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Conheça os 21 coletivos da BS premiados como Pontos de Cultura

Por Lincoln Spada

Ao todo, 21 coletivos da Baixada Santista foram contemplados no recente edital Pontos de Cultura, do Governo Estadual. As premiações atendem as ações estruturantes da Política Nacional Cultura Viva, que têm como objetivo assegurar e ampliar o protagonismo da diversidade cultural do Estado de São Paulo.

“Sabemos o quão importante são as atividades realizadas por esses coletivos culturais e, por isso, priorizamos em contemplar, pela primeira vez, esses coletivos. A grande diversidade da cultura brasileira só têm a ganhar”, afirma o secretário de Cultura, Romildo Campello.

Os prêmios de R$ 60 mil foram entregues para: Coletivo Omorodé Odé Oniô (Guarujá), Instituto de Estudos e Conservação da Mata Atlântica (Peruíbe), Instituto Arte no Dique e Vitae Domini Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (ambos de Santos), Instituto Camará Calunga e Festival de Quadrilhas Juninas (ambos de São Vicente).

Os Kits Culturais (de audiovisual ou de música) serão entreges para os coletivos: Assoc. Incena Brasil e Teatro do Kaos (ambos de Cubatão), Assoc. de Folclore e Artesanato Baronesa Esther Karwinsk, Assoc. de Capoeira Grupo Senzala, Assoc. Cultural Afro Ketu e Assoc. Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi (estes de Guarujá).

Também receberão os kits: Cultive Resistência e Centro Cultural Yle Ase Oya Guere Oba Baayonni (ambos de Itanhaém), Assoc. Projeto Relfe (Peruíbe), Assoc. Cultural Quiloa, Estação da Cidadania – Concidadania, Clube do Choro e Projeto Cultura de Rua (estes de Santos), Soc. Melhoramentos dos Moradores do Distrito de Samaritá e Casa Crescer e Brilhar (São Vicente).

 

14º Curta Santos anuncia vencedores; confira lista dos premiados

Por Lúcio Nunes

O Curta Santos – Festival de Cinema de Santos anunciou os vencedores de sua 14ª edição neste sábado (1), em evento realizado na Oficina Cultural Pagu – Cadeia Velha, no Centro de Santos, com extensa programação desde o início da tarde, em parceria com o Encontro de Criadores, plataforma multicultural que ocupou a Praça dos Andradas com várias atrações.

Ao todo 30 curtas-metragens foram analisados pelo corpo de jurados formado pelo roteirista Di Moretti, a atriz e diretora Helena Ignez e a diretora Renata Martins, que definiram a entrega do Troféu Maurice Légeard aos filmes das mostras Olhar Caiçara e Olhar Brasilis. Em paralelo, a votação popular também premiou o melhor filme da mostra Olhar Caiçara decidiu, com exclusividade, o vencedor da categoria Videoclipe Caiçara.

Prêmios do Júri:

MOSTRA OLHAR BRASILIS
>> Som: Nunno Pena (‘Restos’); Montagem: Bruno Carboni (‘Sob águas claras e inocentes’); Fotografia: Edu Rabin (‘Sob águas claras e inocentes’); Atriz: Cristina Amadeo (‘Tem alguém feliz em algum lugar’); Ator: Flávio Fonseca (‘Tem alguém feliz em algum lugar’); Roteiro: Ricky Mastro e Eduardo Mattos (‘Xavier’); Direção: Felipe Arrojo Poroger (‘Aqueles anos em dezembro’); Documentário: ‘Aqueles anos em dezembro’; Ficção: ‘Xavier’.

MOSTRA OLHAR CAIÇARA
>> Som: L. M. Morone (‘Angmínia’); Montagem: Victor Allencar e Daniela Yoshikawa (‘Feliz Ano Novo’); Fotografia: Gabriel Gomes (‘Por trás do cartão postal’); Atriz: Rebecca Alba (‘Sangria’); Ator: Victor Lucena (‘Convívio’); Roteiro: Júnior Castro (‘Por trás do cartão postal’); Direção: Monica Donatelli (‘Feliz Ano Novo’); Documentário: ‘Por trás do cartão postal’; Ficção: ‘Feliz Ano Novo’.

VOTAÇÃO POPULAR
>> Melhor Videoclipe Caiçara: ‘Patrimônio’, da banda ESC; Melhor Curta-Metragem Caiçara: ‘Taiu – a vida é bela’.

