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Coletivo 302 inaugura Galpão de Experimentos de Artes do Novo Anilinas

Por Allana Santos

O Parque Novos Anilinas em Cubatão ficará mais animado e cheio de atrações no domingo do domingo (5 de março), com a inauguração afetiva do Galpão de Experimentos de Artes. O evento que começa às 14h, traz atrações de artistas da cidade como apresentações circenses e o ‘Coral Canto Mágico’, além de muita música com Raquel Rollo e sua ‘Batucada poética’, e dança para todos os gostos, com os b’boys da ‘VL Breakers’ e a Impacto Dança e Movimento.

A partir das 17h, o evento fica por conta dos grupos teatrais, com apresentação do espetáculo “De repente Thiago”, da Esquadrilha Marginária de Teatro de Rua, e “Dama da Noite”, com Douglas Lima. A inauguração acontece às 19h, com uma intervenção artística conjunta de grupos teatrais, e o encontro se encerra com uma divertida discotecagem. Além da programação principal, haverá atividades paralelas, como pintura facial para as crianças, algodão doce e oficina de circo e pintura em tela.

O Galpão de Experimentos de Artes, é um patrimônio público e foi recém reformado através de doações de comerciantes da cidade e com recursos próprios do ‘Coletivo 302’ de teatro. O grupo de jovens atores de Cubatão, conseguiu uma permissão de uso do espaço, através da Secretaria de Cultura, para desenvolver seu primeiro espetáculo e um ciclo de estudos cênicos, que oferece palestras gratuitas mensalmente, e já contou com os temas “Encenador: Um mediador do processo” e “A música em cena”.

Ainda no mês de março o Ciclo receberá Alexandre Mate importante crítico de teatro. O projeto foi idealizado pelo próprio coletivo e tem realização do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo Estadual, além do apoio da Prefeitura de Cubatão, através da Secult. O espaço acomodará também as atividades dos grupos Uzina Utópica Coletivo de Teatro e Esquadrilha Marginalia de Teatro de Rua. “A ideia é que esse lugar se torne um equipamento cultural, que possa receber grupos de várias formas artísticas, e que ofereça atividades gratuitas, para as famílias e para a galera que frequenta o parque”, afirma Luiz Guilherme, ator e músico, integrante do Esquadrilha.

 

‘Cultura em Crise’ é o tema do 4º Motim Teatral; acesse a programação na íntegra

Por Movimento Teatral

Com o tema ‘Cultura em Crise’, o 4º Motim Teatral reúne 14 coletivos cênicos para apresentações gratuitas no Centro de Santos. Mostra regional do FESTA 58 – Festival Santista de Teatro, a maratona de apresentações acontece inteiramente nesta sexta-feira (dia 23) com 13 horas ininterruptas de grupos artísticos.

Neste ano, trata-se de um ato pela liberdade de expressão dos artistas de rua em Santos; contra o corte orçamentário das Oficinas Culturais do Estado no interior e litoral paulista; e pró-Centro Cultural Cadeia Velha.

O termo ‘motim’ é uma insurreição de grupos contra o autoritarismo, caracterizado por atos de desobediência artística e civil que se opõem a autoridades ou o capitalismo, sendo frequentemente acompanhado de tumulto artístico, vandalismo estético e intervenções de violência poética.

O 4º Motim Teatral é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista com apoio da Prefeitura Municipal de Santos por meio da emenda parlamentar do vereador Professor Igor Melo. Confira a programação:

