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Novo romance de Manoel Herzog é lançado na Realejo

Informações da Companhia das Letras

Do selo Alfaguara da Companhia das Letras, o romance ‘A Jaca do Cemitério é Mais Doce’ será lançado nesta sexta-feira (dia 6), às 19h, na Livraria Realejo (Av. Marechal Deodoro, 2/Santos). O livro é uma publicação de Manoel Hezog, escritor desde 1987, já tendo lançado ‘Companhia Brasileira de Alquimia’ e ‘A Comédia de Alissia Bloom’, respectivamente semifinalista do Prêmio Portugal Telecom 2014 e 3º lugar do Jabuti de Poesia.

> Acesse a trechos de ‘A Jaca do Cemitério é mais doce’

Santiago, filho único, cresceu na periferia do mundo. Sofreu na adolescência, nunca conseguiu se encaixar. Odiava a discoteca, a música dos Bee Gees. Finalmente, aos 21, entendeu que as mulheres não consideram um homem que não dance. Matriculou-se no curso de dança de salão e aprendeu que o homem, uma vez na pista, se move apenas da cintura para baixo.

Entre suas saídas e seu trabalho massacrante na indústria, ele se apaixona por Natércia, que estudara com ele no colégio. Ela nunca lhe dera atenção, mas agora, vendo-o conhecedor dos segredos do samba de gafieira, deixa que Santiago se aproxime. A relação dos dois, apaixonada no início, doentia no final, é o fio condutor deste romance brilhante, cômico e incomum.

A voz de Manoel Herzog remete a clássicos da literatura brasileira, e parte em busca de transformação na forma de contar uma história. Nasceu em Santos, São Paulo, em 1964. Criado na cidade de Cubatão, trabalhou na indústria química e formou-se em Direito. Estreou na literatura em 1987 com os poemas de Brincadeira Surrealista.

 

Alessandro Atanes media oficina de criação literária gratuita em janeiro

Por Alessandro Atanes | Foto: Realejo Livros

Na segunda série de encontros da Rede de formação de Leitores na Baixada Santista, promovida pela livraria e editora Realejo, o jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes estará à frente da oficina de criação literária “Da memória à ficção – A cidade como ferramenta narrativa”, que acontece de 14 de janeiro a 4 de fevereiro, sempre aos sábados, às 19 horas. As inscrições podem ser feitas na própria Realejo (Av. Mal. Deodoro, 2) ou marechal@realejolivros.com.br.

O objetivo é fazer com que cada participante elabore ao longo dos quatro encontros pelo menos um texto poético ou ficcional tendo a memória pessoal como base, um conteúdo que já conhecido, com começo, meio e fim já estabelecidos. Assim, os participantes poderão voltar sua atenção e esforços para o tratamento textual e opções narrativas.

Isso acontecerá da seguinte forma: a trama da memória evocada terá de ser adaptada a outro local, de caráter público e típico da cidade, por meio do aproveitamento das sugestões narrativas que cada local oferece. Assim, para fim dos exercícios, foram escolhidos como “locais narrativos” o Porto, os prédios tortos, os canais e o estádio da Vila Belmiro.

Ao explorar as sugestões narrativas oferecidas pelos locais indicados, busca-se compor um texto que seja algo mais do que a expressão dos sentimentos relacionados àquela memória e que se desenvolva em uma trama que avance por escolhas e decisões, inclusive a adoção de acidentes e acasos que o próprio deslocamento irá proporcionar.

É nessa diferença e nos obstáculos entre o lembrado e o inventado que os participantes receberão orientação para melhor desenvolver a narrativa (épica, suspense, história de amor) e a expressão literária. A sugestão é levar a memória para passear pelos “bosques da ficção”, na expressão de Umberto Eco.

 

Ciclo ‘Literatura e Mulheres’ às quintas-feiras na Realejo Livros

Com informações de BoqNews e Realejo Livros

Um passeio por romances históricos, contos, poesia e autobiografias escrita por mulheres que apresentam uma perspectiva feminina e feminista de interpretar o mundo. Este é convite do encontro Literatura e Mulheres que acontecerá nas próximas quatro quintas-feiras. Mediado por Lia Rangel, jornalista multimídia, feminista, gestora cultural e articuladora de grupos de mulheres. Na Livraria Realejo (R. Marechal Deodoro, 2/Santos), às quintas-feiras, às 19 horas, nos dias 17 e 24 de novembro; e 1º e 8 de dezembro. Gratuito. Levar um livro para trocar.

