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Conselho de Cultura de Cubatão abre inscrições para a sociedade civil

Por Lincoln Spada
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Estão abertas as inscrições para membros da sociedade civil comporem as vacâncias do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC). Há vagas abertas para representantes de artes visuais (1 titular e 1 suplente), audiovisual e multimeios (1 suplente), dança (1 suplente) e teatro (1 suplente). O mandato acompanhará o do atual conselho, que segue até junho de 2019.
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As inscrições seguem até 13 de dezembro, das 10 às 16 horas, na sede da Secretaria de Cultura (Casa 1 – Parque Anilinas). Os interessados devem levar cédula de identidade, título de eleitor, comprovante de residência e documento que comprove 1 ano de atividade no segmento artístico, como currículo, declarações ou certificados.
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A eleição dos representantes será na próxima reunião do CMPC, a ser realizada em 14 de dezembro, às 19 horas, na Biblioteca Prof. João Rangel Simões (Av. Nove de Abril, 1977). Vale ressaltar que os eleitores deverão também apresentar RG e título de eleitor na reunião. O edital está publicado em: https://tinyurl.com/cmpcvacancias.
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Plano Municipal de Cultura – O CMPC e a Secult também mantêm até o fim de novembro a consulta virtual para munícipes encaminharem propostas de ações para elaboração do Plano Municipal de Cultura. A comunidade pode enviar suas ideias para políticas públicas culturais no site: www.smiic.wordpress.com.

CAIS Vila Mathias recebe seminário do Plano de Cultura de Santos

O Centro de Artes Integradas (Cais) Vila Mathias recebe no próximo sábado e domingo o Seminário do Plano Municipal de Cultura (PMC), ‘Construção das Metas’. O encontro terá como pauta a elaboração das metas e ações, seguindo orientação do Ministério da Cultura.

Organizado pelas comissões interna e organizadora do PMC, contará com a presença da Ouvidoria Municipal e representantes das demais secretarias municipais, da comissão legislativa de cultura, do conselho de cultura e convidados da sociedade civil.

O PMC consiste em uma ferramenta para regular no prazo de 10 anos a implementação e fortalecimento de ações e programas das políticas culturais da cidade, através de um planejamento estratégico e participativo. O plano terá como base as propostas aprovadas na Conferência Municipal de Cultura, e como referências o Plano Municipal de Fortaleza e o próprio Plano Nacional de Cultura.

*Talita Fernandes

 

Cadeia Velha: Eis um centro artístico de gestão compartilhada

Um dos mais importantes edifícios coloniais da cidade de Santos, a Cadeia Velha passará a funcionar como espaço de apoio à produção artística local e se chamará Centro Cultural Nova Cadeia Velha. A decisão conjunta da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura de Santos (Secult) foi tomada em consonância com os anseios da classe artística da região, ouvida em audiência pública no início de maio. O edifício está atualmente passando por restauro, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo.

O Centro Cultural Nova Cadeia Velha será um espaço livre de criação artística, com regras de convívio e uso a serem estabelecidos por um conselho gestor composto por integrantes da sociedade civil, Estado e Prefeitura, com intuito de promover governança e gestão compartilhada. A liderança nesse processo será exercida pela Secretaria de Cultura de Santos.

A diretriz central do espaço será a ativação e mobilização da cena cultural da Baixada Santista. Para isso, a proposta é de que o Centro Cultural promova a integração de múltiplas linguagens artísticas por meio de oficinas, cursos de formação e laboratórios, seminários, intercâmbios técnicos, ações de fomento, pesquisa, apoio à criação e à difusão cultural, em um modelo renovado e convidativo.

Outro aspecto central da proposta de ocupação do edifício, tombado nos níveis federal, estadual e municipal, será a preservação e difusão de suas memórias. Assim, a Cadeia Velha funcionará como um espaço de permanente diálogo entre história e produção artística contemporânea. As obras de restauro prosseguem até janeiro ou fevereiro de 2016. Com isso, o novo espaço cultural deverá iniciar seu funcionamento após o prazo necessário para instalação.

Cadeia Velha

A Cadeia Velha de Santos é um dos edifícios coloniais mais antigos do município, construído em 1869. O prédio abrigou Casa de Câmara, Paço Municipal de Santos, Fórum e Hospital de Emergência, além de funcionar como cadeia da cidade por quase um século. Mas é no âmbito cultural que tem se destacado nos últimos anos, tendo sido ocupada pela Oficina Cultural Pagu até o início dos procedimentos para restauro.

Com mais de 2 mil m² de área construída, todos os espaços do térreo e do piso superior estão sendo recuperados, assim como fachadas, esquadrias e pinturas ornamentais. A obra está realizando também a adaptação de todas as áreas para receber pessoas com deficiência, além da implantação de um elevador para acesso ao pavimento superior e de todos os requisitos de segurança e de proteção contra incêndio.

*Prefeitura de Santos

 

Parceria público-privado e sociedade civil deve ser pauta do Plano Cultural de Santos

“Uma democratização [do acesso à cultura] que se dê em parceria entre Poder Público, iniciativa privada e sociedade civil”, anota o secretário-adjunto de Santos, Rafael Leal, em artigo nesta terça-feira no jornal A Tribuna. O autor partilha de seu anseio como resposta-chave para gerar a economia criativa na Cidade e a ser constado no plano municipal do setor para a próxima década.