>> 13h30 | Praça dos Andradas | ‘Festa das Flores’
Cia Incomodados de Teatro e Música | Roteiro e direção musical: Elias Tomais | Elenco: Ariadne Moreno, Elias Tomais, Juliana Lima, Juliana Sanz.
>> 14h | Praça dos Andradas | ‘É Doce ou Salgado?’
Coletivo Sanatório Geral | Texto: Betinho Neto | Direção: Miriam Vieira e Betinho Neto | Elenco: Sandy Andrade ,Liliane São Paulo, Amanda Franco e Betinho Neto.
>> 15h | Praça dos Andradas | ‘Furdunço no Casamento de Marieta’
Cia Animalenda | Direção: Danilo Cavalcanti | Elenco: Kely de Castro e Vinícius Camargo.
>> 16h | Praça dos Andradas | ‘Blitz – O Império que nunca dorme’
Trupe Olho da Rua | Texto e Direção: Caio Martinez Pacheco | Elenco: Bruna Telly, Caio Martinez Pacheco, Fabio Piovan, João Paulo Pires, João Luiz Pereira Junior, Raquel Rollo, Sander Newton, Wendell Medeiros.
>> 17h30 | Praça dos Andradas | ‘De Repente Thiago’
Esquadrilha Marginalia de Teatro de Rua | Dramaturgia coletiva | Direção: Sander Newton. | Elenco: Luiz Guilherme, Lucas Pereira e Michel do Carmo.
>> 18h | Vila do Teatro | ‘Nó Cego’
Teatro Genoma | Direção: Rodrigo Marcondes | Com Juliana Vicma.
>> 19h | Praça dos Andradas | ‘Tentativa Zucco’
Usina Utópica | Texto: Paulo de Tarso | Encenação: Douglas Lima | Elenco: Lucas Pereira, Julia Alves, Letícia Cascardi, Luana Albeniz, Mayara Andrade | Convidados: Natanael Gomes, Myller Oliveira, Vanessa Souza, Juliana Souza, Rafael Almeida, Rodrigo Alves, Patrick Gois, Udson Santos, Vinicius Ziani.
>> 20h | Vila do Teatro | ‘A Lenda dos Jovens Detentos’
Cia Muninja | Texto: Leo Lama | Direção: Diego Andrade | Elenco: Bruno Galdino e Letícia Tavares.
>> 21h | Praça dos Andradas | ‘Liberdade Prisioneira’
Cia Carcarah Voador | Texto: Cícero Gilmar Lopes | Direção: Vidah Santos | Elenco: Juan Pablo Garcia e Cícera Carmo.
>> 21h | Vila do Teatro | ‘Elogio ao maluco, Beleza?’
Cia Teatral Art e Manha | Texto: Natan de Alencar e Ricardo Oliveira | Direção: Lúcia Oliver | Elenco: Ricardo Oliveira, Natan de Alencar, Katia Lira, Mariana Nunes, Alisson Araújo.
>> 22h | Vila do Teatro | ‘Já que sou, o jeito é ser’
Cia 5 | Texto: Eduardo Ferreira | Direção: Eduardo Ferreira e Angélica Evangelista | Atores-bailarinos: Angélica Evangelista, Eduardo Ferreira, Gisele Prudêncio, Lucas Onofre e Rodrigo Santana.
>> 22h | Praça dos Andradas | ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’
Cia Amoriódio | Texto: Bertolt Brecht | Direção e adaptação: Diego Andrade | Elenco: Beatriz Gonçalves, Caroline Salles, Fellipe Tavares, Luccas Afonso, Nevily Alves e Teco Cheganças.
>> 22h30 | Praça dos Andradas | ‘De Volta ao Luto’
Cia Lorena | Texto e Direção: Diego Saraiva | Elenco: Natalia Marcelo, Vanderlei Abrelli, Paola Borges, Eliana Tavares, Arthur Cordeiro, Wilson Gois.
>> 0h | Catraias da Praça Iguatemi Martins | ‘Zona!’
O Coletivo | Direção: Kadu Veríssimo | Elenco: Caio Martinez Pacheco, Junior Brassalotti, Kadu Veríssimo, Léo Bacarini, Malvina Costa, Mario Arcenjo, Priscila Ribeiro, Raquel Rollo, Renata Carvalho e Thays Bratz. Após o espetáculo, festa com DJ Cigano.

