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‘Andradas Horror Story’ é previsto no Centro de Santos

Informações do Amém Rolê | Foto: Gabriel Quadra
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O coletivo Amém Rolê mobiliza uma ocupação pública na Praça dos Andradas nesta sexta-feira (dia 21), às 22 horas. Nas redes sociais, o evento já prevê a participação de mais de 900 pessoas. Em julho, o mesmo coletivo realizou festa semelhante no local.
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“Tumbalacatumba tumba ta” inicia o convite dos organizadores, que pedem para os participantes partilharem de seus próprios drinques, aparelhos de som e as fantasias, “então empoeiradas do armário”, seguindo-se como um rolê já comum nas novas gerações e na mesma praça.
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Embora não cite discotecagens ou responsáveis, os organizadores do evento que migra do virtual para o campo real herdam em muito a narrativa de respeito à diversidade (respeite as mina, as manas, as monas e os manos) e à sustentabilidade (lixo no lixo) dos demais coletivos que organizam festas no mesmo local e alcançaram até 4 mil participantes.

‘Libertários’ é tema de cinedebate na Vila do Teatro no dia 15

Informações da Vila do Teatro

A Vila do Teatro recebe neste sábado, às 19h, em sua sede na Praça dos Andradas, o cinedebate gratuito ‘Construindo a Greve Geral’, com o filme ‘Libertários’. Em seguida, debate com servidores púbicos sobre a construção da greve geral na Baixada Santista.

O filme descreve, apoiado em fotos, filmes e música das época, mostra a importância do anarquismo nas resistências do movimento operário brasileiro do final do século XIX e começo do século XX. Foi elaborado com material do arquivo Edgard Leueuroth, considerado o mais completo acervo da imprensa Nesse tempo, no estado de São Paulo, o acelerado processo de industrialização forma um proletariado urbano, com marcada presença de imigrantes italianos de formação anarquista.

Organizados, conseguem expandir seu movimento e promover as primeiras greve, a fim de obter acordos e melhores condições de trabalho. O documentário destaca a Greve Geral de 1917 em São Paulo, desencadeada após a morte de um operário grevista, vítima da repressão policial. Após 1917, os efeitos da Revolução Russa acentuam a repressão contra o anarquismo e o movimento é enfraquecido com a prisão e deportação de seus principais líderes.

 

Em Santos, ‘O Último Bicho de Pelúcia’ denuncia violência sexual contra crianças

Informações de Dilma Negreiros

O projeto ‘Cantos e contos coreográficos’ chega a Santos na semana de seu aniversário municipal. Contemplada pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015, a iniciativa propõe a circulação do Coletivo Flores (Cia de dança do CIEMH2 Núcleo Cultural) com o espetáculo de dança ‘O Último Bicho de Pelúcia’. As sessões serão nos dias 25 e 26/jan, às 19h, na Praça dos Andradas, seguidas de bate-papo sobre a obra.

O espetáculo aborda histórias reais transformadas em contos para uma proposta panfletária e questionadora, refletindo sobre a violência na infância. O projeto já circulou por Jequié (BA), Salvador (BA) e, em breve, estará na capital paulista. Ainda, a iniciativa proporciona oficinas em cada cidade. Assim, na Vila do Teatro, acontece no dia 25, às 17h, uma oficina de dança narrativa com 20 vagas gratuitas.

O conto coreográfico ‘O Último Bicho de Pelúcia’ é criado a partir de pesquisas com adultos que, na infância, passaram por assédio ou abuso sexual. Para alguns até parece que nada aconteceu, o trauma provoca certa confusão entre realidade e fantasia. Para outros o dia a dia provoca alarmes de sensações que não conseguem ficar no passado. Muitos, alguns, eles, ela, eu, você ninguém está muito distante da violência por qual passam muitas crianças.

Entre poesia e realidade de histórias pesquisadas, colocamos na arte um papel fundamental de discussão sobre o tema a fim de provocar e ser provocado na busca de um viver mais gentil. A dança experimental do Coletivo Flores tem direção e conceção de Taís Vieira e reúne os intérpretes: Daniele Morethe, Lorena Bitencourt, Luiz Philipe Spranger, Luize Helena Pessanha, Rafael de Souza, Renato Mota e Thiago Morethe. A produção é de Dilma Negreiros.

