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Com Mamberti, Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão alcança Jubileu de Ouro

Por Lincoln Spada | Foto: Thaty Santana

A trajetória do homem mais importante da História do Ocidente será rememorada no Jubileu de Ouro da mais antiga encenação em atividade na Baixada Santista. Trata-se da 50ª Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão, prevista para 19/abr, às 19h, em sessão gratuita para toda a comunidade no CSU – Parque do Trabalhador (R. Salgado Filho, 249, Jd. Costa e Silva).

Quem partilhará dos holofotes com a centena de membros da comunidade será o ator santista Sérgio Mamberti, que interpretará pela primeira vez o Rei Herodes. O artista já se encantou com a montagem, ao acompanhá-lo enquanto plateia no ano anterior: “O espetáculo carrega uma força dos atores e da comunidade, o elenco tem uma presença de palco incrível. Todos estão de parabéns por esse evento”.

A direção do espetáculo será assinada por Cibelle Piacentini. A 50ª Encenação da Paixão de Cristo é uma realização da Associação Cultural Incena Brasil junto do Governo Federal via Ministério da Cidadania, com patrocínio através da Lei de Incentivo à Cultura pelo Grupo EcoRodovias pelo terceiro ano consecutivo e apoio do Instituto Embelleze e da Prefeitura Municipal de Cubatão. As artes gráficas desta edição são da artista plástica Nice Lopes.

Histórico

Criada em 1969, teve sua primeira edição realizada por um grupo de jovens ligados à Matriz. Estavam atentos em movimentar a cena artística local com a produção de um espetáculo que mobilizasse grande número de artistas e espectadores. Logo ganhou destaque, tornando-se em um evento na avenida principal. Em anos recentes, a encenação ocorre no CSU.

 

Sérgio Mamberti fará Herodes na 50ª Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão

Por Lincoln Spada | Foto: Prefeitura de Cubatão

O papel do Rei Herodes será interpretado pelo ator Sérgio Duarte Mamberti, na 50ª Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão – evento cênico mais antigo em atividade na Baixada Santista. A confirmação foi divulgada pela Associação Cultural Incena Brasil, realizadora do evento que está previsto para o dia 19/abr, às 19 horas, no CSU – Parque do Trabalhador.

A narrativa da personalidade mais cultuada na história ocidental teve início em 1969, encenada por um grupo de jovens focados em movimentar o cenário cultural da cidade. Com o apoio do então pároco, os participantes realizavam inicialmente o evento na avenida principal local, anos depois no mesmo parque CSU.

Sérgio Mamberti

Mamberti já prestigiou a encenação cubatense em 2018, quando acompanhou na plateia os 200 membros da comunidade em cena. O santista nasceu em 1939 e na área cênica é conhecido como ator e diretor teatral desde os anos 60, quando concluiu a Escola de Artes Dramáticas de SP. Estreia com ‘Antígone América’, sob direção de Antônio Abujamra e Ruth Escobar.

Nos palcos, a projeção se dá ao encenar ‘Navalha na Carne’, de Plínio Marcos, em 1967. Integra o Grupo Decisão, interpreta obras como ‘Tartuffo’ de Molière, ‘O Balcão’ de Genet e ‘Hamlet’ de Shakespeare, divide cenas com Beatriz Segall, Regina Duarte, Paulo Autran, e é laureado, entre outras homenagens, com o Mambembe, Prêmio Governador do Estado de SP e Ordem de Mérito Cultural.

Em 1976, estreia como diretor teatral em ‘Concerto nº 1 para Piano’, assinando realizações de méritos, como ‘Luar em Preto e Branco’ e ‘O Capataz de Salema’, dirigindo atores como Chico Diaz e Raul Cortez. Fora dos palcos, contribui para a revitalização do Teatro Vereda e da programação do Crowne Plaza.