Com tema ‘Trevas – A Utilização dos Espaços Públicos’, tem sarau na Vila do Teatro

Por Vila do Teatro

Com o tema ‘Trevas – A utilização dos espaços públicos’, a Vila do Teatro realiza o seu tradicional sarau neste domingo (dia 30), a partir das 17h30, na sua sede, na Praça dos Andradas. O evento tem início com a sessão do espetáculo ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua. Seguindo a ordem e o progresso nacional, nada mais (in)conveniente que passar por uma blitz (do alemão blitzkrieg, “guerra-relâmpago”, ou ataque repentino), ou ter seus direitos violados pelo Estado.

A opressão que o brasileiro vive hoje nas ruas, seja em meio a manifestações ou indo comprar pão na esquina é levada de forma satírica e mordaz pelo grupo, seja suscitando a discussão sobre a desmilitarização da polícia e o exacerbado militarismo como resquício do período ditatorial ou como diria Brecht “um grande divertimento quanto aos tempos de barbárie”.

Após o espetáculo, às 19 horas, haverá um bate-papo com coletivos artísticos realizadores de ocupações em espaços públicos na Baixada Santista. E, às 21h30, o microfone estará aberto no sarau. Entre as presenças confirmadas, Natt Matt, Usrec – Coletivo de Rap, Raquel Rollo (com batucada poética), Corsários de la Cumbia e Litha Afrontite (Discotecagem), o bar Rabo de Galo e a exibição do curta-metragem ‘Por trás do cartão postal’.

 

‘Andança’ neste Torto MPBar recebe Naná Alves cantando Rita Lee

Nesta quinta-feira, a partir das 22h, o Torto MPBar (Av. Siqueira 800/Santos) recebe a festa ‘Andança’. N evento, a cantor Naná Alves interpreta músicas de Rita Lee. Nesta edição, a festa recebe dois ‘andantes’ ilustres, o Dj Silvio Luiz e a Raquel Rollo. Os ingressos são R$ 15.

O ‘Andança’ é uma realização do QG Sanatório/Sanatório Geral, em parceria com o Torto Bar, o Casarão Santa Cruz Espaço de Arte, a DJ Milla Eventos. Produção de Betinho Neto, Bia Maran e Fabiano Keller do Noise Coletivo e o apoio da Na Casa Dela Tinha e Nas Ruas De Santos.

*Betinho Neto

 

Conheça os 30 projetos aprovados pelo 5º edital do Facult em Santos

Nesta terça-feira (dia 2), a Secretaria da Cultura de Santos publicou a relação dos 30 projetos aprovados pelo 5º edital do Facult – Fundo de Assistência à Cultura. Eles concorreram com outras 166 produções artísticas inscritas, e serão contemplados no valor de R$ 10 para R$ 12 mil. Confira aqui a relação da lista de projetos no Diário Oficial.

No segmento do teatro, foram contemplados: ‘Egbé – Da escravidão à cidadania’ (Platão Capurro Filho), ‘Feira Livre – à Preço de Banana, pelas feiras do Brasil’ (Camila Baraldi), ‘Circulação Olho da Rua’ (Raquel Rollo), ‘Núcleo de Pesquisa Ciaes – O Ator Silencioso’ (Daniel Alves da Silva) e ‘Sleep Mode’ (Dario Félix). Já na área musical, ‘Maratona Cultural – Orquestra na Rua’ (Leonardo Mallet Brandão Vilela), ‘CD Entidade’ (Débora Gozzolli), ‘Conto e Canto por tudo Quanto é Canto’ (Márcia Marques), ‘Santos 3AM’ (Suipacha 33).

Na área da literatura, foram aprovados os seguintes projetos: ‘De caniço e samburá’ (Ademir Demarchi), ‘Santos de frente para o mundo: a história que dança’ (Bárbara Muglia), ‘Subjetivasantos’ (Carolina Zuppo Abed), ‘Mar Selvagem’ (Márcio Barreto), ‘Oficinas literárias do livro – Os Bichos Perguntam’ (Flávia Rossi Vallejo). Em histórias em quadrinhos, outros dois projetos: ‘Menino Bom de Praça’ (Cláudio Antunes Maneja), ‘Uma Estrela na Escuridão’ (André Bernardino).

