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Vem aí o 1º Slam dos Andradas no Centro Histórico

Por Caio Cesar Slick

A Batalha do Mundão organiza o 1º Slam dos Andradas, evento gratuito a ser realizado neste sábado (28/out), às 19h, na Praça dos Andradas. O slam consiste em encontros de poesia falada e performática, em forma de competição, onde um júri popular, escolhido espontaneamente entre o público, dá nota aos ‘slammers’ (poetas), levando em consideração principalmente dois critérios: a poesia e o desempenho.

O evento tem três regras básicas: texto autoral; no máximo com três minutos de duração; não é permitido uso de instrumento musical e adereços. As inscrições para a batalha de poesia serão realizadas 10 minutos antes do início do evento. A sequencia de apresentação é definida por sorteio.

Cada poeta imprime ao seu texto cadências, ritmos e leituras próprios, que, sem sua voz, seriam decididos pelo leitor. É um poema que necessariamente terá ruído, barulho, vida própria – nada parecido com uma leitura silenciosa e calma, normalmente associada ao gênero poético.

‘Andradas Horror Story’ é previsto no Centro de Santos

Informações do Amém Rolê | Foto: Gabriel Quadra
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O coletivo Amém Rolê mobiliza uma ocupação pública na Praça dos Andradas nesta sexta-feira (dia 21), às 22 horas. Nas redes sociais, o evento já prevê a participação de mais de 900 pessoas. Em julho, o mesmo coletivo realizou festa semelhante no local.
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“Tumbalacatumba tumba ta” inicia o convite dos organizadores, que pedem para os participantes partilharem de seus próprios drinques, aparelhos de som e as fantasias, “então empoeiradas do armário”, seguindo-se como um rolê já comum nas novas gerações e na mesma praça.
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Embora não cite discotecagens ou responsáveis, os organizadores do evento que migra do virtual para o campo real herdam em muito a narrativa de respeito à diversidade (respeite as mina, as manas, as monas e os manos) e à sustentabilidade (lixo no lixo) dos demais coletivos que organizam festas no mesmo local e alcançaram até 4 mil participantes.

Teatro Guarany recebe Festival de Corais e Bandas

Por Secult Santos
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Com o objetivo de valorizar os talentos musicais da região, a Evolution Produções Artísticas, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realiza a segunda edição do Festival de Corais e Bandas da Baixada Santista. O evento é aberto à participação de musicistas de todas as idades e aborda repertório de músicas clássicas, MPB e até canções típicas de Portugal e Espanha.
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Ocorre no próximo dia 19, no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico), das 19h às 22h. Os ingressos custam R$ 5,00. Estudantes e idosos pagam meia-entrada. Os bilhetes estarão à venda antecipadamente na bilheteria do Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias) e no dia do evento, na bilheteria do Guarany.
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A primeira edição do Festival foi realizada em 1999, no Clube de Regatas Saldanha da Gama. Outras informações no site www.byleeevolutionproducoes.com.br.

Teatro ‘Bruta Flor’ arrecada alimentos para o Gapa/BS

Por Gapa/BS

Sucesso de público e crítica em São Paulo, o espetáculo ‘Bruta Flor’ dirigido por Marcio Rosario vem a Santos para a comemoração de 29 anos do Gapa/BS (Grupo de Apoio a Prevenção a Aids da Baixada Santista).

A peça aborda bissexualidade, homofobia e homossexualidade, refletindo sobre a liberdade da orientação sexual de cada um e de seus respectivos direitos. Após a apresentação do espetáculo, haverá um debate a respeito do tema.

A sessão será no dia 27 de abril, no Teatro Guarany (Praça Guarany, 100/Santos), com ingressos antecipados e limitados em troca de 1 Kg de arroz, feijão ou leite em pó na própria sede do Gapa/BS (Rua Colômbia, 44/Santos).

‘Libertários’ é tema de cinedebate na Vila do Teatro no dia 15

Informações da Vila do Teatro

A Vila do Teatro recebe neste sábado, às 19h, em sua sede na Praça dos Andradas, o cinedebate gratuito ‘Construindo a Greve Geral’, com o filme ‘Libertários’. Em seguida, debate com servidores púbicos sobre a construção da greve geral na Baixada Santista.

O filme descreve, apoiado em fotos, filmes e música das época, mostra a importância do anarquismo nas resistências do movimento operário brasileiro do final do século XIX e começo do século XX. Foi elaborado com material do arquivo Edgard Leueuroth, considerado o mais completo acervo da imprensa Nesse tempo, no estado de São Paulo, o acelerado processo de industrialização forma um proletariado urbano, com marcada presença de imigrantes italianos de formação anarquista.