 

‘Cultura em Crise’ é o tema do 4º Motim Teatral; acesse a programação na íntegra

Por Movimento Teatral

Com o tema ‘Cultura em Crise’, o 4º Motim Teatral reúne 14 coletivos cênicos para apresentações gratuitas no Centro de Santos. Mostra regional do FESTA 58 – Festival Santista de Teatro, a maratona de apresentações acontece inteiramente nesta sexta-feira (dia 23) com 13 horas ininterruptas de grupos artísticos.

Neste ano, trata-se de um ato pela liberdade de expressão dos artistas de rua em Santos; contra o corte orçamentário das Oficinas Culturais do Estado no interior e litoral paulista; e pró-Centro Cultural Cadeia Velha.

O termo ‘motim’ é uma insurreição de grupos contra o autoritarismo, caracterizado por atos de desobediência artística e civil que se opõem a autoridades ou o capitalismo, sendo frequentemente acompanhado de tumulto artístico, vandalismo estético e intervenções de violência poética.

O 4º Motim Teatral é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista com apoio da Prefeitura Municipal de Santos por meio da emenda parlamentar do vereador Professor Igor Melo. Confira a programação:

>> 13h30 | Praça dos Andradas | ‘Festa das Flores’
Cia Incomodados de Teatro e Música | Roteiro e direção musical: Elias Tomais | Elenco: Ariadne Moreno, Elias Tomais, Juliana Lima, Juliana Sanz.
>> 14h | Praça dos Andradas | ‘É Doce ou Salgado?’
Coletivo Sanatório Geral | Texto: Betinho Neto | Direção: Miriam Vieira e Betinho Neto | Elenco: Sandy Andrade ,Liliane São Paulo, Amanda Franco e Betinho Neto.
>> 15h | Praça dos Andradas | ‘Furdunço no Casamento de Marieta’
Cia Animalenda | Direção: Danilo Cavalcanti | Elenco: Kely de Castro e Vinícius Camargo.
>> 16h | Praça dos Andradas | ‘Blitz – O Império que nunca dorme’
Trupe Olho da Rua | Texto e Direção: Caio Martinez Pacheco | Elenco: Bruna Telly, Caio Martinez Pacheco, Fabio Piovan, João Paulo Pires, João Luiz Pereira Junior, Raquel Rollo, Sander Newton, Wendell Medeiros.
>> 17h30 | Praça dos Andradas | ‘De Repente Thiago’
Esquadrilha Marginalia de Teatro de Rua | Dramaturgia coletiva | Direção: Sander Newton. | Elenco: Luiz Guilherme, Lucas Pereira e Michel do Carmo.
>> 18h | Vila do Teatro | ‘Nó Cego’
Teatro Genoma | Direção: Rodrigo Marcondes | Com Juliana Vicma.
>> 19h | Praça dos Andradas | ‘Tentativa Zucco’
Usina Utópica | Texto: Paulo de Tarso | Encenação: Douglas Lima | Elenco: Lucas Pereira, Julia Alves, Letícia Cascardi, Luana Albeniz, Mayara Andrade | Convidados: Natanael Gomes, Myller Oliveira, Vanessa Souza, Juliana Souza, Rafael Almeida, Rodrigo Alves, Patrick Gois, Udson Santos, Vinicius Ziani.
>> 20h | Vila do Teatro | ‘A Lenda dos Jovens Detentos’
Cia Muninja | Texto: Leo Lama | Direção: Diego Andrade | Elenco: Bruno Galdino e Letícia Tavares.
>> 21h | Praça dos Andradas | ‘Liberdade Prisioneira’
Cia Carcarah Voador | Texto: Cícero Gilmar Lopes | Direção: Vidah Santos | Elenco: Juan Pablo Garcia e Cícera Carmo.
>> 21h | Vila do Teatro | ‘Elogio ao maluco, Beleza?’
Cia Teatral Art e Manha | Texto: Natan de Alencar e Ricardo Oliveira | Direção: Lúcia Oliver | Elenco: Ricardo Oliveira, Natan de Alencar, Katia Lira, Mariana Nunes, Alisson Araújo.
>> 22h | Vila do Teatro | ‘Já que sou, o jeito é ser’
Cia 5 | Texto: Eduardo Ferreira | Direção: Eduardo Ferreira e Angélica Evangelista | Atores-bailarinos: Angélica Evangelista, Eduardo Ferreira, Gisele Prudêncio, Lucas Onofre e Rodrigo Santana.
>> 22h | Praça dos Andradas | ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’
Cia Amoriódio | Texto: Bertolt Brecht | Direção e adaptação: Diego Andrade | Elenco: Beatriz Gonçalves, Caroline Salles, Fellipe Tavares, Luccas Afonso, Nevily Alves e Teco Cheganças.
>> 22h30 | Praça dos Andradas | ‘De Volta ao Luto’
Cia Lorena | Texto e Direção: Diego Saraiva | Elenco: Natalia Marcelo, Vanderlei Abrelli, Paola Borges, Eliana Tavares, Arthur Cordeiro, Wilson Gois.
>> 0h | Catraias da Praça Iguatemi Martins | ‘Zona!’
O Coletivo | Direção: Kadu Veríssimo | Elenco: Caio Martinez Pacheco, Junior Brassalotti, Kadu Veríssimo, Léo Bacarini, Malvina Costa, Mario Arcenjo, Priscila Ribeiro, Raquel Rollo, Renata Carvalho e Thays Bratz. Após o espetáculo, festa com DJ Cigano.