No segmento de dança, serão realizadas as produções artísticas: ‘Litoral Cypher’ (Cristiano Eugênio Francisco da Silva), ‘Capoeira Teoria e Prática’ (Kaled Barros) e ‘1ª Mostra Nacional de Videodança Vertical’ (Edvan Monteiro dos Santos). Em artes visuais, ‘Ciatas de Santos – Mulheres que no samba resistem’ (Luiz Gabriel Buson de Araújo) e ‘Redes de Fé – Pesca e devoção na cultura caiçara’ (Iuri Lima de Castro).

Ainda, no audiovisual, venceram os projetos ‘Nome Provisório’ (Bruno Arrivabene), ‘Como é bom ser bom’ (Carlos Oliveira), ‘Legado em 4 Cordas’ (Caroline Fernandes de Abreu) e ‘Sambaê’ (Kamilli Semenov). Também foram contemplados em artes integradas: ‘Labirintos Móveis’ (Bruna Eliza Paiva), ‘Jambu de turnê pela quebrada’ (Rafael Forte), ‘Se essa rua fosse nossa’ (Natália Fernandes Brescancini). Na questão de cultura negra, ‘RoteirAfro – Santos’ (Ana Paula Chiapetta) e ‘Arte Ylê’ (Cláudia Mello).

*Lincoln Spada

 

Diálogo do MinC em Santos tem mais dúvidas que respostas; veja 23 propostas

Mais dúvidas do que respostas foram semeadas na Caravana da Cultura, promovida pelo MinC na última terça-feira em Santos. Ainda assim, a experiência para o ministro Juca Ferreira e os secretários de políticas culturais Guilherme Varella e de diversidade cultural Ivana Bentes foi avaliada como positiva. A razão do entusiasmo do trio é a mesma da falta de soluções práticas: a dificuldade que o Governo Federal tem de conhecer as demandas pontuais de cada região do Brasil.

Este ano, Santos foi o sexto município a receber a iniciativa que já percorreu Fortaleza e Região do Cariri (CE), São Luís (MA), Salvador (BA), Belo Horizonte (BH) e Recôncavo Baiano (BA). A escolha da cidade foi uma combinação do ministro com o seu amigo de longa data, José Virgílio, presidente do Instituto Arte no Dique: ele se comprometeu a destinar a verba federal de R$ 360 mil em conversa com o gestor. Aliás, Juca já visitara o município outra vez em 2008 – também para conhecer o instituto no Dique da Vila Gilda.

> Entrevista com o ministro Juca Ferreira
> Entrevista com secretário de Políticas Culturais, Guilherme Varella
> Entrevista com secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Ivana Bentes

“Venho aqui na maior boa vontade, não vim enrolar, cooptar ninguém (…). Isso aqui não é enrolação, não. Isso aqui é busca de diálogo, busca de cooperação”, enfatizou o ministro no Teatro Guarany. Da plateia, 23 pessoas pontuaram questões e demandas da Baixada Santista, todas anotadas pela trinca política. E cada um, ao lado do secretário municipal Fabião Nunes, pode tentar argumentá-las no final do encontro. Neste quebra-cabeça, as propostas e as respostas estão listadas a seguir:

021) Telma de Souza: Qual a visão de cultura do MinC para o Brasil?

Guilherme Varella: O ministério tem trabalhado até aqui a tridimensionalidade da cultura, ampliando o conceito com suas dimensões simbólica, econômica e cidadã. Ao contrário do que se veicula, nos tempos de crise é o momento de pensar da diversificação de disponibilidades, organizar os meios para intervir na cultura, nos marcos legais, de pensar em cultura como um ponto central de desenvolvimento no País. O que também nos guia é a camada de vê-la como um direito das pessoas.