Fescete 20 Anos premia uma centena de artistas e estudantes

Cerca de 100 troféus Iracema Paula Ribeiro consagraram artistas, alunos, arte-educadores e técnicos das artes cênicas na cerimônia de encerramento do Fescete 20 Anos – Festival de Cenas Teatrais. O evento foi realizado na última sexta-feira (dia 1º) no Teatro Braz Cubas, em Santos. Com o tema ‘Reinventar’ e show da Banda Mordida, a cerimônia também teve o anúncio do tradicional concurso de poesias do festival.
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Na escolha dos grupos de orientadores teatrais, as melhores cenas deste ano foram: ‘La fuerza de la superacion’ (Tenda da Fortuna, de São Paulo, na categoria adulta), ‘Elena’ (Cia Valsa pra Lua, de Cubatão, na categoria monólogo), ‘Meu pé de laranja lima’ (Teatro JN de São Vicente, na categoria estudantil A), ‘Morte e vida Severina’ (Colégio Jean Piaget, na categoria estudantil B) e ‘Por quê?’ (do Inesperado’s Baby, na categoria mirim).
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O Festival
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O Fescete 20 Anos é uma realização da Escola de Teatro Tescom, do Governo Federal via Ministério da Cultura, patrocínio da Secretaria de Portos via Porto de Santos, co-patrocínio Transbrasa, apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Prefeitura de Santos, TV Tribuna e Sesc Santos. Apoio cultural: AG Branco, Anglo Santos, Associação dos Artistas, Contabilidade Abílio das Neves, DB Fotografia, Dino Filmes, Divina Fornada, Ecad, Elemídia, Engenharia Habilidade, Just Design, Kokimbos, Nutri Org, Red Balloon, Unisanta, Vista Mídia e Viva Vinhos. Informações: www.fescete.com.br
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Categoria Mirim
>> Voto dos orientadores para melhores cenas: ‘Por quê?’ (Inesperado’s Baby/1º lugar), ‘Os Porquinhos’ (Cia Juliana Lima/2º lugar), ‘Semente’ (Presepada Teens/2º lugar) e ‘Linda Flor’ (Arte e estudo juvenil/3º lugar).
>> Voto popular de melhores cenas: ‘Por quê?’ (Inesperado’s Baby/1º lugar), ‘A Revolta dos Brinquedos’ (Inesperadinhos/2º lugar), ‘Linda Flor’ (Arte e estudo mirim/3º lugar).
>> Produção: ‘Por quê?’ (Inesperado’s Baby); Texto original: Marcus Di Bello (‘Por quê?’, de Inesperado’s Baby); Texto adaptado e sonoplastia: Juliana Lima (‘Os porquinhos’, da Cia. Juliana Lima); Figurino: Paola Caruso (‘Somos todos Dom Quixote’ e ‘A farsa do príncipe’); Iluminação: Marcus Di Bello (‘Severino faz chover’, da Presepada Kids); Cenografia: Dario Félix e Miriã Pessoa (‘Severino faz chover’, da Presepada Kids); Revelação: Catarina Cação (‘João e Maria’, de Arte e Estudo Mirim); Ator: Vitor Lima (‘Semente’, da Presepada Teens); Atriz: Manuela Romano (‘A revolta dos brinquedos’, do Inesperadinhos); Direção: Jamili Limma (‘Por quê?’, de Inesperado’s Baby);Prêmio especial pela construção da personagem: Ana Luiza Miranda (‘Severino faz chover’, da Presepada Teens); Prêmio pelo conjunto de cena: ‘Por quê?’; Coro cênico: ‘Linda Flor’ (Arte e estudo juvenil); Prêmio especial à Ana Luiza (‘Os Porquinhos, da Cia Juliana Lima) e às bailarinas de ‘A Farsa do Príncipe’.
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Categoria Estudantil (A e B)
3>> Voto dos orientadores para melhores cenas da categoria estudantil A: ‘Meu pé de laranja lima’ (Teatro JN/1º lugar), ‘A revolução das notas musicais’ (Teátrio Musical/2º lugar), ‘A alegria do circo’ (Porto Encena/3º lugar).
>> Voto dos orientadores para melhores cenas da categoria estudantil B: ‘Morte e vida Severina’ (Teatro Jean Piaget/1º lugar), ‘A ver estrelas’ (O.B.A. São Vicente/2º lugar), ‘O Sétimo Planeta’ (Cia Teatral Pé no Palco/2º lugar), ‘As bruxas de Salém’ (O.B.A. Conselheiro/3º lugar).
>> Voto popular de melhores cenas: ‘Terra Ardente’ (Revirados/1º lugar), ‘O Truk da Trupe’ (Anglo Santos/2º lugar), ‘Morte e Vida Severina’ (Jean Piaget/3º lugar).