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> Os 100 primeiros dias de Fabião Nunes na Secult

A questão levantada pelo também publicitário pós-graduado em Marketing é: “Por que ainda existem dificuldades para que projetos culturais se solidifiquem e expandam suas atividades?”, sendo que a Cidade é conhecida por expoentes nacionais em vários segmentos – de Plínio Marcos a Sérgio Mamberti, de Chorão a Rubens Ewald Filho -, pela conservação de patrimônios históricos e a uma hora de distância de São Paulo.

A dificuldade financeira seria o maior entrave para tal economia criativa, tendo em vista que a agenda artística cresce no município e o investimento de empresas a festivais e ações diminuem este ano. “Poder Público e instituições como o Sesc e o Sesi ajudam para que não haja um colapsto total. No entanto, é preciso uma mudança de pensamento”, convida Rafael. “Que entendamos a cultura como algo que pode transformar e melhorar a sociedade”.

Ele reforça que o debate sobre este modelo precisa já constar no Plano Municipal de Cultura, em iniciativas que instiguem crianças às vocação artística e que acesse pontos de efervescência nas periferias. Para isso, as conversas precisam rodear artistas, produtores, além de escolas e comunidades.

No texto, Rafael não detalha se a parceria público-privada-sociedade civil seria somente para financiar projetos ou também para Organizações Sociais gerenciarem programas públicos. Aliás, já há entidades habilitadas para gerir iniciativas municipais. Mas como gestor, é fato, que ele tem vontade de que a definição destas discussões estejam contempladas no Plano Municipal de Cultura.

*Lincoln Spada

 

Posse do Concult de Santos é dia 13; cadeira é polêmica

Post atualizado à 1h de sábado*

O novo Conselho de Cultura de Santos e a sua mesa diretora serão empossados nesta segunda-feira, às 19 horas, na Prodesan (Praça dos Expedicionários, 10, Gonzaga). Ao todo, a entidade é formada por 11 representantes do Poder Público, 11 da sociedade civil e mais 11 suplentes.

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Enquanto as cadeiras do Poder Público são distribuídas entre secretarias, considerando a cultura como política transversal, as da sociedade civil são indicadas por segmento. As áreas contempladas são: artesanato, folclore e cultura popular, dança e movimento, livro e literatura, produção e promoção cultural, carnaval, história e memória, teatro e circo, patrimônio histórico edificado, artes visuais, audiovisual e multimeios.

Apesar de já haver espaço para Secretaria da Cultura dentro da cota do Poder Público, era considerado comum haver a disputa das vagas de conselheiros da sociedade civil com funcionários públicos da área artística durante as pré-conferências. E a partir daí,  reuniões do Concult geravam a questão se o funcionário representava as ideias do Poder Público ou o mesmo como artista representava a sociedade civil, que a elegeu.

02Desta vez, uma das cadeiras da sociedade civil está sendo tema de polêmica. Na primeira pré-conferência de dança não houve quórum do segmento, sendo adiada para a semana seguinte. Lá, dois membros da Secult foram eleitos com a mobilização de seus alunos como votantes. A funcionária em questão é estatutária e não possui nenhum cargo comissionado ou função gratificada.  Nesse caso, a eleição foi legítima e caberia a quem ocupar a cadeira da sociedade representa-la.

Mas por causa do histórico de situações, parte da classe artística gostaria de quem assumisse o posto fosse alguém sem vínculos com a Prefeitura. Ainda na conferência houve uma votação para legitimar ou não tal eleição dos delegados de dança, em que se manteve a cadeira. Alguns artistas desejam reverter este cenário durante o biênio.

*Lincoln Spada

*Errei feio, errei rude: No texto original, comentava que todas as cadeiras do Poder Público pertenciam à Secult, divididas por segmento. 

Inscrições para Oficinas Querô vão até dia 15 de março

Já pensou em fazer parte de uma produção cinematográfica? Estão abertas as inscrições para as Oficinas Querô 2015. Jovens entre 14 e 18 anos, estudantes de escolas públicas de Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão e de baixa renda familiar podem participar da seleção. As inscrições seguem até 15 de março e devem ser feitas pelo Facebook – fb.com/institutoquero -, no aplicativo “Inscrições Abertas”.

Aula-Quero2 Ao todo, 40 jovens serão selecionados para a Turma Básica das Oficinas Querô. Durante um ano, com aulas cinco dias por semana realizadas nas salas e estúdios da Unimonte, os jovens passam por todas as etapas de uma produção audiovisual, atuando como roteiristas, diretores, cinegrafistas e outras funções do cinema, além de atividades de formação cidadã como empreendedorismo, humanismo e expressão verbal.

 As aulas são ministradas por profissionais importantes do cinema nacional, que orientam os jovens durante as suas próprias produções realizadas durante o ano: um documentário e uma ficção. Em dezembro, os filmes são exibidos ao público em sessão especial realizada no Cine Roxy e inscritos nos principais festivais de cinema do país.

 Com patrocínio do Banco Votorantim, além de atividades para capacitação audiovisual, as Oficinas Querô oferecem aos jovens transporte gratuito da Viação Piracicaba, tratamento dentário pelo projeto Dentistas do Bem e acompanhamento social junto às famílias.As aulas começam em abril, no período da tarde.Azul-da-Cor-do-Mar-Making-Of-27-604x270

 Instituto Querô – O Instituto Querô é uma organização da sociedade civil de interesse público que utiliza o audiovisual como ferramenta para estimular talentos, promover a inclusão cultural, transmitir valores, desenvolver o empreendedorismo e dar voz a jovens que vivem em condições de alto risco social. Desde 2006, já capacitou mais de 280 jovens e produziu 84 filmes. O resultado se traduz nos 35 prêmios conquistados, além de 6 prêmios institucionais.

Mais informações pelo site: www.institutoquero.org,