2) Marcelo Ariel: Criação de um centro de apoio ao escritor, como faz a ONG Fórum da Cidadania de Santos; criação da integração das bibliotecas do País; criação de universidades livres de arte; solução para manutenção dos pontos de cultura do Brasil.

3) Brunão Mente Sagaz: As novas formas de desenvolvimento de políticas públicas federais.

05Ivana Bentes: Quando penso nos pontos de cultura, entendo que nós somos os médicos cubanos do MinC, espalhados em mil municípios. Em qualquer lugar que chegamos, ou tem, ou teve ou vai ter um ponto de cultura. Desde o início do programa, foram 4 mil pontos de cultura. (…) Os recursos públicos são muito significativos, o estado brasileiro deve mobilizar e incentivar. (…) Hoje o ponto de cultura é um projeto que é política de estado, dentro da Lei Cultura Viva, algo que nem o Bolsa Família é. Ou seja, independente do governo, ele continuará a acontecer no Estado. Tem o orçamento próprio. Mas os últimos quatro anos foram um momento de desinvestimento, então sabemos que há redes que se desfizeram nos municípios. (…) Vamos lançar três editais estratégicos em junho: um em apoio a ações de mídia livre junto ao audiovisual com o Ministério das Comunicações; outro é um edital de redes de pontos de cultura, porque quanto se está preocupado em articular em rede, você se torna um ser político; o terceiro edital é de cultura indígena.

4) Sylvia Helena Souza: Proposta de eixos para o MinC: universidade como espaço de produção e cultura; universidade como espaço de mediação, difusão de conhecimentos e obras artísticas; saber mais sobre o edital Mais Cultura nas Universidades.

Guilherme Varella: Esta é a hora de criarmos uma forma que atenda todos os pleitos da comunidade. É preciso uma reaproximação com as universidades, para possibilitar o processo criativo, que esta seja uma política pública a ser descrita, e a outra questão é de indicadores culturais. Faltam informações e estatísticas sistematizadas para todos consigam ter um diagnóstico e cenário comum de análise.

5) Aparecida Oliveira: Qual a dificuldade do trabalho em rede do MinC e do Ministério da Educação?

01Guilherme Varella: A cultura é muito mais que um ornamento do processo educacional, já estamos discutindo ações para complementar de forma vistosa os processos educacionais e queremos fazer com que as políticas públicas contemplem o audiovisual na escola, entre outros projetos. (…) O Juca e o Janine (ministro da Educação) têm uma ótima relação.

6) Talita Fernandes: Garantia em todos os editais nacionais de critérios de igualdade racial, gêneros e transgêneros. Criação de incubadoras culturais junto a municípios para formação de produtores e gestores. Ocupação artística de espaços ociosos, como os galpões e armazéns do Porto de Santos.

7) Junior Brassalotti: Mais fomento ao audiovisual como a lei dos curtas antes dos longas-metragens; ocupação de equipamentos públicos federais.

02Juca Ferreira: Sou favorável que abra equipamentos públicos geridos por movimentos culturais da Cidade (…) Em São Paulo, quando era secretário de Cultura, íamos experimentar a co-gestão de espaços com movimentos artísticos, e aí avaliarmos. (…) Eu topo viabilizar o espaço do cais do Valongo com a Prefeitura. Mas vamos ter que definir juntos o uso daquilo ali.

8) Karla Lacerda: quais as diretrizes do MinC para investimentos na formação inicial de artistas? Regularização do projeto Cultura Sem Fronteiras. Mais políticas para segmentos artísticos.

9) Reginaldo Pinto de Oliveira: Capacitação de produtores culturais.

Juca Ferreira: A formação no Brasil é um escândalo e até devemos fazer uma parceria com o Ministério da Educação. (…) Não podemos mais viver da precariedade, preciso ter mais formação para técnicos, gestores e artistas. (…) Tem artistas que não tem como sobreviver, em geral, e isso é muito difícil, temos que olhar mais para a política de fomento no Brasil.