Nas telonas, fez papéis em ‘O Bandido da Luz Vermelha’, de Rogério Sganzerlla (1968), ‘Toda Nudez será Castigada’ de Arnaldo Jabor (1973) e ‘A Hora da Estrela’ de Suzana Amaral (1985). Nas telinhas, entre mais de dezenas de novelas e minisséries, o irmão do saudoso Cláudio Mamberti se destacou em ‘As Pupilas do Senhor Reitor’ (1970), ‘Brilhante’ (1981), ‘Vale Tudo’ (1988) e ‘Anjo Mau’ (1998).

Nos anos 90, destacou-se também para o público infantil interpretando o Tio Victor na série ‘Castelo Rá-Tim-Bum’, de Cao Hamburger. Mamberti também passou as últimas décadas atuando no Governo Federal, sendo secretário nacional de Identidade e Diversidade Cultural (2003 a 2008), presidente da Funarte (2008 a 2011) e secretário nacional de Políticas Culturais (2011 a 2013).

 

De Arrabal, ‘A Oração’ da Cia Los Puercos em cartaz na OC Oswald de Andrade

Por Luiz Campos

A Cia Los Puercos entra em temporada com o espetáculo ‘A Oração’, de Fernando Arrabal. As sessões são gratuitas e ocorrerão de 16/jan até 14/fev, às 20 horas, na Oficina Cultural Oswald de Andrade (R. Bom Retiro, 363, Bom Retiro, São Paulo). No dia 11/mar, o espetáculo estará em cartaz no Teatro Municipal de Araxá (MG).

Em seu novo projeto, a Cia. Los Puercos, mergulha novamente no universo absurdo, apenas na dramaturgia, de Fernando Arrabal. Tendo já trabalhado fragmentos do texto Fando&Lis no espetáculo As mulheres do guarda-chuva perdidas numa noite suja (2015), aprofundam-se nas pesquisas dessa mesma linhagem agora dando a vez com o texto ‘A Oração’ (Oraison), que por sua vez foi escrito em 1957 e montada em teatros do mundo inteiro.

A escolha deu-se pelo período atual conturbado que enfrentamos, visto a atemporalidade do texto que muito nos remete as decisões políticas baseadas na religiosidade em um Estado laico, e pelo nosso ofício que nos permite usar a arte como instrumento de luta e resistência. Arrabal critica minuciosamente e com uma genialidade inefável tornando assim impossível passar despercebido por um texto que escancara tanto nossas questões sociais.

No enredo, o descobrimento da Bíblia, até então desconhecidos para as personagens de Arrabal em A Oração, fazem com que trilhem caminhos sinuosos onde a salvação de todos os pecados é também o maior obstáculo. Em contrapartida ao livro sagrado, suas questões esbarram no recente passado e no miserável presente. O livro é a esperança e a contradição, pois percebem que nada do que viveram foi digno perante as leis cristãs. Um diálogo que envolve os princípios humanos e suas falhas, mas acima de tudo o obstáculo que somos em nosso próprio caminho.

“Arrabal apoiou desde o início a apresentação do seu espetáculo pela Cia. Los Puercos. Nos dando não só os direitos de montagem no Brasil deste espetáculo, mas também, divulgando em suas redes sociais todo material deste espetáculo. Já Sérgio Mamberti colabora com espetáculo emprestando sua voz e o Gregório Duvivier cede uma de suas crônicas para colocarmos no espetáculo”, comenta o diretor Luiz Campos.

Ficha Técnica
Texto: Fernando Arrabal
Crônica: Gregório Duvivier
Direção: Luiz Campos
Voz (em off): Sérgio Mamberti
Elenco: Giovanna Marcomini – Fidio; Nathalia Nigro – Lilbe
Corpo entrada: Gustavo Garcia
Cenário e figurino: Eluane Fagundes
Maquiagem: Tatiana Rangel
Iluminação: Juliana Sousa
Sonoplastia: Luiz Campos
Fotografia: Iara Marcek
Produção: Cia. Los Puercos

Pesquisador santista busca apoio para livro sobre diretor teatral Antonio Ghigonetto

O pesquisador da Unesp, o santista Luiz Campos, está buscando o apoio para publicação de seus trabalhos sobre a trajetória do diretor teatral Antonio Ghigonetto. Com interesse de algumas editoras, Luiz tentará ainda nesse ano, a publicação de seu livro e vídeo documentário relatando a carreira do diretor, com quem ele já trabalhou na última década.

