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Welington Borges ministra 2ª Oficina de Educação Patrimonial em Cubatão

Por Lincoln Spada

A valorização e preservação dos bens culturais é tema da segunda edição da Oficina de Educação Patrimonial, realizada gratuitamente pela Prefeitura através da Secretaria da Cultura, a partir do segundo semestre. As inscrições virtuais podem ser feitas entre os dias 23 de maio e 23 de junho pelo endereço: http://tinyurl.com/educacaopatrimonial .

As atividades serão às quartas-feiras, das 14 às 17 horas, nos dias 12, 19 e 26 de julho, 2 e 9 de agosto, na Casa da Memória (Parque Novo Anilinas), ministradas pelo servidor público e historiador, Welington Ribeiro Borges. A ação é voltada para professores, estudantes, agentes culturais e de turismo e demais interessados acima de 16 anos.

A ação formativa tem como objetivo sensibilizar jovens e adultos acerca do reconhecimento dos nossos patrimônios, criação de itinerários que articulem a sociedade em destacar e contemplar os bens públicos locais e as suas memórias escondidas, além de promover a construção de uma identidade e, por fim, o sentimento de pertencimento da comunidade.

 

Revista Relevo entrevista ex-secretário de cultura de Cubatão, Welington Borges

Por Lincoln Spada

Recentemente, o ciclo do servidor municipal Welington Borges foi completado à frente da Secretaria de Cultura de Cubatão. Ele assumia a função desde 2010. Autor e coautor de livros históricos (desde Afonso Schmidt até a construção da Avenida 9 de Abril), Welington já trabalhou no Arquivo Municipal e em programas para crianças e adolescentes nos anos 80 e 90.

Nos anos 2000, foi o responsável pela Biblioteca e Arquivo Histórico, além de coordenador da criação do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural, órgão em que presidiu até 2011. Historiador com pós-graduação em meio ambiente e turismo, já enquanto secretário de Cultura, ele também interinamente em 2012 assumiu a pasta de Turismo. Em entrevista pessoalmente à Revista Relevo, Welington avalia sobre a atuação da Secretaria da Cultura nestes últimos sete anos.

Durante a atual gestão, foi criado o Cubatão Danado de Bom, que teve a sua periodicidade mediada pela Lei Rouanet. Por que a busca por esse incentivo fiscal e qual o legado do festival para a cidade?

c5Bem, foram quatro edições do Cubatão Danado de Bom, e só a última teve apoio via Lei Rouanet, as demais foram com apoio direto das empresas locais. E, de certa forma, sempre há recursos da própria prefeitura. O evento tem como objetivo sempre valorizar a cultura nordestina, atento em como valorizar a população, o munícipe de origem nordestina, bem mais do que necessariamente atrair turistas.

Além de não ser um evento isolado no calendário, mas de ter o assunto também trabalhado nas escolas durante o ano. Em todas as edições, temos artistas locais, e homenageamos moradores que são nordestinos. Penso que o evento já se consolidou, é uma marca da prefeitura, e se houver interesse do próximo governo, já tem todas as condições de ser realizado com investimento direto ou leis de incentivo da indústria local.

Em 2011, houve a entrega do Novo Anilinas, e desde então, há uma série de ações do Poder Público ou da comunidade por lá, como concertos, cinema, teatros e afroempreendedorismo. Como avalia o parque como espaço de formação de público e neste trimestre ainda são estimadas outras intervenções públicas no espaço, como o cine-auditório no Centro Multimídia?

c1O Parque Anilinas é uma opção de lazer da cidade desde 1979, sempre tendo espaço para os esportes e artes. Quando o governo previu a sua reconstrução, concedeu um espaço privilegiado para a cultura como o centro multimídia. A cidade não tinha salas de cinema há 10 anos. Agora, são duas salas de cinema, salas para oficinas, o vão cultural, tudo concentrado num mesmo espaço.