10) Rogério Baraquet: Qual é a política básica do MinC para melhoria de equipamentos públicos?

Juca Ferreira: Existe um descaso das cidades em manter os equipamentos e as memórias. (…) Tem certas demandas que são de nível municipal e estadual, nem sempre podemos abraçar todas.

11) Eduardo Ricci: Legado dos megaeventos – Copa do Mundo e Olimpíadas – para o fomento do cinema brasileiro. Quais os resultados para o audiovisual diante da secretaria federal de economia criativa?

01Juca Ferreira: No campo audiovisual, passamos de 6 para 200 produções de filmes nacionais por ano, estamos conquistando públicos, linguagens, ainda são aos poucos, mas é uma experiência bem-sucedida. Nós aprovamos também a lei da TV a cabo (de aumento da produção e circulação de produções audiovisuais na programação das emissoras), que, diga-se de passagem, a maioria dos cineastas foi contra ou indiferente. Hoje o projeto dá quase R$ 1 bilhão por ano.

12) Caio Martinez Pacheco: Na região, os investimentos culturais geralmente são mais em obras do que na programação local para ocupar os espaços; mais investimento para fomento artístico; reestruturação dos editais da Funarte, já que é predominante os projetos contemplados nas capitais em vez do interior; uma nova lei de Prêmio do Teatro Brasileiro em que haja um orçamento próprio para o segmento; se as demandas das antigas caravanas até 2008 já foram realizadas pelo MinC.

13) Sandra Alves: Reabertura do Prêmio Klauss Vianna.

04Guilherme Varella: O diagnóstico só vamos ter quando colocarmos o bloco nas ruas, perceber onde é que estão as peculiaridades regionais. (…) Os gestores públicos precisam ter dados para revisar, para gerenciar, e os artistas também para pleitear, pautar o nosso trabalho. (…) Nós teremos no próximo dia 9 de junho, o processo de discussão da Política Nacional das Artes [para entender as demandas de cada segmento] junto da Funarte.

Juca Ferreira: O diálogo é uma prática democrática. (…) Na área de políticas de artes, a Funarte (localizada no Rio de Janeiro) não ajuda nem a dos cariocas. Vamos discutir mais a política, porque “farinha pouca, meu pirão primeiro” é muito famoso. Vamos refletir de novo, criar um fórum específico que incorpore a Funarte. É um esforço necessário, (…) de construir com vocês esta política.

0114) Platão Capurro Filho: Reconhecido pela Ordem do Mérito Cultural, qual a possibilidade de convênio permanente do Festa – Festival Santista de Teatro com o MinC?

Juca Ferreira: Sobre a questão do Festa, sugiro que batam primeiro na porta do Fabião. Depois em nível estadual. E depois converse com o ministério. Existem outros festivais antigos no Brasil.

15) Cleofaz Hernandes: Mais investimentos no artesanato paulista como ocorre no Norte e Nordeste. Cadastramento de todos os artesãos.

16) Artista plástica e designer Rosilma: Enfrentar a terceirização de trabalho para alta moda; projetos para empreendedorismo feminino; investimento no artesanato urbano.

Guilherme Varella: O artesanato é um elemento interessante, pois une a questão simbólica e econômica. É importante o MinC entender as cadeias, o marco regulatório, a possibilidade do cadastramento do artesanato. Estamos trabalhando ativamente para as economias de cada segmento.

Juca Ferreira: Vou começar uma negociação para que o artesanato entre no Ministério da Cultura, atualmente ele integra o de Desenvolvimento e Comércio, mas este não está com um olhar sensível para o segmento. Também estamos tentando trabalhar a gastronomia, o design e a moda no MinC, porque eles são partes importantes da cultura (…). Certamente nestes quatro anos, vamos ter um movimento seguro destes segmentos para que estejam no ministério.

17) Mestre Márcio: Recentemente patrimônio da humanidade, como a capoeira é contemplada pelo MinC?