>> Produção: ‘Morte e Vida Severina’ (Jean Piaget); Texto original: Plínio Augusto (‘Vai dar bolo’, de Atrás da Cortina/A) e Nei Boito (‘Circo Portovick’, de Exploradores Cênicos/B); Texto adaptado: Raquel Araújo (‘O país dos dedos gordos, do Teatro Novo Tempo/A) e Marcondys França (‘O fantasminha Pluft’, do Verteatro/B); Figurino: Teatro JN (‘Meu Pé de Laranja Lima’/A) e Larissa Miyachiro (‘O sétimo planeta’, da Cia Teatral Pé no Palco/B); Iluminação: André Cajaíba; Sonoplastia: Marici Dorta (‘A revolução das notas musicais’, do Teátrio Musical/A) e Fred Lincoln (‘Circo Portovick’, de Exploradores Cênicos/B); Cenografia: Teatro JN (‘Meu pé de laranja lima’/A) e Daniel Valverde (‘A ver estrelas’, da O.B.A. São Vicente/B); Revelação: Jaya Cordaro Tavares, Lia Ramos Duarte (ambos de ‘O país dos dedos gordos’, do Teatro Novo Tempo/A), Naila da Silva Souza e Giovanna dos Santos Barone (ambas de ‘Circo Portovick’, dos Exploradores Cênicos/B); Ator: Guilherme Oliveira Mota (‘O país dos dedos gordos’, do Teatro Novo Tempo/A) e Arthur Neto (‘Morte e vida Severina’, do Teatro Jean Piaget/B); Atriz: Julia Laurieri (‘Os saltimbancos’, do Verteatro/A), Paula Prado e Beatriz Silva (ambas de ‘As bruxas de Salém’, do O.B.A. Conselheiro/B); Direção: Igor Ferreira (‘Meu pé de laranja lima’, do Teatro JN) e Daniel Valverde (várias obras); Prêmio especial: ‘Meu pé de laranja lima’ (Teatro JN), ‘A alegria do circo’ (Porto Encena), ‘Um Brasil Nordestino’ (Thearteiros) e a atenção à sustentabilidade do Grupo Dom Líbor.
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Categoria Monólogo
2>> Voto dos orientadores para melhores cenas: ‘Elena’ (Cia Valsa pra Lua/1º lugar), ‘A mais forte’ (Taetro de Teatro/2º lugar) e ‘Um discurso para minha avó’ (Cia. Teatro Vozavós/3º lugar).
>> Voto popular de melhores cenas: ‘Laura’ (Maristelos/1º lugar), ‘Um dedo de prosa’ (Coletivo Allegro/2º lugar), ‘A Mais Forte’ (Taetro de Teatro/3º lugar).
>> Texto original e figurino: Juliana do Espírito Santo (‘Um discurso para minha avó’, da Cia de Teatro Vozavós); Maquiagem: Carina Torres e Vera Mojola (‘A mais forte’, do Taetro de Teatro); Iluminação: Anderson de Oliveira (‘A mais forte’, do Taetro de Teatro); Sonoplastia: Fred Lincoln (‘Um dedo de prosa’, do Coletivo Allegro); Cenografia e direção: Fabiano Melo (‘Elena’, Cia Valsa para Lua); Ator: Rodrigo Caesar (‘Carta de um defunto rico’, da Cia Héterus de Teatro); Atriz: Mariana Nunes (‘Elena’, da Cia Valsa pra Lua).
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Categoria Adulto
>> Voto dos orientadores para melhores cenas: ‘La fuerza de la superacion’ (Tenda da Fortuna/1º lugar), ‘Eu matei minha mãe’ (Teatro JN/2º lugar) e ‘Uma dona só’ (Taetro de Teatro/3º lugar).
>> Voto popular de melhores cenas: ‘Axé Aiê’ (Mosaico Teatral/1º lugar), ‘Urbanus’ (Cia Dons/2º lugar), ‘Mãos de Ferro’ (TNQ/3º lugar).
>> Texto original: Mateus Faconti e Amadeus Gaia (‘La fuerza de la superacion’, de Tenda da Fortuna); Figurino: Larissa Kathleen (‘O Jantar’, do Grupo da Laje); Maquiagem: Carina Torres (‘A Mulher Judia’, do Taetro de Teatro); Iluminação: Roberto Bastelli (‘Luminescência’, da Cria Criou Cia de Artes); Sonoplastia: Eder Santos (‘La fuerza de la superacion’, de Tenda da Fortuna); Cenografia: Igor Ferreira (‘Eu matei minha mãe’, do Teatro JN); Revelação: Martinha Lopes (‘O Teste’, da Cia Atores da Vila) e Wilson Gois (‘De volta ao luto’, da Cia Lorena);Ator: Alex Moreira (‘La fuerza de la superacion’, da Tenda da Fortuna); Atriz: Ellen Silva (‘Uma dona só’, do Taetro de Teatro); Direção: Mateus Faconti (‘La fuerza de la superacion’, da Tenda da Fortuna); Prêmio especial ao elenco de ‘O Teste’ (Cia Atores da Vila) e pesquisa estéticado Teatro JN (‘Eu matei a minha mãe’).
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12º Concurso Estudantil de Poesia
>> Ensino Fundamental 1: Luna Alves Silva Santos (Anglo Santos/1º lugar), Esthela Mendes Ricciotti (Anglo Santos/2º lugar), Salwa Riad El Malt (Anglo Santos/3º lugar);
>> Ensino Fundamental 2: Júlia Ferreira Pinto (Colégio Coração de Maria/1º lugar), Ana Luiza Badialle Costa (Colégio Coração de Maria/2º lugar), Bruno Manelici Felix (Anglo Santos/3º lugar), Arthur Felinto Mendes Ricciotti (Anglo Santos/Especial);
>> Ensino Médio: Hemily Kamila Santos de Lima (Colégio França/1º lugar), Deborah Braga Freitas Santos (Anglo Santos/2º lugar), João Vitor Soares Ribeiro (E.E. Afonso Schmidt/3º lugar);
>> Universitário: Ulisses Batista Thadeu Salvador (Unip/1º lugar), Angélica Aldrey Prates (Unisanta/2º lugar), João Victor Concer Corrêa (Unisantos/3º lugar).
>> Prêmio Fescete Solidário ‘Quadradinhos de Amor’: Colégio Anglo Santos;
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*Lincoln Spada