17/nov | Não foi bem assim…

Romances históricos dão vida a protagonistas femininas e feministas que atravessam episódios reais da história universal trazendo um visão diferente daquela contada pelas fontes oficiais. Leituras sugeridas: “A Tenda Vermelha” (de Anita Diamont), “Defeito de Cor” (de Ana Maria Gonçalves), “A Mulher Habitata” (de Gioconda Belli).

24/nov | Contos de fadas que não são da carochinha

Um passeio pelos contos reunidos por Clarisse Pinkola Estés, em Mulheres que Correm com Lobos. A escritora e terapeuta junguiana estadunidense traz à tona o arquétipo da Mulher Selvagem presente nos contos de fada para provocar nas mulheres contemporânea uma reflexão sobre a necessidade de (re)conexão com nossa essência feminina para o enfrentamento do “desmatamento psíquico” e a solidão social das mulheres dos tempos atuais.

1/dez | Autobiografias: amores, dores e o legado das escritoras ao libertarem suas próprias histórias

Anais Nin, Simone de Bovoaire, Carolina Maria de Jesus. Diários proibidos e a coragem de expor suas vidas para enfrentar o machismo na literatura e no dia-a-dia.

8/dez | Narrativas de mulheres negras

Uma conversa com a escritora e jornalista Bianca Santana (Quando me descobri Negra) e a professora e rapper Preta Rara (Audácia, Eu empregada Doméstica) sobre os desafio de se assumir mulher negra.

Entrevista: ‘A Tarrafa Literária está bem inserida no circuito de festivais’, afirma Tahan

Por Lincoln Spada | Foto: Marcus Cabaleiro (capa) e José Luiz Tahan (demais imagens)

Com objetivo de evidenciar a literatura e conquistar novos leitores, aproximando-os de escritores de renome nacional e internacional, a Tarrafa Literária completou a sua oitava edição em setembro de 2016. Entre os dias 21 e 25, o Teatro Guarany e o Sesc Santos receberam a programação gratuita do evento realizado pela Editora Realejo.

a4Ao todo, foram dez mesas de debates, além de atrações infantis e um espetáculo de abertura, protagonizado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão e sua filha, a cantora Rita Gullo. A autora Maria Valéria Rezende, a cartunista Laerte, o editor Mino Carta, o apresentador Paulo Henrique Amorim, o cronista Gregório Duviviver foram alguns dos convidados deste ano.

Em entrevista virtual à Revista Relevo, o idealizador e diretor do festival, José Luiz Tahan, aborda sobre o panorama do evento que compõe o calendário Setembro Criativo em Santos.

Com oito edições, a Tarrafa Literária praticamente consolidou seu formato e público em Santos. Como ela é analisada dentro do panorama estadual ou nacional dos festivais literários?

a8Bom, acredito que essa resposta vem de outros, de fora, mas vamos lá: estamos avaliados e aprovados em veículos do Brasil inteiro, além de termos uma parceria institucional de longa data junto ao Governo do Estado de SP. Estamos bem inseridos no circuito brasileiro de festivais de literatura.

Praticamente se convencionou que o festival perdure cinco dias, iniciando com show, seguindo em torno de 10 mesas no Guarany e com programação infantil, voltada à contação e teatro. Existe vontade de estender a Tarrafa para outros palcos ou com outras linguagens artísticas?

A nossa linguagem é por e pela literatura, apesar de abordarmos muitos segmentos dentro da ficção e da não-ficção tendo um evento múltiplo e de assuntos amplos. A literatura e o livro é um suporte rico e consagrado, podendo sim dar margem desde à música associada e por que não ao teatro? Quando nascido de uma obra literária, essas fusões podem acontecer no futuro.

Este ano, foi inegável que a partir de questões do público ou os próprios autores convidados, parte das mesas abordassem o impeachment e consequências. Até que ponto você vê que a crise político-econômica afeta no processo criativo e na produção de livros no País?

a6O mundo que nos cerca claramente nos atinge, se estamos falando de escritores e pensadores, é claro que vão repercutir e abordar conflitos, seja na sua arte, seja na sua rotina. Alguns devolvem de uma forma mais crítica, outros mais bem humorada, isso é importante, é a história que vivemos.

Noutras vezes, muito se comentava sobre o orçamento do festival, proporcionado em grande parte via incentivo fiscal. Em 2015, o evento contou com metade do patrocínio de 2014. Este ano, houve um orçamento ainda mais reduzido? E como você observa a demonização cada vez mais crescente da Lei Rouanet?