Neste centro cultural, também há a previsão da sala de teatro, de 350 lugares. Inicialmente seria um auditório, mas entendemos este novo uso para o local, que contou com apoio da própria indústria local, Já contamos com toda a estrutura cenotécnica, o que falta é a parte da acústica, adequações nos camarins e a montagem, por exemplo, já temos as poltronas. Não é possível entregar nesta gestão, mas, esperamos que o próprio governo consiga adequar o teatro, para que seja usado para espetáculos.

c6Principalmente nestes três anos, muitos coletivos culturais surgiram na cidade e passaram a realizar saraus e festas no Pinhal do Miranda, Jardim Casqueiro e Centro. Como a Secult observa esses eventos e as demandas apresentadas pelos participantes? Existe diálogo com esses grupos?

Com certeza. A gente conhece os coletivos e sempre procura ouvi-los e dialogar com eles, como também, oferecer apoio à medida do possível. Às vezes com estrutura de palco, às vezes com apoio logístico.

Cubatão é a cidade que mantém o maior leque de corpos estáveis, como coral, orquestra, banda sinfônica e corpo coreográfico. Qual é a importância desses grupos artísticos para o município e até que ponto os cubatenses se relacionam ou participam dessas organizações?

c7Os corpos estáveis são fundamentais para a cultura na cidade, uma vez, por exemplo, que a Banda Sinfônica existe há mais de 40 anos. São grupos que representam o município: a Banda esteve na Europa, o Coral Zanzalá já esteve em Nova York, a Cia de Dança da Sinfônica foi convidada para ir aos Estados Unidos. Além do mais, a maioria de quem participa dos grupos artísticos, coralistas, instrumentistas e músicos são oriundos da própria comunidade, e também há um intercâmbio com artistas que participam de orquestras e companhias do Brasil e do exterior.

Há 30 anos, discutem sobre a ativação do Teatro Municipal, a centralizar a agenda múltipla de artes cênicas. Desde então, a região já ganhou sete teatros públicos e Cubatão tem um espaço privado. Na visão da Secult, ainda há demanda para um novo teatro na cidade e como será a futura gestão do equipamento?

c8Recentemente, a Prefeitura apresentou um projeto de lei na Câmara de Vereador para conceder a uma ONG, uma instituição, a possibilidade de concluir a obra e explorar o prédio. Tenho certeza de que se pensar no prédio somente como um teatro, é muito difícil conseguir recursos financeiros para a sua manutenção.

Ali, talvez o caminho seja uma parceria, do teatro enquanto junto de uma escola, ou uma faculdade para melhor aproveitar o prédio. Bem, essa foi uma das propostas colocadas à época sobre o uso do espaço. Mas pensar que o Poder Público consegue manter e concluir o edifício, é muito improvável.

Se por um lado a atual gestão descentralizou espaços de leitura e acentua o legado de Afonso Schmidt, a Biblioteca Central ainda necessita de reforma. Que projetos a secretaria desenvolve hoje para o incentivo à leitura e como está a situação das bibliotecas da cidade?

c9Na verdade, a reforma da Biblioteca Central já foi concluída, a partir das adequações apresentadas no projeto técnico do edifício. O problema atual da biblioteca é o Auto de Vistoria do Corpo dos Bombeiros. Tudo que foi apontado pelo Poder Público, foi atendido, mas não era possível atender as primeiras adequações apresentadas pelos bombeiros.

É porque é um prédio da década de 30, e, ali, qualquer ação precisa ser bem pensada, para não descaracterizá-la enquanto patrimônio histórico. Nesta próxima semana, os bombeiros irão verificar o edifício e, se tiver uma avaliação positiva, solicitaremos o AVCB para o reabrirmos, se possível, ainda em dezembro.