Facult: As desventuras do edital santista ao longo dos anos

Se a lei do Fundo de Assistência à Cultura (Facult) de Santos atrasou dois anos para sua regulamentação (entre 2008 e 2010), quando regulamentado, levou-se mais um ano para efetivamente cumprir a legislação. A razão é que a lei prevê anualmente a realização de um edital de R$ 300 mil para contemplar 30 projetos artísticos independentes com R$ 10 mil. No entanto, o primeiro edital do fundo só tinha verba para premiar 17 produções.

01Desde seu início, o edital do Facult podia contemplar as áreas de artes plásticas, artes gráficas, artesanato, cultura integrada e popular, circo, artes de rua, dança, música, teatro, cinema, videografia, fotografia, literatura, patrimônio cultural e natural, infraestrutura cultural ou outros segmentos. Em contrapartida, os autores selecionados devem apresentar seus trabalhos, gratuitamente, na Zona Noroeste, Morros e Área Continental.

> Facult: A mobilização dos artistas em 2010
> Facult: A repercussão das artes pela Cidade
> Facult: Entrevista com secretário de Cultura

Lançado em 2010, o 1º Facult contemplou das 65 propostas as seguintes ações: ‘Santos – Natureza e Arquitetura em Fotos e Poemas’ (Regina Alonso), ‘Jacinto, Sansão do Cais Santista’ (Sergio Willians), ‘Vaisse’ (Luiz Claudio dos Santos), ‘Mario Gruber – A Arte Acontece’ (Dilceu do Amaral Júnior), ‘Resgate da Memória Franciscana’ (Movimento Valongo Minha Casa), ‘Porto e Outros Trópicos – A música que saiu de Santos’ (Antonio Eduardo Santos), ‘Salão Dino de Humor do Litoral Paulista’ (Alexandre Valença Alves Barbosa), ‘Passos Passatempo’ (Ivanilde Lourenço), ‘Prólogo para o Diletante’ (Renata Carvalho), ‘Uma Dança para Gilberto Mendes’ (Miriam Carbonaro), ‘Ciclocênico’ (Márcia Marques), ‘Arte e Educação: Projeto Cooperar’ (Noa Marchese), ‘Prisma CD’ (Bruno Conde), ‘Uma Palhaçada Federal’ (Júnior Brassalotti), ‘Casa da Frontaria Azulejada: Um edifício para um arquivo’ (Nelson Santos Dias), ‘Espelhos Incessantes’ (Ademir Demarchi) e ‘Fortalecendo a Cultura Tradicional’ (Felipe Romano).

