria prossegue no que diz respeito à cor. Os personagens negros são 7,9% e têm pouca voz: são apenas 5,8% dos protagonistas e 2,7% dos narradores.

No levantamento, os negros são retratados geralmente como bandidos ou contraventores (20,4%), empregados(as) domésticos(as) (12,2%) ou escravos (9,2%). A violência contra negros também está nas páginas das publicações. Enquanto a maioria dos brancos morre, na ficção, por acidente ou doença (60,7%), os negros são geralmente vítimas de assassinato (61,1%).

Fundação Rui Barbosa abre seleção para bolsas de estudo em cultura

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCBR), que está vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), acaba de lançar o edital para bolsas de estudo destinadas a profissionais com graduação completa, mestrado ou doutorado. As áreas disciplinares incluem diversas áreas das ciências humanas e das sociais aplicadas, além de letras e artes, museologia, arquivologia e biblioteconomia. Os interessados devem se inscrever pelo correio até o dia 10 de agosto.

Fundação Casa de Rui Barbosa – FCRB – Tem como missão promover a preservação e a pesquisa da memória e da produção literária e humanística, bem como congregar iniciativas de reflexão e debate acerca da cultura brasileira. Entre suas principais atividades se destacam a manutenção, preservação e difusão do Museu Casa de Rui Barbosa e seu jardim histórico; a formação, preservação e difusão do acervo bibliográfico e documental, com o apoio de laboratórios técnicos; e o desenvolvimento de estudos e pesquisas nas áreas de documentação e preservação.

*Ministério da Cultura

 

TEP/Unisanta estreia ‘Uma Condessa, Uma Cigana, e o Amolador de Facas’

“Depois de um longo tempo de pesquisa, de uma série de leituras dramáticas, chegamos não ao fim, mas sim a uma nova etapa de nosso processo”, diz o ator Tales Ordakji sobre a estreia do texto teatral ‘Uma Condessa, Uma Cigana, e o Amolador de Facas’, nesta quinta-feira (dia 30), às 20h30. O ingresso da montagem do TEP/Unisanta (Teatro Experimental de Pesquisas) será 1 Kg de alimento não-perecível, que será doado ao Gapa – Grupo de Apoio à Prevenção à Aids.

Em tom cômico, acentuado pela tônica melodramática adotada pela montagem, o espetáculo convida à uma reflexão sobre os limites entre a sanidade e a loucura, trazendo em si signos que possam nos remeter tais circunstâncias, além dos apontados pelo texto, como os denunciados pelos figurinos que alardeiam as paixões “insanas” e barrocas de Arthur Bispo do Rosário, as interpretações cubistas dos atores a se perder em labirintos urbanos, a maquiagem em tons de farsa criada pelo artista Fernando Pompeu, e a quase ausência de diálogos – concórdia – tão presentes nestes nossos tempos intolerantes.

A montagem traz entre suas premissas as idéias de rever a nossa história e a de homenagear os precursores do Rádio Santista, com acento especial à rádio novelista vicentina Ivani Ribeiro, cujo centenário de nascimento é celebrado neste ano. Ivani foi uma das primeiras mulheres no Brasil a escrever novelas para o rádio, uma verdadeira pioneira, tornando-se, através de sua reconhecida obra, referência para a nossa dramaturgia.

Para sua consequência, aborda uma série de vertentes do teatro contemporâneo, de forma a se estabelecer em uma narrativa não linear, onde os fatos se embaralham pelos labirintos das recordações, conformadas nos depoimentos dos atores em seus momentos de revelações.

FICHA TÉCNICA
Texto original e direção: Gilson de Melo Barros. Assistência de direção – Bárbara Brawn.
ELENCO: Silvio Roupa, Lindalva Parolini, Cícero Pinto, Gabriela Santana, Bárbara Brawn, Kleber Fernando, Daniel Sette, Tales Ordakji, Isabelle Aparecida.
CONSTRUTIVO: Fisiologia do movimento e Estônia – Arlaine Gomes Andrade Silva. Preparação vocal e Arranjos – Kleber Fernando. Maquiagem – Fernando Pompeu. Figurinos, Cenografia e Sonoplastia – O grupo / Laboratórios de Criação. Fotos – Denise Braga. Design gráfico – Márcia Okida. Secretaria – Tales Ordakji Divulgação – Valdirene Cler / ASSECOM Unisanta. Realização – Teatro Experimental de Pesquisas. Apoio Cultural e Logístico – Universidade Santa Cecília.

*Tales Ordakji

 

Pesquisa de JLeiva indica que Santos pouco valoriza artistas locais

Neste final de semana, Santos vai realizar o seminário para a construção de metas e ações do Plano Municipal de Cultura com membros do Poder Executivo, Legislativo, Conselho de Cultura e da sociedade civil organizada. Aproveitando o momento, sempre é bom ressaltar o último levantamento cultural realizado no município.