A Baixada Santista corresponde a 1% do território estadual, mas 6% dos espaços museológicos, de acordo com o Governo Estadual. O secretário já presidiu o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Cubatão, o Condepac. Como a Secult hoje observa a relação com o conselho e houve avanços na preservação da memória da cidade?

c9aO Condepac está em época de mudança de mandato e logo precisará fazer as convocações. Já que a administração está no fim de mandato, talvez seja adequado esperar o novo governo, que pretenderá indicar os seus representantes no conselho, para reativar seus trabalhos.

O Condepac foi criado em 2003, à época presidi a comissão que o instituiu e, depois, presidi o conselho até 2010. Houve muitos avanços, e o Condepac cumpre bem o seu papel, no tombamento de patrimônios, enquanto consultado em intervenções em áreas próximas de tombamentos, em bastante diálogo e respeito pelos órgãos da Prefeitura, do Ministério Público e da sociedade.

Nesta década, a Secult foi uma das maiores defensoras das políticas culturais, articulando encontros e seminários à comunidade artística. Mas como está hoje o panorama do conselho de cultura, fundo de incentivo, e as leis do Sistema e do Plano Municipal de Cultura? Quais foram as maiores conquistas ou entraves da gestão nesta articulação?

Então, não temos o Plano Municipal de Cultura. Já o conselho está desativado. Há dois aos, nós fizemos uma proposta parar mudar a lei, a fim de corresponder com o formato indicado pelo Ministério da Cultura [como Conselho Municipal de Políticas Culturais], mas não foi muito bem entendido por alguns artistas. Por exemplo, a questão paritária, pois até então o conselho só tinha dois membros do Poder Público.

O que pode parecer a princípio como forma de cercear os artistas no debate, na verdade é porque surgiam várias discussões sobre recursos orçamentários, questões jurídicas, e as secretarias de planejamento, de assuntos jurídicos, não estavam representadas no conselho, como também outras essenciais, como educação e comunicação.

Bem, essa modernização foi aprovada agora, com algumas alterações de emendas na Câmara, mas o conselho vai passar a vigorar em janeiro de 2017 conforme a legislação. Até por isso, o fundo que foi criado em 2013, deve ser efetivado agora no novo governo, já que o conselho gestor conta com participação e acompanhamento dos conselheiros de cultura.

 

Secretários de Cultura da região debatem no Sesc Santos nesta quinta

Por André Azenha

Com o objetivo de traçar uma reflexão sobre os últimos quatro anos na cultura da Baixada Santista e um prognóstico para o futuro, o 5º CulturalMente Santista – Fórum Cultural de Santos, evento que integra o calendário oficial do município, promove um debate com os Secretários de Cultura da Região, quinta-feira, 16h, na sala 1 do Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). A entrada é franca.

Já estão confirmados os secretários Fabião Nunes (Santos), Amauri Alves (São Vicente) e Wellington Borges (Cubatão), Odair Dias Filho (Guarujá), além do diretor executivo da Agência Metropolitana de Santos, Hélio Hamilton. A mediação será da jornalista Nara Assunção.

 

Biblioteca Central de Cubatão deve ser reaberta em março

Prometida para meados do ano passado, a reforma da Biblioteca Municipal de Cubatão já passou de icnco meses, presa a detalhes técnico que não convenceram o Ministério Público (MP) a liberar o espaço para utilização pública. E o fechamento vem provocando críticas nas redes sociais.

“A Biblioteca permanece fechada num claro sina do descaso com a Cultura e com o povo. Até onde vão a incompetência e a ausência de compromisso e responsabilidade social de uma administração pública?”, questiona-se num comentário que circula no Facebook.

Para o jornal A Tribuna, o secretário municipal de cultura Welington Borges Ribeiro crê que o espaço deve ser reaberto no prazo de 30 dias. De acordo com ele, falta atender a requisitos para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros: a cosntrução de um muro separando a biblioteca do espaço ocupado pelo Arquivo Histórico e a instalação de um novo forro no pédio. Os serviços devem ser concluídos em 15 dias.