A trajetória de Antonio Ghigonetto foi recuperada em âmbito acadêmico, finalizada em 2015,tornando-se fruto da monografia de Luiz Campos pela Faculdade Paulista de Artes, onde foi orientado por Alexandre Mate. Também ator e educador, Luiz deseja continuar nessa mesma linha de pesquisa (recuperação da história do teatro brasileiro) em estudos de mestrado para o próximo ano.

Luiz, pode descrever sobre a trajetória de Ghigonetto em Santos e como o conheceu?

Ghigonetto chega de São Paulo para Santos entre 2005 e 2006. Poucos souberam da trajetória e curriculo desse grande artísta. O mesmo integra como educador de oficinas teatrais pela Prefeitura de Santos no ano de 2006 e dispensado em 2009. Pela prefeitura dirigiu dois espetáculos: ‘O Testamento do Cangaceiro’ (2006) de Chico de Assis, e ‘Jorge Dan Din’ (2008) de Molière.

0Conheci e trabalhei com Antonio Ghigonetto após esse período, em 2010, e fui convidado por um grupo de artistas da cidade (Ana Maria Santana, Edson Braga, Hemiu Huszack, Bruna Berti, Ingrid Estevez etc…) para integrar no elenco do espetáculo ‘O Doente Imaginário’ de Molière. Ghigonetto, que estava parado, também foi convidado para dirigir, porém, no meio do processo de montagem, ele faleceu e a produção ficou inacabada.

Qual a relevância do trabalho de Ghigonetto para o cenário teatral?

0Antonio Ghigonetto teve importante atuação no cenário teatral brasileiro. Seus principais trabalhos foram como diretor, mas também foi ator, dramaturgo e produtor. Ele começou sua carreira na década de 50 na cidade de São Paulo. Em 1963, ainda na cidade, cria o Grupo Teatral Decisão – forte grupo cênico dos anos 60 – juntamente com Antonio Abujamra, Berta Zemel, Emilio Di Biasi, Wolney de Assis e Lauro Cesar Muniz.

Ghigonetto trabalhou e dirigiu diversos nomes de destaque no cenário teatral, foram eles: Nathalia Timberg, Barbara Heliodora, Sérgio Mamberti, Mauro Mendonça, Ruth Escobar, Lima Duarte, Nydia Licia, Paulo Goulart, Laura Cardoso, Rosa Maria Murtinho, Edney Giovenazzi, Carlos Vereza, Fulvio Stefanini entre diversos artistas. Foi o propulsor de Yara Amaral e Emilio Di Biasi além de possuir cerca de 40 espetáculos dirigidos em seu currículo.

Qual o seu objetivo ao querer desenvolver esse trabalho acadêmico de resgate da memória teatral?

A pesquisa visa recuperar a história do teatro brasileiro e paulista. Muitos jovens artistas não conhecem ou jamais conheceram Antonio Ghigonetto e outras dezenas de pessoas que tiveram relevantes contribuições para o cenário teatral brasileiro ficam esquecidas no decorrer do tempo. Ainda existem muitas coisas que se devem ter a recuperação histórica no que se refere ao teatro brasileiro. Hoje ministro palestras, afim não só de falar de Antonio Ghigonetto, mas da importância da disseminação de artistas brasileiros e da recuperação de seus feitos.

Como foi o processo de pesquisa sobre Ghigonetto?

1Essa pesquisa, além de inédita e muito elogiada por onde passa, no seu inicio em 2013 não tinha apoio algum, e, por idealização pessoal ficou até 2014 sem apoio. O renomado pesquisador e professor Alexandre Mate conheceu a pesquisa e, através dele, esta ganhou o apoio do Instituto de Artes Universidade Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e foi financiada pela concorrida bolsa entre os estudantes universitários (FAPESP), Fundo de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.