Organizados, conseguem expandir seu movimento e promover as primeiras greve, a fim de obter acordos e melhores condições de trabalho. O documentário destaca a Greve Geral de 1917 em São Paulo, desencadeada após a morte de um operário grevista, vítima da repressão policial. Após 1917, os efeitos da Revolução Russa acentuam a repressão contra o anarquismo e o movimento é enfraquecido com a prisão e deportação de seus principais líderes.

 

Juiz corregedor aponta crime de abuso de autoridade de policiais contra Trupe Olho da Rua

Informações do Diário do Litoral

A Polícia Judiciária do Estado de São Paulo constatou na última semana que houve crime de abuso de autoridade por parte da PM quando interrompeu o teatro ‘Blitz – O Império que Nunca dorme’, em outubro de 2016, na Praça dos Andradas. No fatídico dia, as viaturas levaram algemado o diretor teatral, como também material cênico do espetáculo. Patrocinada pelo próprio Governo Estadual, a peça da Trupe Olho da Rua reflete justamente sobre as violências policiais.

Assim, o Ministério Público pode promover uma ação civil contra cinco policiais que realizaram a intervenção. A PM nega publicamente que o ato de censura aos artistas foi em relação ao tema do espetáculo. Mas essa versão foi contestada pela Ouvidoria das Polícias e por policiais civis. Encaminhado para uma vara criminal de Santos, o inquérito foi assinado pelo juiz corregedor da polícia judiciária do Estado, Edmundo Lellis Filho.

Em seu relatório, ele destaca que o delegado responsável pela apuração dos fatos, deveria ter apurado desvio de conduta e ainda cita que o governador Geraldo Alckmin admitiu que houve abuso. Na época, Alckmin anunciou que a Secretaria de Segurança do Estado investigaria o caso. Um compromisso que não foi cumprido, já que o delegado disse à corregedoria que nenhuma apuração há dos fatos “pela ótica do evidente abuso de autoridade, que é crime comum, não militar”.

Entre outros abusos detectados pelo juiz corregedor: interromper a peça, algemar o diretor teatral, apreender o celular de um espectador, proibir o público de filmar a ação, e até o reconhecimento do crime por parte do comando da PM. Portanto, esse relatório contesta a versão do boletim de ocorrência, que afirmava que o grupo teatral atentou contra símbolos nacionais e o artista foi desobediente e resistiu à prisão. Nas redes sociais, circularam vídeos e relatos de que policiais sequer falavam qual o crime que o grupo cênico teria cometido.

 

Conselho de cultura repudia novo uso da Cadeia Velha de Santos

Por Lincoln Spada | Foto: Mirna Gabriela

Uma nota de repúdio foi deliberada pelo Conselho de Cultura de Santos (Concult) em relação ao futuro da Cadeia Velha, em reunião nesta segunda-feira (dia 16). A queixa se deve ao recuo do Governo Estadual sobre o uso do patrimônio público. Desde 2015, a Secretaria de Estado da Cultura, então gerida por Marcelo Araújo, anunciou que o prédio seria um centro de artes integradas, com Oficinas Culturais, além de conselho gestor de artistas e Poder Público.

Agora em 2017, o novo secretário José Roberto Sadek confirmou que buscou repassar a gestão do prédio à Prefeitura, encerrou a unidade regional das Oficinas Culturais por razões financeiras e negou um conselho gestor com artistas. Justificando a crise econômica, na última semana, o Governo Estadual anunciou que o edifício será a sede administrativa da Agência Metropolitana (Agem) e, durante o expediente comercial, compartilhará o uso com crianças e adolescentes do Projeto Guri.

Assim, além de descumprir as promessas e não garantir o expediente para grupos artísticos locais ensaiarem e se apresentarem às noites ou nos fins de semana, também deixará em desuso as celas que foram reformadas para artes cênicas. E também desativará o único programa estadual de cultura na Zona Noroeste – por lá, mais de 300 crianças eram atendidas pelo Projeto Guri em 2016.

Na última semana, a Secretaria de Estado da Cultura informou que o prédio neste modelo ainda continuará com uso cultural. Segundo artistas, é como se a Vila Belmiro for reformada como estádio de futebol, mas agora só receber basquete infantil, e a diretoria dizer que ainda mantém o uso esportivo. Ou que uma creche se tornasse em campus universitário, e a coordenação anunciar que o espaço continua como uso educacional.

Pauta da reunião

No Concult, novamente a equipe da Secretaria de Cultura de Santos acenou que pretende enviar programação de oficinas artísticas ao prédio estadual, além de mediar com o prefeito que a Cadeia Velha não deixe de ser um centro de artes integradas. Na reunião, também foi aprovada a comissão para realizar a Conferência Municipal de Cultura ainda nesse primeiro trimestre.