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André Abujamra levará as águas de ‘Omindá’ para o Sesc Santos

Sesc Santos

A ousadia sempre fez parte dos mais de quarenta anos de carreira de André Abujamra. ‘Omindá – A União das Almas do Mundo Pelas Águas’ lançado em março de 2018 – não foge a isso. Em tempos tecnológicos onde as fronteiras se tornam inexistentes, mas as barreiras mentais ainda nos impedem de viver em união, André Abujamra busca inspiração nas águas – que também não conhecem fronteiras.

Em 16/fev, às 20h, com ingressos de R$ 7,50 a R$ 25, ‘Omindá’ chega, em versão reduzida, mas não menos impactante, ao Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136/Santos). André (guitarra, percussão e voz) será acompanhado por Mano Bap (baixo), Maurício Badé e Ari Colares (percussão) e Eron Guarnieri (piano). Assim como na estreia da turnê, o show traz imagens captadas durante as viagens de Abujamra pelo mundo – o documentário produzido nas gravações das faixas que compõem sua trilha, em coautoria com os músicos com quem trabalhou em sua viagem, estreou na 42ª Mostra de Cinema Internacional de SP.

O repertório do show traz as 15 faixas do disco, como a que dá nome ao disco, “Omindá”, e outras como “O Mar”, “Real Grandeza”, “Barulhinho” e “Povo Bonito” – compostas por André – além de parcerias dele com Xis, Theo Werneck e Oki Dub (“Leviatan”) e Mauricio Pereira, Mintcho Garramone, Anelis Assumpção e Martim Buscaglia (“Xangô”), e outras.

O trabalho pode ser encontrado em CD, vinil e nas plataformas digitais e reúne artistas convidados de diversos lugares do globo, dos Estados Unidos ao Japão, passando por Rússia, Índia, Bulgária, Jordânia, entre muitos outros, que acrescentam à música de André sons de seus próprios territórios. Resultado de 11 anos de trabalho e de muitas viagens, o álbum foi lançado em 22/mar (Dia Mundial da Água), seguido pelos shows com artistas, como o percussionista Marcos Suzano e a Trupe Chá de Boldo.

Além dos artistas internacionais, como a The City of Praga Philharmonic Orchestra (República Checa), o tradicional coro The Mystery of the Bulgarian Voices (Bulgária), Zaza Fournier (França), Ballaké Sissoko (Mali), Maria de Medeiros (Portugal), Sasha Vista (Rússia), Oki Kano (Japão), Perota Chingó – Julia Ortiz e Dolores Aguirre (Argentina), Rishab Prasanna e Sharat Srivastava (India), participam do disco artistas brasileiros como o percussionista Marcos Suzano, o violeiro Ricardo Vignini, a Trupe Chá de Boldo, o companheiro de André n’Os Mulheres Negras, Maurício Pereira, Ritchie, Paulinho Moska, entre muitos outros.

Lavando a alma

‘Omindá’ em Yoruba é a junção das palavras Omin (água) e Da (alma). O significado reflete o objetivo do projeto: ser uma grande celebração da diversidade e da comunhão pela arte. O encontro artístico de André Abujamra com estes artistas de várias partes do mundo, convivendo com culturas, tradições, musicalidades e traçando conexões com o Brasil e o exterior como parte fundamental da trajetória do artista. Que a arte sirva de elo e laço para construção deste encontro de almas. Seguindo sempre uma linguagem original e ousada, Abujamra seguirá pelo mesmo caminho inovador de seus trabalhos anteriores (Infinito de Pé, Retransformafrikando, Mafaro e Homem Bruxa), onde mistura cinema, música, teatro e tecnologia.

 

Sesc Santos apresenta musical em homenagem aos 90 anos de Suassuna

Por Corina de Assis e Felipe Veiga
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Dias 19 e 20 de outubro, o Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136) recebe em seu Teatro o espetáculo musical ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, uma homenagem da cia. Barca dos Corações Partidos a Ariano Suassuna, que completaria 90 anos, em 2017. As apresentações serão na quinta-feira dia 19 de outubro às 21h, e sexta-feira dia 20 de outubro às 19h. Ingressos de R$ 6 a R$ 20.
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‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
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Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo.
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Desta forma, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares. Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos.
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‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora. A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada.
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Origem do Grupo
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O grupo se formou no processo de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque (‘Ópera do Malandro’, 2014), ambos com direção de João Falcão. Chico César, Braulio Tavares e Luís Carlos Vasconcelos assistiram aos três trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada.
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O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
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Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
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Homenagem não-biográfica
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O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
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A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto.
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A maioria das letras ficou a cargo de Bráulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.