Nestes dois anos de pesquisa, entrevistei mais de 20 artistas, tais como: Laura Cardoso, Amir Haddad, Antonio Carlos Assumpção, Sérgio Mamberti, João Sgnorelli, Roney Facchini, Ary Coslov, João das Neves… Alguns deles já faleceram como: Nydia Licia e Barbara Heliodora.

*Luiz Campos/Lincoln Spada

 

Opinião: ‘Visitando o Sr. Green’, por Luiz Campos

Depois de algum tempo fora dos palcos, Sérgio Mamberti interpreta Green neste espetáculo impecável que estreou no dia 24 de abril. Visitando o Sr. Green, do dramaturgo norte americano Jeff Baron, conta a história de um solitário senhor judeu (Sr. Green) que foi vitima de um recente acidente de trânsito, e, por ordem da justiça o culpado pelo acidente (Ross Gardner), interpretado por Ricardo Gelli, presta serviços comunitários uma vez por semana durante 6 meses.

A história mescla humor refinado e momentos de emoção ao decorrer da história, abordando questões particulares como opção sexual e questões religiosas. A direção precisa é de Cássio Scapin, que há 15 anos atuou ao lado de Paulo Autran nesse mesmo texto. Com excelentes atuações, tanto de Ricardo Gelli e Sérgio Mamberti, quem não assistiu deve assistir, pois este espetáculo segura o espectador do inicio ao fim. No Teatro Jaraguá em São Paulo, este belo trabalho vai até 25 de outubro de 2015.

*Luiz Campos/Foto: Alexandre Catan

 

Com Letícia Sabatella, FESTA 57 debate lei de fomento em setembro

Reunindo o melhor do panorama teatral brasileiro, o FESTA 57 – Festival Santista de Teatro leva a dez pontos de Santos as sessões gratuitas de 32 atividades artísticas entre os dias 1º e 9 de setembro. O evento com companhias teatrais da Baixada Santista, de Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo percorre o Emissário Submarino, a Praça do Posto 2, a Fonte do Sapo, o Sesc-Santos, as ruas do Valongo, a Casa da Frontaria Azulejada, a Praça dos Andradas, o Teatro Guarany, a Vila do Teatro, o Monte Serrat e a quadra da Escola de Samba União Imperial.

Com a atriz Letícia Sabatella na abertura do FESTA 57, este ano o evento organizado pelo Movimento Teatral da Baixada Santista tem como tema o ‘Fomento’. A proposta é de que toda sua programação convide o público a refletir sobre a importância de uma lei de iniciativa popular para um Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de Santos, seguindo o modelo da capital paulista.

A iniciativa inspiradora possibilita a criação e manutenção de grupos com trabalhos continuados de pesquisa e produção artística e, ao mesmo tempo, melhorando o acesso da população ao teatro. Além das mostras nacional, estadual e regional, o festival também mantém shows, apresentações musicais, audiovisual, intervenções cênicas e rodas de conversa. Confira a programação em: fb.com/festivalsantistadeteatro e movimentoteatraldabaixadasantista.blogspot.com.

Histórico do Festival

O FESTA 57 – Festival Santista de Teatro é o festival de artes cênicas mais antigo em atividade do Brasil, reconhecido pelo Governo Federal com a Ordem do Mérito da Cultura. Criado em 1958 por Patrícia Galvão, a Pagu, o evento já despontou nomes como os dramaturgos Plínio Marcos e Carlos Soffredini, além de reunir personalidades como Regina Duarte, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Herson Capri, Bete Mendes, Leona Cavalli, Cleyde Yáconis, Ney Latorraca, Sérgio Mamberti, Nuno Leal Maia, Alexandre Borges, Jandira Martini e Rubens Ewald Filho.