O instituto JLeiva – Cultura e Esporte, junto do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura realizou em 2014 a pesquisa Hábitos Culturais dos Paulistas, ouvindo 7.939 pessoas em 21 cidades do Estado de São Paulo entre os dias 11 de abril e 30 de maio de 2014.

As entrevistas, com mais de 80 perguntas sobre diferentes aspectos da vida cultural dos moradores do estado, foram feitas em áreas de grande fluxo populacional. Santos foi uma destas cidades escolhidas para o levantamento.

4De acordo com tal pesquisa, 25% da população santista realiza atividades culturais no seu tempo livre, sendo que 11% reserva a leitura de livros para o seu tempo livre. Também é interessante ressaltar que 37% das pessaos utilizam redes virtuais para se informarem sobre a programação cultural e 63% disseram ter ido ao cinema no último ano, índice acima da média estadual (60%).

Sair para assistir a ações culturais?

Como já citado, 25% dos entrevistados na cidade, espontaneamente, preferem atividades culturais em seu tempo livre, e 20% em passeios. Os índices perdem para atividades de mídia (televisão, computador, celular, equivalendo-se a 28%) e atividades esportivas (32%). Em relação à média estadual, as atividades preferidas dos paulistas são atividades de mídia, seguidas de atrações culturais (também 25%), só depois seguem atividades esportivas e passeios.

Entre o público das ações culturais no último ano. De acordo com o JLeiva, “chama a atenção aqui que as atividades mais praticadas são aquelas que podem ser realizadas dentro de casa ou em diferentes espaços, não exigindo o deslocamento para um local específico, como é o caso do cinema e do teatro. Ouvir música (98% no total da amostra) e ver filmes (93%) fazem parte da vida de praticamente todas as pessoas. Ir ao cinema (60%) é a atividade mais praticada entre as realizadas fora de casa” (JLEIVA, 2014).

2Seguem respectivamente a preferência popular por: shows (49%), festas populares (38%), bibliotecas (31%), teatro (28%), museus (28%), espetáculos de dança (21%), circo (15%), concertos (15%) e saraus (7%). Em comparação com dados estaduais, salienta-se que noutras cidades, há mais público interessado em festas populares e saraus. Por sua vez, o maior gosto por espaços museológicos e de concertos pode se dever aos maiores incentivos do Poder Público em orquestras e corpos estáveis, como também de manutenção de museus na Cidade.

Teatro fora do Coliseu?

Além do desinteresse citado por um terço da população em referência a não ir a cinemas, teatros e museus, é interessante notar que os 34% dos entrevistados afirmam não ir ao teatro por questões econômicas, o que não condiz com a realidade municipal, em que a maior parte das apresentações cênicas da Cidade são gratuitas ou de preços populares, e que apenas às que se encontram no circuito dos teatros públicos (Coliseu e Braz Cubas) concentram uma bilheteria de ignressos de valor mais alto. Isto significa uma falta de conhecimento da população com a programação artística local.

3Isso é ressaltado de que 65% da população escolhe onde ir para uma atividade cultural a partir da programação na TV, que concentra as divulgações para estes teatros ou casas comerciais com shows de alto valor em relação às produções dos artistas da Cidade. Mostra-se também que gêneros próprios da Baixada Santista e do litoral brasileiro, como o pagode (20%), o samba (19%) e o funk (8%) são preteridos em relação ao estilo musical do sertanejo (25%), próprio do interior do País e em ascensão nas mídias.

Se o segmento audiovisual e o movimento teatral da Baixada Santista preferencialmente faz produções sobre a realidade local e nacional em formas de drama, a população ainda escolhe assistir à filmes de aventura (52%) e comédia (44%) em vez do drama (15%) e documentário (10%), da mesma forma que prefere comédias já consagradas (70%) ao invés de drama (39%), também se destacando o stand up comedy, comum em bares e teatros públicos (27%).

Onde é a Gibiteca?

5Também se torna interessante perceber que a maioria da população considera como eventos mais importantes shows e concertos (14%) e a Virada Cultural (9%), que geralmente são realizados por artistas de fora da Região, em vez de produções artísticas locais. Entre os locais apontados como referências culturais, opta-se pelo Sesc Santos (95%), o Coliseu (94%) e o Museu do Café (87%), que contam com grande divulgação da mídia local e, sendo espaços geridos por iniciativa privada, com exceção do Coliseu, mas que, por sua vez, tem uma agenda geralmente voltada a produções de fora da região.

Ao mesmo tempo, o Cine Arte Posto 4, o Centro de Cultura Patricia Galvão, o Centro Cultural da Zona Noroeste e a Gibiteca Marcel Rodrigues Paes são conhecidos respectivamente por 55%, 41%, 36% e 34% da população. Sendo importante ressaltar que, exceto o Centro Cultural da ZN, todos os outros existem há cerca de 20 anos ou mais na Cidade.

