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Em seu 6º aniversário, Orquestra na Rua celebra o Natal

Por Secult Santos

A magia do Natal será celebrada na última apresentação de 2018 da Orquestra na Rua. O projeto, que celebra 6 anos de atividades, reúne musicistas clássicos de várias partes do País no Concerto Especial de Natal, que ocorre gratuitamente na Praça do Surfista, na orla do José Menino, neste sábado (22), às 18h.

No repertório estão clássicos como ‘Jingle Bells’ e ‘Silent Night’; eruditas como ‘Ave Verum Corpus’ e ‘Ode à Alegria’; e populares, o caso de ‘La Vien Rose’. Os musicistas interessados em fazer parte da apresentação podem fazer cadastro no link https://goo.gl/ETEmcZ e comparecer no dia e horário comunicado pela produção. Devem estar munidos de seu instrumento.

A Orquestra na Rua oferece estantes, partituras e cadeiras, além de fornecer lanches. Idealizado pelos músicos Caio Forster, Leonardo Mallet e Matheus Bellini, tem como objetivo difundir a música clássica de forma mais popular.

O projeto monta uma orquestra de cordas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos) de forma abrangente, aberta a quem tiver experiência e quiser participar. Os músicos se encontram, formam o grupo, ensaiam e se apresentam. Tudo isso em um período de aproximadamente 6 horas, ao ar livre.

 

Sesc Santos debate ‘A Rua é o Palco’ no próximo sábado

Por Corina de Assis e Felipe Veiga
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A rua é um espaço público e democrático de relações sociais e experiências, ou, ao menos, deveria ser. É a partir deste tema que acontece o debate ‘A rua é o palco’, neste sábado, às 15h, no auditório do Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136/Santos). A iniciativa conta com a presença da Orquestra na Rua, Orquestra de Músicos de Rua de São Paulo, Tango na Rua, Trupe Olho da Rua e Jonny Walker.
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Artistas das mais variadas linguagens, numa ação que pode ser considerada uma forma de ativismo, ocupam as ruas divindo sua arte com o público, ressignificando espaços e questionando a “ordem estabelecida das coisas”. A instituicionalização ou a repressão são reações com as quais esses artistas e a sociedade tem que lidar.
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Qual o caminho que as instituições e os poderes públicos tem escolhido para  lidar com isso? Como o público e os artistas se relacionam com essa prática/linguagem? Serão essas questões a serem partilhadas em diferentes perspectivas no debate cultural.

Orquestra na Rua realização edição pocket no Emissário Submarino

Por Orquestra na Rua

Uma edição pocket do projeto Orquestra na Rua acontece neste sábado (dia 21), encontrando os músicos às 17h, e, depois, realizando o concerto gratuito, às 18h, no Parque Roberto Mário Santini (Emissário Submarino).

Trata-se de um concerto em formato reduzido da Maratona Cultural e com uma dinâmica bem mais curta, uma alternativa para podermos realizar apresentações a custo zero, sem depender de apoio financeiro para a produção.

No repertório: ‘Santos Poema’, ‘Korobeiniki’, ‘Beauty And The Beast’, ‘Over The Rainbow’, ‘All I Ask Of You’, ‘Ave Verum Corpus’, ‘Carinhoso’, ‘Gaúcho’, ‘O Que Será?’, ‘Trem Das Onze’ e ‘Asa Branca’.

 

#PraçaDosArtistas: Versões da PM, Polícia Civil e Ouvidoria divergem sobre ação contra teatro

Por Lincoln Spada

Em audiência pública, o comandante regional da Polícia Militar, coronel Ricardo Teixeira de Jesus, garantiu que não foi uma ordem geral do comando em intervir no teatro de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, em 30 de outubro na Praça dos Andradas – popularmente, Praça dos Artistas. Mas descartou a maioria das versões apresentadas na mídia naquele dia. A audiência ocorreu na última terça (dia 13), na Câmara dos Vereadores de Santos.

> Entenda o contexto do ato da PM
> Casos de desrespeito à bandeira?

O coronel da PM afirma que se inteirou do tema desde a madrugada de domingo para segunda-feira, observando reportagens, vídeos que circulam nas redes sociais e depoimentos sobre a ação da PM contra a companhia cênica. Há um acompanhamento tanto para ver se houve abuso de autoridade dos policiais, como também se existiu crime na peça teatral. Entretanto, segundo relatórios, ele já adianta que o tema da peça não foi a causa inicial para tal intervenção, ao contrário do que a Polícia Civil informou à UOL.

Já que o levantamento da PM não aponta o tema cênico como primeiro fator para interromper o teatro, uma conclusão é de que os policiais já apontavam como única razão as bandeiras invertidas no cenário. Assim, Ricardo Teixeira refuta a versão apresentada pelos artistas e espectadores, entre eles, o jornalista Marcus Vinícius Batista, que testemunhou na imprensa que os agentes diziam durante o ato também não saber o porquê de agirem contra o grupo teatral.

Na Câmara, o coronel demonstrou respeito, mas já que continuam as apurações, não concordou com a posição do Ouvidor das Polícias, Julio Cesar Fernandes Neves. Em entrevista à TV Cultura, Julio Cesar negou o boletim de ocorrência que apontava resistência ou desacato, a ponto dos policiais precisarem algemar o diretor teatral e conselheiro municipal de cultura Caio Martinez Pacheco. O coronel também descarta a versão dos bastidores políticos, de que a motivação do ato foi um trote de policiais à tenente responsável pelo grupo de viaturas no dia.

Ainda, Ricardo Teixeira apresentou o fato de que a PM mantém viaturas para segurança preventiva na Praça dos Andradas desde meados de 2016. Embora reconheça que policiais já possam ter assistido à ‘Blitz’ na mesma praça, ele não fez juízo de valores se houve alguma prevaricação, pois os agentes públicos não tomaram medidas anteriormente, já que a peça está em cartaz no mesmo local desde setembro de 2015. A sindicância da PM sobre o caso deve ser concluída na primeira semana de janeiro de 2017.

A audiência

A audiência foi dirigida pela Comissão Permanente em Defesa dos Direitos da Cidadania e dos Direitos Humanos, com a presença dos vereadores Douglas Gonçalves (DEM) e Evaldo Stanislau (Rede), do secretário de Cultura, Fábio Nunes, do representante da secretaria de Defesa da Cidadania, Wellington Araújo, do diretor teatral Caio Martinez Pacheco, e cerca de outros 20 participantes.

Uma grande parte da audiência foi a proposta de alterar o decreto municipal 6.889/14, que limita manifestações em lugares públicos, incluindo eventos de artistas de rua. Na mesma tarde, a Secretaria da Cultura garantiu que o decreto será revisto em janeiro junto da classe artística.