Cadeia Velha: Manifestação artística ‘Até o Fim’ pelos 35 anos do centro cultural

Por Lincoln Spada | Foto: Rodrigo Montaldi Morales

Nós, artistas, ativistas e apoiadores da Cadeia Velha de Santos realizaremos a mostra gratuita ‘Até o Fim – 35 anos do #CentroCulturalCadeiaVelha’ nesta sexta-feira à noite e sábado à tarde (dias 16 e 17). A programação faz referência ao período em que o prédio estadual se tornou espaço da comunidade artística, e ao último fim de semana que o mesmo local estará aberto ao público, sem data anunciada de reabertura.

É que, desde que reaberto, o patrimônio é gerido em convênio do Governo Estadual com a Poiesis para a Oficina Cultural Pagu. Mas tanto essa, como dez unidades regionais de São Paulo serão desativadas, exceto as da capital. Assim, não houve garantia oficial do Poder Público em relação às novas formações culturais, sequer quanto ao uso do edifício.

De modo simbólico, um bolo cenográfico de cristais marcará o evento, que terá cinedebate, sarau lítero-musical, oficina e performance de artes cênicas, e exposição de artes plásticas. A mostra dialoga com as manifestações que ocorrem simultaneamente nas oficinas culturais de Limeira, São Carlos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Programação gratuita
#CentroCulturalCadeiaVelha | Praça dos Andradas
>> Abertura da mostra de artes plásticas
Sexta | 19h | Com Marcelo Madnights e Paulo Teixeira
>> Cineclube Pagu + Mostra Marginal de Cinema Santista
Sexta | 19h30 | Com Carlos Cirne, Dino Menezes e Marcelo Pestana
>> Oficina de improvisação dança-teatro
Sábado | 15h-17h | Com Celso Lima, Marcus Di Bello e Rafael Palmieri
>> Bolo cenográfico de cristais
Sábado | 15h30-18h | Com Alexandre Sylvestre
>> Performance ‘Intolerância’, do Baobá Coletivo de Arte
Sábado | 16h | Com Bruno Oliveira, Christian Malheiros e Larissa Almeida
>> Roda de conversa: Histórias da Cadeia Velha
Sábado | 16h30 | Com Lincoln Spada e Rodrigo Montaldi Morales
>> Sarau dos 35 anos do #CentroCulturalCadeiaVelha
Sábado | 17h | Com Flávio Viegas Amoreira e Theo Cancello
Apoio: Curta Santos, Movimento Teatral da Baixada Santista, Vila do Teatro.