01Juca Ferreira: Em 2003, conversando com o Gilberto Gil, passamos a abrir editais de capoeira viva, capoeira na escola, encaminhamos o dossiê para a ONU para reconhecer como patrimônio da humanidade. Mas nós estamos com um perigo atualmente, que é um projeto de lei que tenta desapropriar a capoeira. Segundo ele, só poderão dar aulas de capoeiras quem for os profissionais de educação física. Nós estamos a fim de sensibilizar o Congresso, pois isso é um crime, porque a capoeira é mais que uma luta marcial, dança, é uma série de dimensões feitas por pobres capoeiras envolvidos ideologicamente. (…) Foi algo genial que o Brasil inventou, coisa de preto, e estamos nos mobilizando para evitar a aprovação da lei.

18) Raquel Rollo: Muitos editais ainda não foram pagos. Aproveito e leio a carta da Rede de Teatro de Rua Brasileira: “Já há oito anos, divulgamos, rebatemos, sentamos, exigimos ações concretas e efetivas pela arte pública e cultura do nosso país, já que o governo vergonhosamente vem sumindo ano a ano, para um estado de legitimação de falsa participação, de um falso programa de cultura brasileira. Cansamos e não vemos sentido em dialogar com o ministro da Cultura se as conversas sempre reclamam de faltas de verbas. (…) Endossamos esse caldo com professores, movimentos de moradia, saúde, trabalhadores, quilombola, indígenas, povos da floresta, LGBT, feministas etc. Não há como construir mais pautas, nos últimos oito anos já fizemos reuniões e cartas, resta pôr em prática”. Entre as demandas: editais com dotação orçamentária; fim da Lei Rouanet.

Juca Ferreira: A minha vinda não é uma enrolação, uma substituição pela falta de verbas. (…) Eu não acredito em política pública construída dentro de gabinete, foi assim que avançamos em políticas culturais. (…) O MinC existe para receber a demanda da população. Não estou querendo cooptar ninguém. (…) Não é verdade que faltando verba, o MinC não vai fazer nada. (…) Mesmo nos melhores momentos, o dinheiro nunca foi suficiente para todas as demandas. Mas desde que entrei no ministério (2002 a 2010), o orçamento subiu de R$ 237 mi para R$ 2,3 bi.

Guilherme Varella: Teve uma demora neste semestre, porque há já o atraso natural a pagar os editais, mas acho que gradativamente eles estão sendo pagos, ainda mais agora, porque o orçamento do ministério foi liberado na última semana.

19 e 20) Hércules Góes e Bruno Fracchia: A mudança da Lei Rouanet.

21) Lincoln Spada: Qual o desafio para ainda não mudar a Lei Rouanet desde 2008?

Juca Ferreira: A Lei Rouanet é uma enganação, a pessoa sai alegre com o crédito na mão e não consegue financiamento das empresas. (…) Todo mundo sabe sou o maior arqui-inimigo da Lei Rouanet, porque quando pedimos pro Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os números foram escandalosos. Não é uma lei que dá suporte a política pública de cultura.

01Para o artista pedir o reconhecimento de poder usar a lei (em que empresas aplicam seus impostos em projetos culturais), o Ministério utiliza mais de 300 funcionários para avaliar a proposta e a prestação de contas, e quando a gente aprova, as empresas só tem interesse por aqueles que dão retorno de imagem, atores famosos de novelas, da Broadway.