*Lincoln Spada

 

Pesquisador santista busca apoio para livro sobre diretor teatral Antonio Ghigonetto

O pesquisador da Unesp, o santista Luiz Campos, está buscando o apoio para publicação de seus trabalhos sobre a trajetória do diretor teatral Antonio Ghigonetto. Com interesse de algumas editoras, Luiz tentará ainda nesse ano, a publicação de seu livro e vídeo documentário relatando a carreira do diretor, com quem ele já trabalhou na última década.

A trajetória de Antonio Ghigonetto foi recuperada em âmbito acadêmico, finalizada em 2015,tornando-se fruto da monografia de Luiz Campos pela Faculdade Paulista de Artes, onde foi orientado por Alexandre Mate. Também ator e educador, Luiz deseja continuar nessa mesma linha de pesquisa (recuperação da história do teatro brasileiro) em estudos de mestrado para o próximo ano.

Luiz, pode descrever sobre a trajetória de Ghigonetto em Santos e como o conheceu?

Ghigonetto chega de São Paulo para Santos entre 2005 e 2006. Poucos souberam da trajetória e curriculo desse grande artísta. O mesmo integra como educador de oficinas teatrais pela Prefeitura de Santos no ano de 2006 e dispensado em 2009. Pela prefeitura dirigiu dois espetáculos: ‘O Testamento do Cangaceiro’ (2006) de Chico de Assis, e ‘Jorge Dan Din’ (2008) de Molière.

0Conheci e trabalhei com Antonio Ghigonetto após esse período, em 2010, e fui convidado por um grupo de artistas da cidade (Ana Maria Santana, Edson Braga, Hemiu Huszack, Bruna Berti, Ingrid Estevez etc…) para integrar no elenco do espetáculo ‘O Doente Imaginário’ de Molière. Ghigonetto, que estava parado, também foi convidado para dirigir, porém, no meio do processo de montagem, ele faleceu e a produção ficou inacabada.

Qual a relevância do trabalho de Ghigonetto para o cenário teatral?

0Antonio Ghigonetto teve importante atuação no cenário teatral brasileiro. Seus principais trabalhos foram como diretor, mas também foi ator, dramaturgo e produtor. Ele começou sua carreira na década de 50 na cidade de São Paulo. Em 1963, ainda na cidade, cria o Grupo Teatral Decisão – forte grupo cênico dos anos 60 – juntamente com Antonio Abujamra, Berta Zemel, Emilio Di Biasi, Wolney de Assis e Lauro Cesar Muniz.

Ghigonetto trabalhou e dirigiu diversos nomes de destaque no cenário teatral, foram eles: Nathalia Timberg, Barbara Heliodora, Sérgio Mamberti, Mauro Mendonça, Ruth Escobar, Lima Duarte, Nydia Licia, Paulo Goulart, Laura Cardoso, Rosa Maria Murtinho, Edney Giovenazzi, Carlos Vereza, Fulvio Stefanini entre diversos artistas. Foi o propulsor de Yara Amaral e Emilio Di Biasi além de possuir cerca de 40 espetáculos dirigidos em seu currículo.

Qual o seu objetivo ao querer desenvolver esse trabalho acadêmico de resgate da memória teatral?

A pesquisa visa recuperar a história do teatro brasileiro e paulista. Muitos jovens artistas não conhecem ou jamais conheceram Antonio Ghigonetto e outras dezenas de pessoas que tiveram relevantes contribuições para o cenário teatral brasileiro ficam esquecidas no decorrer do tempo. Ainda existem muitas coisas que se devem ter a recuperação histórica no que se refere ao teatro brasileiro. Hoje ministro palestras, afim não só de falar de Antonio Ghigonetto, mas da importância da disseminação de artistas brasileiros e da recuperação de seus feitos.

Como foi o processo de pesquisa sobre Ghigonetto?

1Essa pesquisa, além de inédita e muito elogiada por onde passa, no seu inicio em 2013 não tinha apoio algum, e, por idealização pessoal ficou até 2014 sem apoio. O renomado pesquisador e professor Alexandre Mate conheceu a pesquisa e, através dele, esta ganhou o apoio do Instituto de Artes Universidade Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e foi financiada pela concorrida bolsa entre os estudantes universitários (FAPESP), Fundo de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.

Nestes dois anos de pesquisa, entrevistei mais de 20 artistas, tais como: Laura Cardoso, Amir Haddad, Antonio Carlos Assumpção, Sérgio Mamberti, João Sgnorelli, Roney Facchini, Ary Coslov, João das Neves… Alguns deles já faleceram como: Nydia Licia e Barbara Heliodora.

*Luiz Campos/Lincoln Spada