Arquivo da tag: Rafael Leal

Orquestra Sinfônica de Santos contará com concurso público em 2019

Por Lincoln Spada

A Orquestra Sinfônica Municipal de Santos deve contar com novo concurso público este ano. Criada em agosto de 1994, a instituição gerida pela Prefeitura hoje conta somente com dez membros que são servidores públicos.

Os demais músicos são contratados de outra maneira, sem vínculo empregatício. Como a maioria dos demais corpos estáveis de outros municípios de Sâo Paulo e do País, havia a intenção do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) em transferir a gestão da orquestra para uma Organização Social (OS).

Tal proposta teve forte resistência de parte da sociedade e dos artistas, como destacou a líder da oposição na Câmara de Vereadores, Telma de Souza (PT). “Nos últimos meses, a luta dos músicos da Orquestra e do movimento cultural de Santos afastaram, ainda que temporariamente, a proposta de terceirização da companhia, defendido pela atual Administração”.

Para o jornal A Tribuna, o secretário de Cultura, Rafael Leal enfatizou que “não existe a menor possibilidade da sinfônica ser terceirizada ou gerenciada por uma OS”. O estudo de impacto financeiro já está pronto e as tratativas para o novo processo seletivo serão discutidas no mês de abril.

Cipó, Rei Momo do Santos Carnaval 2019, falece aos 65 anos de idade

Por Secult Santos

O mundo do samba ficou mais triste nesta quinta-feira (7) com falecimento do Rei Momo do Santos Carnaval 2019, Sergio Vicente da Graça, o Cipó, vítima de complicações cardíacas. O sambista, com 65 anos de idade, deu seus primeiros passos na folia como baliza na Escola de Samba Brasil. Passou também pela X-9 e por diversos blocos tradicionais da Cidade. Atualmente defendia as cores da Unidos da Zona Noroeste.

Cipó foi aclamado Rei Momo de Santos do último dia 19 de janeiro, após ter concorrido no concurso em outras sete edições. No dia da vitória, o sorriso marcante deu lugar às lágrimas. Já ostentando a coroa de Rei, declarou: “Se não vencesse este ano viria no ano que vem. Não iria desistir até conquistar o meu grande sonho”.

“Pensei que o coração dele não fosse aguentar aquela emoção”, declarou o filho único de Cipó, Leandro Nascimento, de 34 anos, que comentou a conquista do pai. Definindo os 46 dias de reinado de Cipó, declarou: “Foram dias de grande felicidade para ele. Era o lugar onde desejou estar a vida inteira. Agora será rei para sempre”.

Além do filho, Cipó deixa viúva e neto. O velório do Rei Momo ocorre na quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste (Rua Francisco Di Domênico, s/no, no Areia Branca – próximo ao Centro Esportivo M. Nascimento) na noite desta quinta-feira, ainda sem horário de início confirmado. O sepultamento ocorre no Cemitério da Areia Branca nesta sexta-feira (8).

Paixão e carisma que farão falta ao mundo do samba

O presidente do Conselho do Samba de Santos, Carlos Alberto da Cruz (Beto, o Magistral) declarou que perdeu um amigo de longa data nesta quinta-feira. “Nós começamos no Carnaval praticamente juntos, meninos ainda. Ele na Brasil e eu na X-9. Não consigo acreditar que ele se foi”.

Já o secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal, destacou o amor do Rei Momo pelo samba. “A paixão que ele tinha por tudo que envolvia o mundo do samba era comovente”. Já o presidente da Liga Independente Cultural das Escolas de Samba de Santos (Licess), Benedito de Andrade Fernandes, o Ditinho, afirmou que sentirá falta da espontaneidade de Cipó. “O carisma e a alegria dele foram à altura do Carnaval de Santos”.

 

Grande Rio fala das belezas de Santos na Marquês de Sapucaí

A Fonte do Itororó, localizada no sopé do Monte Serrat, no Centro Histórico de Santos, deu origem a uma conhecida cantiga popular iniciada com o verso ‘Fui no Itororó beber água e não achei’. A mesma fonte, aliada à música, inspirou o carnavalesco Fábio Ricardo, da escola de samba carioca Acadêmicos do Grande Rio, a escolher a Cidade de Santos, onde tem familiares residindo, como enredo para o desfile da agremiação em 2016, pelo Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

02A escola entra na Marquês de Sapucaí falando sobre a vasta história da Cidade, que completa 470 anos em 2016, sob o tema ‘Fui no Itororó beber água, não achei, mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei…’. Entre outros assuntos, o enredo aborda a inspiradora fonte, José Bonifácio de Andrada e Silva, Padre Bartolomeu de Gusmão, Pelé, Santos Futebol Clube, Neymar, o maior porto da América Latina, café, petróleo, praias e pessoas, entre outros destaques, em uma iniciativa totalmente autoral, que não conta com apoio financeiro da Prefeitura de Santos.

O pedido de autorização para utilizar o município como tema do Carnaval do próximo ano ocorreu logo após os desfiles do último mês de fevereiro, segundo conta o secretário-adjunto de Cultura de Santos, Rafael Leal. “O pessoal da Grande Rio pediu autorização para utilizar o nome da Cidade. Concordamos e ficamos muito contentes. Lisonjeados. Vamos ajudá-los com todas as informações para que vençam o Carnaval”.

*Prefeitura de Santos

 

Parceria público-privado e sociedade civil deve ser pauta do Plano Cultural de Santos

“Uma democratização [do acesso à cultura] que se dê em parceria entre Poder Público, iniciativa privada e sociedade civil”, anota o secretário-adjunto de Santos, Rafael Leal, em artigo nesta terça-feira no jornal A Tribuna. O autor partilha de seu anseio como resposta-chave para gerar a economia criativa na Cidade e a ser constado no plano municipal do setor para a próxima década.

> Organizações Sociais culturais habilitadas em Santos
> Os 100 primeiros dias de Fabião Nunes na Secult

A questão levantada pelo também publicitário pós-graduado em Marketing é: “Por que ainda existem dificuldades para que projetos culturais se solidifiquem e expandam suas atividades?”, sendo que a Cidade é conhecida por expoentes nacionais em vários segmentos – de Plínio Marcos a Sérgio Mamberti, de Chorão a Rubens Ewald Filho -, pela conservação de patrimônios históricos e a uma hora de distância de São Paulo.

A dificuldade financeira seria o maior entrave para tal economia criativa, tendo em vista que a agenda artística cresce no município e o investimento de empresas a festivais e ações diminuem este ano. “Poder Público e instituições como o Sesc e o Sesi ajudam para que não haja um colapsto total. No entanto, é preciso uma mudança de pensamento”, convida Rafael. “Que entendamos a cultura como algo que pode transformar e melhorar a sociedade”.

Ele reforça que o debate sobre este modelo precisa já constar no Plano Municipal de Cultura, em iniciativas que instiguem crianças às vocação artística e que acesse pontos de efervescência nas periferias. Para isso, as conversas precisam rodear artistas, produtores, além de escolas e comunidades.

No texto, Rafael não detalha se a parceria público-privada-sociedade civil seria somente para financiar projetos ou também para Organizações Sociais gerenciarem programas públicos. Aliás, já há entidades habilitadas para gerir iniciativas municipais. Mas como gestor, é fato, que ele tem vontade de que a definição destas discussões estejam contempladas no Plano Municipal de Cultura.

*Lincoln Spada