Logo de início, o edital financiou a partir de fevereiro de 2011 a publicação de livros, espetáculos circenses e de rua, gravação de disco, temporadas de dança, oficinas cênicas e até um salão de artes gráficas. Mesmo assim, certamente que os demais proponentes e a classe artística se sentiu desrespeitada pelo secretário da Cultura, Carlos Pinto, ter lançado um concurso sem toda a verba de R$ 300 mil. E se enganou quem pensava que a Secult pudesse publicar dois concursos – o anual e o complementar – para 2011. Neste período, ela teve fôlego somente para o complementar, de R$ 130 mil.

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2º Facult sem o montante total

Em dezembro, o 2º Facult financiaria 13 dos 33 projetos habilitados. A diferença era a clareza da aprovação dos projetos por uma comissão composta por quatro pessoas indicadas pelo Conselho Municipal de Cultura e três representantes da Secult (Secretaria de Cultura). A comissão avaliará cada proposta em escala de 0 a 100 pontos a partir de critérios como criatividade e valor cultural (35 pontos), relevância histórica e qualificação profissional dos envolvidos (40 pontos), além da metodologia do trabalho (25 pontos).

03Na lista, a programação do ‘Circular: Histórias’, o livro ‘Esquinas do Mundo – Ensaios de História e Literatura a Partir do Porto de Santos’, ‘Jabuca! O grito que ecoou e silenciou, mas não aquietou o som do mar, uma homenagem a Plínio Marcos, o poeta maldito!’, o teatro ‘Reclame – Uma História de Amor’, a HQ ‘Abaité: Bandeirantes’, o filme ‘Nau Insensata’, o festival ‘Sansex – Mostra de Cinema e de Cultura da Diversidade Sexual de Santos’, o teatro de rua ‘Negrinha’, a publicação ‘Colégio Canadá nos Arquivos do DEOPS-SP’, o documentário ‘Projeto 6:30’, ‘Na rima e Mixagem do Hip Hop’, o ‘1º Varal do Design’ e ‘A Santos Cultural dos Anos 50’.

3º Facult e pagamentos pendentes

Ainda na gestão de Carlos Pinto em frente à pasta, o ano de 2012 teve a promulgação do 3º Facult. Enfim, exatamente como estava reservado por lei: R$ 300 mil. Com a transição de prefeitos – e consecutivamente de secretários -, foi em março de 2013 que o então secretário Raul Christiano assinou a lista de 30 dos 40 projetos habilitados do concurso.

02No teatro, foram contemplados ‘Uma Palhaçada Federal’ (Sidney Herzog), ‘Em Vila Isabel, Hoje é Noite de Natal’ (Fernando Pompeu), ‘Um Bonde chamado Saudade’ (Kátia Balliano), ‘Criança no Espaço Teatro Aberto’ (Talita Berthi), ‘Ciclocênico – Oficina de Farrandantes’ (Platão Capurro Filho), ‘Algumas Histórias’ (Bruno Fracchia), ‘Tempo’ (Laura Lavorato), ‘Projeto Bispo’ (Douglas Zanovelli), ‘Patacho’ (Carlos Bellini), ‘Reciclawndio’ (Daniel Meirelis) e o espetáculo ‘Sereias de Salto’ (Zecarlos Gomes).