A Prefeitura de Cubatão também informou que a biblioteca central foi contemplada com R$ 100 mil via Governo Estadual para aquisição de mobiliário. E, ao mesmo tempo, mantém outras três unidades na Cidade: no Jardim Casqueiro, na Vila Nova e no Jardim Costa e Silva.

*Jornal A Tribuna

Sinfônica de Cubatão apresenta sábado ‘Tango, Folklore e Cia’

A Banda Sinfônica de Cubatão apresenta neste sábado (18), às 20h30, seu mais novo espetáculo “Tango, Folklore e Cia”. O concerto acontece no Bloco Cultural da cidade (Pça. dos Emancipadores, s/nº) e tem entrada franca. A apresentação faz parte da programação oficial de aniversário de 66 anos de Cubatão.

Neste espetáculo, a Sinfônica une-se ao Trio argentino MJC em um passeio musical pelo tango e pelo cancioneiro popular da Argentina de várias épocas e estilos – milonga, chacarera, bailecito, entre outros. O Trio MJC, formado por Martínez no piano, Juarena no bandoneon e Ciavattini nos aerófonos andinos, assina todas as orquestrações das 15 músicas, incluindo peças que já fazem parte da história musical daquele país como Libertango (Astor Piazzolla) e Por una cabeza (Carlos Gardel/Alfredo Le Pera). As outras peças são autorais, como Davueltando (Jorge Martínez), Chucha (Mauro Ciavattini) e Retrato del Aire (Pablo Jaurena).

Na tarde desta segunda-feira (13), os músicos argentinos estiveram na Secretaria de Cultura de Cubatão para acertar os últimos detalhes do show junto ao secretário da pasta, Welington Borges, e ao diretor artístico e regente do espetáculo, Roberto Farias. “É muito importante que aconteça esse intercâmbio artístico-cultural”, disse Borges. Os argentinos realizam, ainda, quatro ensaios esta semana junto à Sinfônica, para que tudo saia perfeito no sábado.

02Para o maestro Roberto Farias, o Trio MJC é um dos mais inovadores grupos instrumentais da música popular portenha na atualidade. “O Trio e cada artista, separadamente, têm uma visão musical muito pessoal que transita amplamente do tango ao folclore argentino, com influências do jazz e da música erudita. Essa troca de experiências entre os músicos cubatenses e argentinos é riquíssima para a carreira deles e poderá ser sentida pela plateia no palco, com uma apresentação emocionante e de excelência”, disse. O maestro destaca, ainda, a participação do Grupo Rinascita de Música Antiga na peça Para Melenita, de Jorge Martínez.

O espetáculo Tanglo, Folcklore e foi concebido pelo maestro Roberto Farias em 2008, durante sua atuação na Orquestra de Córdoba, e foi apresentado cinco vezes na Argentina e outra em São Paulo. Para o concerto de Cubatão teve o repertório reformulado, incluindo novas composições do Trio, que fazem parte de CD mais recente do Trio.

O Tango, como Dança

O espetáculo também contará com a participação de bailarinos especializados em Tango: Daniel Olviedo e Mariana Casagrande. Daniel é argentino e Mariana, brasileira. Juntos, dirigem a Academia Tchê Tango, em Porto Alegre. No meio do caminho entre os dois países, realizam com maestria, além das aulas, espetáculos por todo o país.

“A cada coreografia, será possível perceber o lado denso do Tango, enriquecido pela trilha sonora do espetáculo, totalmente envolvente”, afirma Mariana Casagrande. A cada dança há um encontro e a síntese de uma relação intensa que o ritmo proporciona, onde os bailarinos se vêem frente a frente, despedem-se e se separam. Respeitando as origens da dança de salão, a ideia é incrementar a apresentação onde as pessoas possam perceber o lado visceral do Tango.

*Prefeitura de Cubatão