Orquestra de Músicos das Ruas de SP dão o tom em Santos

Por Corina Assis e Felipe Veiga

Neste domingo (15/out), às 18h, no Teatro do Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136), acontece a sessão gratuita da apresentação Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo. Trata-se de ‘Não vendemos fiado!’, novo espetáculo musical da orquestra com composições inéditas.

Ainda em 2007, o próprio Sesc lançou o CD ‘Neurópolis’, com o mesmo coletivo musical. Agora é uma nova etapa de sonoridades no trabalho da Orquestra de Músicos das Ruas que incorpora uma nova dinâmica urbana que de alguns anos abriu espaço e vem valorizando os músicos de rua.

Uma orquestra bastante original, formada desde músicos anônimos que atuam nas ruas de São Paulo até músicos vindos de comunidades de imigrantes importantes na história da cidade de São Paulo e que ainda praticam suas tradições musicais com melodias e instrumentos típicos como japoneses, paraguaios, bolivianos, nordestinos, etc.

 

 

Circuito LABxS é lançado nesta quinta-feira no Sesc Santos; saiba mais

Por Rodrigo Savazoni

O Circuito LABxS, um festival colaborativo de inovação cidadã promovido pelo Instituto Procomum, será lançado na próxima quinta-feira (2/mar), no Auditório do SESC-Santos (R. Cons. Ribas, 136). A atividade tem início às 18h30 e será seguida de uma confraternização. Na ocasião, os 13 projetos selecionados por meio da chamada pública irão apresentar suas ações e atividades. Também convidamos a comparecer os demais proponentes dos 127 projetos inscritos.

>> Conheça os 13 projetos contemplados pelo edital

A data marca, por fim, o lançamento do catálogo do Circuito LABxS, reunindo toda a programação que ocorrerá entre 3 de março e 30 de abril. A seleção foi feita por um júri especializado e os contemplados receberam uma microbolsa de R$ 1,2 mil.

As ações e iniciativas afirmam a nossa diversidade de gênero, racial e território e são uma demonstração da potente rede de inovadores que existe na LABxS. Todas as atividades são gratuitas, abertas ao público e buscam fomentar o bem o comum.

Instituto Procomum

O Instituto Procomum (IP) é uma organização da sociedade civil com sedes em Santos e São Paulo e que atua nacional e internacionalmente. Somos uma plataforma de ações, metodologias e conhecimento em torno da temática dos bens comuns, da cultura livre e da inovação cidadã.

Partimos da cultura e da arte para produzir transformações políticas e sociais, através das diferentes tecnologias disponíveis, em especial as de comunicação e informação. Trabalhamos, em todos os nossos projetos, por uma sociedade mais aberta, livre e colaborativa.

 

Big Up dá o ritmo pela primeira vez em Santos

Por Sesc Santos

A banda Big Up se apresenta pela primeira vez em Santos no próximo dia 19 (quinta-feira), às 21h, no Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136). A entrada é franca. A banda pertence à cena musical da zona sul de São Paulo, onde brotou com força, nos últimos anos, uma verdadeira usina criativa, dando passagem a vários grupos musicais que realizam uma verdadeira fusion entre vários estilos, como reggae, rap, rock e MPB.

Big Up foi formada em 2015 por Gabriel Geraissati (guitarra, arranjos, programação e vocal), Lucas Pierro e Ras Grilo (ambos vocais), que, a partir da necessidade vital de fazer música, montaram o próprio Home Studio, de onde saiu o primeiro EP, intitulado ‘’GUIA’’. Lançado no começo de 2016 com 5 faixas autorais, dentre elas o single ‘’Xangô’’, e a faixa “Treta”, verdadeiro manifesto local, gravada com a Banda Gueto Organizado.