A música também dominou a maioria das ações, como a gravação de CDs de Danilo Nunes e Quatro Quartos (de Tarso Ramos), ‘Os Choros, sambas e canção que a gente mesmo faz’ (Marcos Canduta), o show São Sons (Trio Massignan Ruiz), ‘Exalta Santos: Duo Horizonte e Israel Diniz’ (de Regina Schlohauer), ‘Divina Mutante’ (Milton Medusa) e ‘Broadway Voices’ (Roberta Veloso). Por sua vez, as estantes de livros ganharam as publicações ‘Silvio Fernandes Lopes – Engenharia de uma vida’ (Sérgio Teles), ‘Universidade e Ditadura Militar em Santos (José Esteves Evagelidis), ‘Companhia Brasileira de Alquimia’ (Manoel Herzog), ‘Ciência da Música da Teoria à Regência’ e ‘Memórias do Carnaval Santista’ (Jadir Muniz).

04Graças ao mesmo concurso, chegaram às telas os filmes ‘Saudade’ (Verônica Ramalho) e ‘Prelado’ (Camila Cassiano Damazio). No segmento de dança, foi a vez do ‘Encontro com o Outono’ (Miriam Carbonaro) e ‘Meu Jardim Secreto’ (Ariadne Fernandes). Ainda foram financiados ‘Avesso do Avesso’ (Richard Dantas), ‘Raízes Santistas, a ramificação da cultura étnica brasileira’ (João Paulo Rivera) e ‘Santos Sinestésicos’ (Angélica Kelci Kubo).

Entretanto, um novo problema: a Secult não efetuaria a tempo a parcela final de 13 produções artísticas (cerca de R$ 40 mil), acumulando esta situação por mais de dois anos até os tempos atuais, atravessando mais um transição de secretários – atualmente, o responsável pela pasta é Fábio Nunes. Recentemente, a Secult afirmou que recomendaria a abertura de um processo novo para o pagamento dos artistas.

4º Facult adiado por um ano

O ano de 2013 ainda seria marcado com o fechamento do Teatro Coliseu por questão de infraestrutura. Sendo o teatro público com maior capacidade de bilheteria (em valores de ingressos e assentos), o valor do Facult ficou comprometido a ponto de não sair qualquer concurso do papel, o que causou mais atritos entre o então secretário Raul Christiano e o Movimento Teatral. Somente em 2014, o 4º Facult seria aberto no valor integral.

06Dos 73 projetos inscritos, ocorrem desde outubro do ano passado a produção de 30 obras. A maioria foram de eventos musicais e publicação de livros. Na área musical, ‘Diásporas Urbanas’ (Dayane Rodrigues), ‘CD da Preta Rara’ (Joyce da Silva Fernandez), ‘Zigzaguiá’ (Caroline Antunes), ‘CD de Percutindo Mundos’ (Célia Faustino), ‘Aos Meus Ancestrais’ (Simone Ancelmo), ’10 Anos de Banda Jazzileira’ (Maurício Fernandes da Silva) e ‘Canções de Paulo Mayone’.

Na literatura, ‘Contos Caiçaras’ (Victor Freudnt), ‘Santos Ligue 2014’ (Alexandre Rosa de Freitas), ‘Santos em Prosa e Verso’ (Academia Santista de Letras), ‘Cavendish: Invasão à Vila de Santos’ (André Luiz Alonso de Assis), ‘Siri na Lata’ (Ademir Demarchi), ‘O Berro da Ovelha Negra’ (Oswaldo DaCosta) e ‘Santos Time dos Céus’ (André Bernardino). Nos palcos, ‘O Mambembinho’ (Márcia Marques), ‘A Lenda dos Jovens Detentos’ (Bruno Henrique dos Santos), ‘Projeto Zona’ (Renata Carvalho), ‘Quarto de Despejo’ (Paula D’Albuquerque), ‘Ispinho e Fulô de Patativa’ (Cícera Carmo) e ‘Dentro’ (André de Barros Nunes).

05Também foram premiados os filmes ‘Raul Soares, histórias que não se apagam’ (Eduardo Ferreira), ‘Cisco Araña, long board bossa nova’ (Robinson Patrício dos Santos), ‘Guia de Fontes para a História da Escravidão’ (Bruno Garcia Costa), ‘Da Proa a Popa’ (Ludmilla Rossi) e ‘Visões de Santos (Maurício Bragança Rodrigues). A dança está representada com ‘Dark Room’ (Juliana Cerqueira Leite), ‘Tempos Modernos’ (Janice Ferreira) e ‘Navios’ (Marina Souza Lobo Guzzo). Em artes visuais, as obras que fecham à lista são: ‘Corrida ao ouro’ (Fabiano Ignácio) e ‘Releitura do Patrimônio Cultural de Santos’ (Laercio Alves da Silva).

*Lincoln Spada