Festivais ou projetos que buscam incentivos de leis sempre tem seus desafios renovados ano a ano, nunca se tem vida fácil. Mas o que você comenta é parte do total, nós não temos a renúncia fiscal como a grande parte que viabiliza o evento, temos mais da metade dos recursos do total vindos de outros apoios, via verba direta mesmo, decidida pelas empresas, instituições ou pessoas que acreditam no evento.

Esse ano, apesar do clima adverso, tivemos bons resultados e discordo de você quanto a demonização da Rouanet, o que houve foram investigações e buscas em cima de produtores desonestos, aliás, que existem em todos os campos da sociedade, os desonestos tem que ser combatidos. A lei Rouanet é bem interessante, e séria, feita também por gente comprometida, de valor.

Victor Nóvoa oferece oficina de dramaturgia na Vila do Teatro

O premiado dramaturgo santista Victor Nóvoa oferecerá uma oficina para artistas e escritores da Baixada Santista, que propõe uma análise e discussão aprofundadas dos textos dramatúrgicos que os participantes já escreveram anteriormente, para oferecer um olhar diversificado sobre a sua obra. E possa assim explorar potencialidades que o seu texto já possui ou encontrar novos vetores para seus textos.

A oficina será às segundas-feiras, de 13 de abril a 19 de maio, das 19 às 22 horas, na Vila do Teatro (Praça dos Andradas/Santos). A oficina oferece 20 vagas que serão preenchidas pelos primeiros inscritos. As inscrições e informações por email: victornovoa39@hotmail.com.

Além destas discussões, vídeos de montagens contemporâneas juntamente com a leitura de textos clássicos complementarão as discussões e práticas da oficina, propondo uma troca de experiência entre artistas que visa a formação de um núcleo de discussão dramatúrgica na baixada santista.

Um dos encontros desta oficina será com Alexandre Dal Farra, dramaturgo vencedor do prêmio Shell, que falará sobre o seu processo de criação dramatúrgica. “Santos tem tradição de autores consagrados e sei que tem muito artista escrevendo textos potentes na região, minha vontade é que esta oficina gere um núcleo estável de discussão de dramaturgia.”,diz Victor Nóvoa sobre a oficina. 02

Victor Nóvoa é formado em artes cênicas pela USP e tem diversos textos dramatúrgicos que foram encenados por diretores de renome no cenário teatral brasileiro: Rogério Tarifa, Domingos Montagner, Vinícius Torres Machado e Gabriella Argento são alguns dos diretores que trabalharam com seus textos.

Recentemente lançou seu livro ‘Condomínio Nova Era’ na livraria Realejo e teve seu texto ‘Quarenta peças’ premiado no Concurso Dramaturgias Urgentes do Centro Cultural do Banco do Brasil, recebendo uma leitura dramática do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Atualmente é Coordenador do curso de Artes Cênicas na Universidade Nove de Julho e escreve seu novo texto ‘Verniz náutico para tufos de cabelo’ que será encenado por Paulo Celestino do Grupo XIX.

A Vila do Teatro é um espaço de ocupação cultural feita pelos grupos Trupe Olho da Rua e Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses de Santos e atualmente está com oficinas de teatro de rua as quartas feiras e circo as quintas ambas as 19hs ainda com inscrições abertas.Todo último domingo do mês acontece o já tradicional “Sarau da Vila”, com programação plural de artistas de todo estado e região e com um tema diferente a cada edição. *Victor Nóvoa

Realejo Livros lança ‘Quando os mudos conversam’, de Marcus Vinicius Batista

O livro de crônicas Quando os mudos conversam, do jornalista e professor da faculdade de Jornalismo da Universidade Santa Cecília, Marcus Vinicius Batista, será lançado no sábado (13), a partir das 18 horas, na Realejo Livros (Av. Mal. Deodoro, 2/Santos).

01Para lançar o livro, o jornalista recorreu a um financiamento coletivo (crowdfunding), feita no site Kickante, um dos maiores do setor. A campanha obteve êxito em apenas 60 dias e ultrapassou em 13% a meta, arrecadando a quantia de R$ 12.380,00. Foram 152 doadores, sendo quatro empresas da cidade de Santos. O exemplar custará R$ 34,90.

Segundo Marcus Vinicius Batista, o livro é a tentativa de desenhar histórias que podem nos servir de espelho, de como todos, anônimos ou não, temos uma vida a ser compartilhada. “O livro é, acima de tudo, um pedaço de mim mesmo. É a radiografia de caminhos, meus e de outras pessoas, que inevitavelmente me transformaram no escritor que sou hoje, diferente do que serei na próxima crônica a ser escrita”, explicou o autor de Quando os mudos conversam.

*Santa Portal