#PraçaDosArtistas: Mestre em Urbanismo, Santiago Cao debate sobre ‘Arte nos Espaços Públicos’ em Santos

Por Vila do Teatro

Neste domingo, às 17 horas, na Praça dos Andradas, acontece uma palestra-(con)versatório com Santiago Cao sobre o tema ‘Arte nos Espaços Públicos’, em torno às atuais tendências a gerar propostas artísticas nos espaços públicos, e alguns possíveis questionamentos para práticas que escolhendo esses espaços como campos de ação fazem um uso não relacional dos mesmos.

Práticas que podem resultar capturadas pelos governos e empresas para serem utilizadas como parte dos processos de Gentrificação e Limpeza Social em tempos de uma crescente Espectacularización da Cultura. Pensando nessas questões, as atuais práticas artísticas contemporâneas que, no seu fazer artístico, intervêm num espaço público, o que pretendem, ao ocupá-lo?

Se tratando de práticas artísticas em espaços públicos, talvez a pergunta inicial não tenha que ser formulada em torno da categoria Arte, senão da procura em indagar-se a respeito das características e potências destes espaços outros, diferentes dos tradicionalmente reservados para as Artes. Assim, pensando também sobre os espaços públicos, iremos propor nos reunir para (con)versar a respeito destes temas na Praça dos Andradas, Praça do povo e dos artistas. Com a condução do artista argentino Santiago Cao, nos reuniremos e conversaremos sobre as diversas facetas da ocupação artística do espaço público.

Em tempos de tormenta no atual contexto politico e social, o maior trunfo de qualquer sociedade sempre foram e são as reuniões e assembléias populares para a livre troca de experiência, saberes e visões do mesmo problema, em prol da vitória comunitária frente a demanda exigida. Uni-vos então! Ao final da atividade, sugerimos um pic nic e troca de afagos alimentícios entre todos, traga o que der na telha e bora fortalecer os laços e redes! Em caso de chuva, o encontro será transferido para a Vila do Teatro.

 

#PraçaDosArtistas: Concult, Movimento Teatral e Vila do Teatro repudiam censura policial

Por Lincoln Spada

Nas últimas 48 horas, o Conselho de Cultura de Santos, o Movimento Teatral da Baixada Santista e a Vila do Teatro se manifestaram publicamente em notas repudiando a censura de policiais militares à sessão do teatro de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua (integrante destes órgãos), no último domingo, na Praça dos Andradas. O conselheiro de cultura e diretor teatral Caio Martinez Pacheco foi algemado ao 1º D.P., e só liberado após mais de quatro horas.

> Entenda o contexto
> Leia a repercussão entre políticos

Batizada informalmente de ‘Praça dos Artistas’ em setembro, a mesma praça é palco de um amplo debate e manifestações culturais que mobilizam milhares de frequentadores aos fins de semana – de festas a exibições de cinema ao ar livre, de performances circenses a shows musicais. Trata-se do epicentro de três pontos culturais da Cidade: a própria Vila do Teatro, o Teatro Guarany e a Cadeia Velha.

Comunicado do Conselho de Cultura

Nos dias atuais, no âmbito do município de Santos, o Conselho Municipal de Cultura repudia veementemente o ato de violência e abuso de autoridade por parte da Polícia Militar contra o Sr. Caio José Martinez Pacheco, nosso Conselheiro Titular do Segmento de Teatro e Circo. A ação ocorreu na tarde de 30 de outubro de 2016, na Praça dos Andradas, onde ele foi detido como um criminoso, jogado na parte de trás da viatura, e sendo conduzido algemado para o 1º Distrito Policial de Santos.

As razões foram alegações distorcidas de que a peça encenada pela Trupe Olho da Rua emitira o som muito alto, perturbando o ambiente público; e que o “estilo” da peça era inadequado, justamente porque “Blitz – O império que nunca dorme”, e, dentro do universo das artes cênicas, aborda de forma cômica o autoritarismo e o estereótipo do policial truculento. É importante ressaltar que a peça censurada pela PM na Praça dos Andradas recebera o apoio do Governo Estadual via ProAC – Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura.