A Lei Rouanet representa 80% do dinheiro que temos de fomentar a cultura. Isso não é só neoliberal, isso é um escândalo. Um ministro da Inglaterra quando viu os dados, disse que até lá seria impossível dar dinheiro público para construir a imagem das empresas. Isso é perverso. Boa parte do Norte do Brasil tem retorno de 0%. No Nordeste, por causa de Pernambuco e Bahia, 4%. Em Minas, 10%. No Rio e São Paulo, 80%. E aqui dentro, das capitais, são sempre os mesmos, 60% dos investimentos. (…)

03Tem instituições que pegam R$ 90 milhões, R$ 60 milhões, e não tem como proibir, porque ela foi criada na época do governo Collor, que queria privatizar os recursos públicos. Nós vamos mudar a lei para o Pró-Cultura, onde o dinheiro público (dos impostos) vão para um fundo público (movido por editais aos projetos artísticos). (…) Esperamos mudar a lei este ano, muitos senadores foram a favor da mudança. (…) Mas há no Brasil uma onda reacionária, que quer retroceder a política e que precisamos nos mobilizar.

22) Tarcísio de Andrade: O MinC defende que a gratuidade do transporte público pode fomentar o acesso à cultura?

23) Rodrigo Marcondes: Como iniciar o Sistema e Plano Municipal de Cultura.

[As duas propostas não foram contempladas em nenhum argumento]

*Lincoln Spada

Agenda: Orquestra em Santos, teatro de rua e cinema

Quem comparecer neste sábado (9), às 20h, na Cinemateca de Santos (Rua Ministro Xavier de Toledo, 42, Campo Grande) pode assistir gratuitamente o premiado filme ‘Danton: O Processo da Revolução’, dentro da ‘Mostra de Cinema Político’. Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa.

O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerada um ato rebelde. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado. Apoio: Vídeo Paradiso. Classificação: 12 anos. Informações: tel. 3251-1613.

Festival Sesc Melhores Filmes 2015

01A itinerância do ‘Festival Sesc Melhores Filmes 2015’ segue no Cine Roxy 4, do Shopping Pátio Iporanga, sempre às 19h e 21h. A programação desta sexta-feira (8) traz ‘Grande Hotel Budapeste’ e ‘12 anos de escravidão’. Já no fim de semana tem ‘Pelo Malo’ e ‘O Passado’ (sábado, dia 9) e ‘Mommy’ e ‘Boywood’ (domingo, dia 10). Ingressos custam R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Comerciários com carteirinha do Sesc pagam R$ 3,50. Venda na bilheteria do Roxy 4 (Av. Ana Costa, 465, Gonzaga).

Tocando Santos

A Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo faz concerto domingo (10), às 18h, no Teatro do Sesc (Av. Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). A apresentação integra a 21ª edição do Projeto ‘Tocando Santos’. Os ingressos custam de R$ 5,00 a R$ 17,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do Sesc (enquanto houver disponibilidade). Iniciativa: Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Sesc-SP, Subsecretaria do Desenvolvimento Metropolitano e Secretaria de Cultura do Estado em parceria com a Prefeitura de Santos, Sabesp, Associação dos Artistas e Sistema A Tribuna de Comunicação. Informações: tel. 3278-9800.

Trupe Olho da Rua

03O espetáculo circense ‘Bufonarias II’, da Trupe Olho da Rua, é exibido sábado (9), na Fonte do Sapo (orla da Aparecida), às 16h30, e domingo (10), na Feirarte em frente ao Sesc, no mesmo horário. A montagem narra as aventuras de quatro palhaços: Fusquinha, Tangará, Farofa Fofa e Fraquinho Fortes, que entre muitas confusões ressaltam,  através da  incoerência  dos palhaços, a  importância da amizade. No elenco estrão João Paulo Pires, Caio Martinez Pacheco, Raquel Rollo e Victor Fortes. Classificação: livre.

Turma da Mônica

Os personagens Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento apresentam o show ‘Turma da Mônica’ neste sábado (9) e domingo (10), com sessões às 15h e 18h, no Teatro Coliseu. No palco, mostram esquetes engraçadas, dinâmicas, lúdicas e interativas através de suas músicas mais conhecidas, todas com arranjos novos. Ingressos custam de R$ 60,00 a R$ 100,00. Venda na bilheteria do Teatro, das 12h às 17h; no telefone 4003-1212; ou pelo site http://www.ingressorapido.com.br.

 *Prefeitura de Santos