FESTA 57

O festival é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista e da Secretaria de Estado da Cultura por meio do ProAC – Programa de Ação Cultural. O evento com apoio da Prefeitura de Santos e do Sesc além de parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro, Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, Rede Brasileira de Teatro de Rua, Vila do Teatro, Diário do Litoral, Escola de Samba União Imperial, Movimento Mães de Maio, Fundação Arquivo e Memória de Santos e Curta Santos.

*Lincoln Spada

 

Ícone de shows e vinis, falece o DJ e dono do Disqueria Wagner Parra

Um dos pioneiros na arte de discotecar em festas universitárias em Santos nos anos 70, um grande produtor cultural de shows e teatros nos anos 80, e mais recentemente um ícone da resistência na difusão de vinis com a Disqueria e para reabertura do Torto MPBar, o brilhante amigo Wagner Parra faleceu nas primeiras horas desta quarta-feira (dia 11). De acordo com o site de A Tribuna, ele foi levado às pressas ao hospital após passar mal no projeto Vitrolada do Torto MPBar, falecendo de parada cardíaca.

03Wagner Parra nasceu em 12 de novembro de 1962. O artista-ativista era um agregador nato, colecionando muitas iniciativas bem-sucedidas em sua carreira. Tinha uma memória enciclopédica e confessava escutar as mais diferentes canções diariamente, desde o momento que acordava até dormir. Uma fatia da memória musical de Santos parte junto de Parra.

Tudo começou no final dos anos 70, ingressou na Faculdade de Comunicação da Universidade Católica de Santos, quando começou a organizar festas universitárias e, consecutivamente, elaborar o seu acervo de discos, como também se envolver no movimento de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

A sua performance como produtor

02No início dos anos 80, produziu profissionalmente seu primeiro evento, por meio Fiasco Produções, com o espetáculo “Maria, Maria” do grupo Corpo, de Belo Horizonte. Na Baixada Santista, foi responsável pela mesma década em trazer o primeiro show dos Titãs em Santos. Ainda trouxe ao município as apresentações de Jimmy Cliff, Paralamas do Sucesso, Ritchie, e de artistas da Lira Paulistana, como Itamar Assunção e Língua de Trapo.

Com a Fiasco, levou também para a Região outros espetáculos de música, teatro, balé dança e promovia eventos com Maurice Legeard. Produzindo o Teatro Mambembe, ainda foi responsável por agitar as noites de São Paulo. Ao mesmo tempo, em 1984, também trabalhou profissionalmente em discotecas. A oportunidade foi no Café del Rei com Johny Hansn, na rua Epitácio Pessoa. Além disso, tornou-se ícone ao tocar a loja de discos e vinis, Disqueria, que funciona há mais de 30 anos em Santos.

Da Jamaica e de Cuba para o Brasil

04Por meio do trabalho, viajou para a Jamaica e Cuba, recebendo por meio do Fidel Castro centenas de LPs. Noutro país, conheceu o reggae aderindo ao ritmo latino em seus eventos junto do soul, samba rock e música black. Após essas viagens, discotecou com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque além de ser responsável pela sonoplastia de espetáculos de Suzana Vieira, Paulo Betti e Sérgio Mamberti.

Atualmente, trabalhava junto do projeto musical Futuráfrica, da iniciativa Combo Cultural no Cassino Lounge Bar e era DJ residente do Torto MPBar, onde lançou o evento semanal Vitrolada, em que convidava personalidades e artistas de Santos como DJs acidentais por uma noite. Uma entrevista na íntegra sobre Wagner Parra foi feita pelo jornalista André Azenha no site CulturalMente Santista (acesse aqui).

Homenagem: a sua setlist

Gostaria de fazê-lo uma singela homenagem. Repassar o que já lhe encantara os ouvidos: o seu amor à música. De relembrarmos a trilha sonora de seus dias, que ele vivia a compartilhar nas redes sociais para alcançar todos os amigos, convidando às suas noites no Vitrolada. Como de costume, ontem ele se dedicou a publicar a setlist abaixo.

*Lincoln Spada