O Conselho de Cultura de Santos não tolera ações de violência gratuita contra os artistas e produtores culturais locais, desencadeadas pela Polícia Militar nas últimas semanas, e na Assembleia Geral Ordinária de 21 de novembro do corrente ano, apresentará o Relatório da Diretoria Executiva, em decisão terminativa, sobre os atos autoritários da Polícia Militar contra os artistas e produtores culturais locais, conforme a Constituição da República Federativa do Brasil. “É livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura e licença”, evidencia o item 9º do Artigo 5º de nossa Carta Magna.

Nota do Movimento Teatral da Baixada Santista

a1O Movimento Teatral da Baixada Santista repudia a ação arbitrária e desproporcional da Polícia Militar, com mais de seis viaturas com apoio da Guarda Municipal para algemar um trabalhador da cultura a partir da censura após cinco minutos do espetáculo de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, em temporada há um ano na mesma Praça dos Andradas.

Aliás, esta censura é infelizmente só mais um capítulo de enfrentamento que a PM e a GM têm em relação às mais recentes manifestações culturais, festividades e ações populares na Praça dos Andradas e Centro Histórico, desde que milhares de pessoas passaram a ocupar as praças durante essas atividades artísticas gratuitas e espontâneas. Um local tão simbólico de encontro está em risco.

Portanto, é necessária toda a mobilização em apoio à liberdade de expressão aos artistas e coletivos – de todo o Brasil. Assim, convidamos aos artistas para que estejamos unidos nesta pauta em comum e manifestemos apoio nesta quinta-feira (dia 3), às 14h na Assembleia Legislativa do Estado de SP e na segunda-feira (dia 7), às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Santos, para que os nossos representantes políticos garantam os nossos direitos de livre expressão artística.

O QUE É ‘BLITZ’?

Sem incitar discurso de ódio ou ofensas, a peça teatral reflete a violência policial, baseada em reportagens, teses acadêmicas e relatórios sobre a instituição policial brasileira. Entendendo a urgência do tema e a estética do grupo, o Governo Estadual contemplou a produção artística – ela circulará em 11 cidades. Entendemos que cabe ao próprio Governo garantir a livre expressão artística, prevista na nossa democrática Constituição.

Nota da Vila do Teatro

a2A Vila do Teatro agradece as milhares de manifestações de apoio e solidariedade dos artistas e coletivos da Baixada Santista, do Estado de São Paulo e dos quatro cantos do Brasil. Nós repudiamos a ação arbitrária e desproporcional da Polícia Militar, com mais de seis viaturas com apoio da Guarda Municipal para algemar um trabalhador da cultura a partir da censura após cinco minutos do espetáculo de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, em temporada há um ano na mesma Praça dos Andradas.

Aliás, esta censura é infelizmente só mais um capítulo de enfrentamento que a PM e a GM têm as mais recentes manifestações culturais, festividades e ações populares na Praça dos Andradas e Centro Histórico, desde que milhares de pessoas passaram a ocupar as praças durante essas atividades artísticas gratuitas e espontâneas. Um local tão simbólico de encontro está em risco.

Portanto, é necessária toda a mobilização em apoio à liberdade de expressão aos artistas e coletivos da Baixada Santista – e de todo o Brasil. Assim, convidamos aos artistas e comunidade de Santos e Região para que estejamos unidos nesta pauta em comum e manifestemos apoio na próxima segunda-feira (dia 7), às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Santos, para que os nossos representantes políticos garantam os nossos direitos de livre expressão artística.

O QUE É ‘BLITZ’?

Sem incitar discurso de ódio ou ofensas, a peça teatral reflete a violência policial, baseada em reportagens, teses acadêmicas e relatórios sobre a instituição policial brasileira. Entendendo a urgência do tema e a estética do grupo, o Governo Estadual contemplou a produção artística – ela circulará em 11 cidades. Entendemos que cabe ao próprio Governo garantir a livre expressão artística, prevista na nossa democrática Constituição.