O show apresenta as músicas do EP “Guia”, também lançado em 2016, e faz uma tour por toda a produção musical da banda, que aliás é frenética. Dessa forma, os garotos também apresentam, em primeira mão, as músicas do segundo EP “Eleva”, cujo clipe, publicado no canal da banda no youtube atingiu 8.000 visualizações em 5 dias. O show conta ainda com a participação especial de Max. B.O.

 

Querô e Sesc realizam Encontro Cinematográfico com Caio Gullane nesta sexta

Por Ivan De Stefano

Nesta sexta-feira (25/11) tem mais um Encontro Cinematográfico no Sesc Santos (R. Conselheiro Ribas, 136/Santos), em parceria com o Instituto Querô, trazendo personalidades do audiovisual para a região. Desta vez, o cineasta Caio Gullane vem a Santos para exibir o filme “Até Que a Sorte Nos Separe 3”, terceiro e último filme da franquia brasileira de comédia produzida pela Gullane. O Encontro será das 18h às 21h, com exibição do filme seguida de bate-papo com o produtor. A entrada é gratuita.

Formado em Cinema, Caio Gullane atua como Produtor Executivo a mais de 20 anos em inúmeras produções audiovisuais. Ao lado do irmão Fabiano Gullane, fundou sua produtora Gullane em 1996, tendo produzido mais de 30 filmes que foram sucesso de público e crítica, além de séries, especiais e documentários para TV. Especialista em planejamento e estratégia de produção, foi Diretor do Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo entre 2006 e 2008 e membro do Ecine – Escritório de Cinema da Cidade de São Paulo. Atualmente é Conselheiro da Academia Brasileira de Cinema.

O filme

Lançado em 2015, tem direção de Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o longa-metragem traz os atores Leandro Hassum (Tino), Camila Morgado (Jane), Kiko Mascarenhas (Amauri), Júlia Dalávia (Teté), Emanuelle Araújo (Malu do Carmo), Bruno Gissoni (Tom) e Ailton Graça (Adelson). Na história, após perder a herança da família em Las Vegas, falido, Tino tem que se virar para conseguir dinheiro e começa a vender biscoitos na rua, até que é atropelado pelo filho de um milionário, que se apaixona por sua filha Teté (Júlia Dalávia). O pai do rapaz lhe oferece trabalho na corretora para que ele possa pagar pelo casamento da filha e no exercício de suas novas funções, Tino leva à falência a maior empresa do Brasil, mergulhando o país em uma grande crise financeira.

Liniker e os Caramelows apresentam o disco de estreia ‘Remonta’ em Santos

Por Sesc Santos

Era um trabalho despretensioso, gravado ao vivo na sala de um dos integrantes, apenas três faixas, sem firulas, mas com afeto. Por isso, o EP de estreia de Liniker e os Caramelows – lançado no YouTube em outubro de 2015 – foi chamado de Cru. A resposta do público foi inesperada. Milhões de visualizações nos vídeos das músicas Caeu, Louise du Brésil e Zero levaram a banda formada em Araraquara para uma turnê extensa.

Foram mais de 80 shows em apenas oito meses. Passado este primeiro momento, o grupo entrou no Red Bull Studios São Paulo para registrar o seu primeiro disco: Remonta. No Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136), seu show será no dia 5 de novembro (sábado), às 21h, com ingressos de R$ 5 a R$ 17.

Produzido por Marcio Arantes, o trabalho traz as conhecidas faixas do EP de estreia (e outras já cantadas nos shows) com uma nova roupagem, como se elas tivessem sido, de fato, remontadas. Além disso, quatro músicas inéditas foram gravadas. É o caso de BoxOkê, que foi registrada com a rapper Tássia Reis e a banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas. Mais nomes enriquecem a ficha técnica de Remonta. Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz e As Bahias e a Cozinha Mineira foram alguns dos artistas que passaram pelo estúdio para fazer participações especiais.

Todas as letras do disco são de autoria da cantora e compositora Liniker, enquanto a parte musical foi pensada em conjunto por Marcio Arantes e o grupo Caramelows – formado por Rafael Barone (baixo), William Zaharanszki (guitarra), Pericles Zuanon (bateria), Márcio Bortoloti (trompete) e Renata Éssis (backing vocal).